Os “ensináveis” – convites para a precariedade no trabalho


herbalife

Ontem à noite quando fui abrir a minha caixa do correio, apareceu-me esta enorme pérola. As questões de linguística deixo-as obviamente para quem de direito, ou seja, para o meu estimado colega de bancada Francisco Miguel Valada. Decerto que o douto autor deste convite, de tão mestre que é na arte de ensinar a venda da banha da cobra, não se deverá importar de representar no papel de ensinado.

Ao ler este convite fiquei embasbacado. Fruto das mais recentes experiências que tive à procura de emprego, confesso-me cada vez mais assustado em relação ao mercado de trabalho.

Em primeiro lugar porque concluí que os sites de procura de trabalho (trabalho há muito, emprego há pouco) como o Net Empregos ou o Sapo Emprego são cada vez mais ineficientes, na medida em que nos deparamos que enviamos 300 mil currículos (vitae europass, se faz favor) diariamente (até podem contra-argumentar que um gajo não é chamado para entrevistas porque o empregador está farto de receber os nossos CV; na verdade eu anoto os nomes das empresas para quem envio num ficheiro excel precisamente para evitar currículos para o mesmo empregador) e não só não obtemos qualquer aviso de recepção, resposta ou pedido para agendamento dse entrevista. Para além deste facto, as ofertas de trabalho oferecidas por múltiplos agentes perduram durante meses nas publicações destes mesmos sites. Achamos portanto estranho que em tantas centenas de milhares de desempregados neste país, determinada empresa, demore 6 meses a encontrar o candidato que pretende contratar. Ou então, pode-se o dar o caso, da oferta nem sequer existir e ser apenas uma tentativa das empresas para sondar o mercado e encontrar candidatos qualificados para qualquer eventualidade.

Em segundo lugar, o nome das coisas. Nos anúncios de emprego, o antigo vendedor ou comercial passou a ser o consultor comercial, o sales manager, o sales consultant, o assistente, o gestor de clientes e o operador de clientes. Esta última denominação faz-me um “cadito” de impressão. Mesmo aqueles a quem Zeus criou com muita lábia para dar e vender, quando dão por si a pensar nas comissões que vão facturar no novo cargo que cheira a CEO da empresa, são empurrados para as ruas para agir como pedintes no intratável porta-a-porta.

Um desses esquemas passava-se aqui na cidade de Viseu há um ano atrás. Um mafarrico da zona de Setúbal decidiu arrendar um escritório para se fazer passar por representante ao nível de marketing das maiores empresas nacionais. As pessoas que eram convocadas para as suas entrevistas, na sua maioria, pessoas com poucas qualificações, embora também estivessem por lá pessoas altamente qualificadas, eram brindadas à entrada com um cafézinho, com bolos, e com um filme a passar numa enorme flatron sobre sucesso empresarial. Nas entrevistas, o sujeito, muito bem apresentado e muito conversador dizia às pessoas que iriam trabalhar nas contas de marketing das empresas associadas. Uma delas, segundo o tipo, era a Sonae. Um dia mais tarde, as pessoas contratadas receberam todas uma chamada de uma outra cidadã, a dizer que tinham sido seleccionadas para entrar no escritório com entrada imediata, imagine-se, para andar na rua com um mealheiro com o logotipo da AMI a pedir para a instituição… No mínimo, macabro!

Em terceiro lugar, o chamado “trabalho em rede”, aquilo que vocês vêem descrito no convite acima postado. Trocando por miúdos: há um malandrão qualquer que compra um kit desta empresa, a herbalife. Eu não sei muito bem o que é a herbalife vende mas tenho uma vaga noção que é uma banha-da-cobra qualquer relacionada com produtos energético. Contudo, nem me dei ao trabalho de ir ao google pesquisar. Esse malandrão trabalha durante 1 ou 2 meses e até vende umas patacas. A empresa obviamente começa a impor-lhe determinados objectivos mensais que ele até vai cumprindo. Quando o zebedeu chega a um determinado standard de vendas, a empresa até lhe “oferece” (se não vender, quem dá também tira) um carro e a possibilidade de ter uma equipa de trabalho, na qual, ele vai facturar sobre todas as vendas dos seus colaboradores sem sair da sua cama. Esses colaboradores, quase todos marginalizados do mercado de trabalho (estudantes, reformados, ex-presidiários, malta sem qualificações que não consegue arranjar trabalho facilmente) andam na rua ao frio, à chuva, a serem constantemente insultados nas portas onde batem a ganhar uns míseros cêntimos de comissões (mais ordenado base ridículo de 120 até 200 euros quando existe; maior parte trabalha à comissão) para ganhar o que a Maria Cachucha ganhou no centeio, enquanto a marca, os tipos que estão à frente da marca, e o malandrão que lhes enviou o convite para entrar para a sua rede (qual esquema ponzi) ganham 99% das vendas sem fazer um único metro a pé, sem ouvir um único insulto. Portanto, dito isto, pergunto: para que é que são as precisas as tais pessoas ensináveis? Pela lógica se este artista receber 1000 pessoas ensináveis,os ensinados facilmente perceberão pelos seus ensinamentos e sobretudo pelo conhecimento dos seus hábitos de vida, que a melhor forma de passar ao topo desta rede é sabotar o esquema do “seu professor” e criar a sua própria equipa. Afinal de contas, se há aspecto em que o português é pródigo é a sabotar e a minar tudo o que está à sua volta.

Naturalmente que sinto pena de viver num país em que existe uma proporção de 100 esquemas iguais a este para cada trabalho minimamente digno e não-precário. E isso é revelador da porcaria (de autêntica sarjeta) que é o mercado de trabalho que temos actualmente: precário, indigno e dominado por chico-espertos que usam e abusam da exploração do homem pelo homem por culpa da fome e da miséria e da necessidade que muitos marginalizados tem para ganhar a sua vida.

Comments

  1. Konigvs says:

    Lá no trabalho (na única vaga que eu – vá lá saber-se como fui preencher- entre não sei quantos mil candidatos) recicla-se e aproveitam-se folhas já imprimidas para rascunhos ou outros fins. E recentemente, numas arrumações, encontrei um enorme lote de currículos, a maioria nessa forma toda europeia e com fotografias e tudo. Eu nunca coloquei a minha fotografia num currículo, afinal, se não concorro para modelo, é o meu percurso académico e profissional que conta ou é a minha cara? Se assim é talvez as pessoas devam começar a fotografar outras partes do corpo, talvez causem ainda mais impacto!
    Mas moralmente questionei-me: reaproveitar e dar uma segunda vida a páginas de currículos é uma coisa boa ou má? Seria mais nobre passá-los na destruidora de papel ou mandá-los diretamente para o saco da reciclagem? Tenho as minhas dúvidas. Quando os encontrei, logo alguns colegas queriam passar os olhos neles. As pessoas têm um elevadíssimo sentido de cusquice – as revistas cor-de-rosa e as redes sociais provam-no! Eu logo disse que aquilo é informação pessoal, que também eles não gostariam que estranhos andassem a ler os currículos deles e que aquilo não é para mais ninguém andar a ler. E acabaram recentemente os currículos. Cheguei à conclusão que foi uma coisa boa. Reaproveitar aquelas folhas, talvez tenha sido como alguém que morre e (sem saber) doa ps seus órgãos. Espero que aquela gente toda tenha arranjado emprego.

  2. Konigvs,

    Ainda há uns meses, quando me encontrava desempregado, passaram-me para as mãos um livro escrito por um gajo aqui de Viseu, que pelo que sei agora faz escola desse livro como conferencista chamado “Como conseguir emprego em 30 dias” – curiosamente, li alguns capítulos do livro antes de o deitar para a lareira, tendo sublinhado alguns dos múltiplos trechos de humor puro da escrita do artista, trechos que ele vende no livro e na vida real como se fossem verdades universais. Dizia o gajo num desses trechos que os currículos tem que ser adequados ao emprego a que a pessoa se visa candidatar, mas o que é certo é que maior parte das empresas pede obrigatoriamente o formato do curriculum Europeu. Acontece que na maior parte das vezes, os empregadores de tão cheias de desesperados que estão as caixas de email, seleccionam meia dúzia e fazem tábua rasa do género.
    Já me aconteceu também uma vez ter entrado para uma empresa e sem querer tropeçar numa estante com um arquivador cheio deles para as eventuais necessidades de um patrão que estava sempre a comprar contendas com as funcionárias. A dita pasta estava dividida entre “interessantes” e “não interessantes” – de um lado estavam sobretudo raparigas giras, de outro lado homens e os chamados “trambolhos” do sexo feminino. Até ao final do meu contrato nessa empresa vi entrar 4 raparigas das interessantes, às quais o patrão sempre que podia dava uma achega para ver se tirava proveito da situação.

    Agora mais a sério: no fundo ninguém quer saber de currículos para nada. Se a oferta de trabalho for para um estabelecimento comercial, entram raparigas, de preferência vistosas. Se for para a indústria pesada, entram os mais desqualificados possíveis. Se for para um emprego ou cargo mais sério, o quanto baste para entrar é uma boa cunha ou um favorzito, preferencialmente político ou financeiro aqui e acolá.

  3. Konigvs says:

    Sim, eu fui percebendo como se passou com o meu próprio processo de recrutamento. Disse-me um dos patrões (chamam-lhe agora CEO, eu ainda prefiro a palavra “patrão”!) que em 2007 meteram um anúncio no Net Empregos e tiveram 4 respostas; em 2014 colocaram outro igual e obtiveram uma tonelada. E por aqui se vê o flagelo do aumento do desemprego. E pelo que percebi os critérios estavam mais ou menos definidos, e por forma a eliminar muita gente: não queriam ninguém muito jovem, com experiência e de preferência entre os 30-40 anos.

    Nem mais. Passamos a vida a clamar pela igualdade, mas não há igualdade, nem nunca vai haver. Não temos todos as mesmas oportunidades. Não nascemos todos num berço de ouro ou numa bolha cheia de cunhas. Não somos todos mais ou menos atraentes. Tal como não temos todos umas boas mamas ou uma rata no meio das pernas! E claro que isso conta e muito! Tenho uma amiga que está a fazer um curso profissional na área da joalharia/ourivesaria, com a melhor média da turma, mas ela é toda descontraída e pouco preocupada com a aparência, e diz-me que que está constantemente a ser passada à frente (eventos, estágios) por colegas todas aperaltadas, muito maquilhadas e com grandes atributos, quando na prática, segundo ela, elas não lhe chegam aos calcanhares a nível de competência técnica.

    Mesmo no meu trabalho, foi recrutada uma colega para só para substituir a maternidade da contabilista, e meses depois, ela chegou-me mesmo a dizer que não sabia como a contrataram, visto que ela não tinha experiência nenhuma, saiu da universidade e nem estágio fez. Mas eu olhando para ela, percebia bem, quer dizer, com um corpinho daqueles! (em boa verdade dizer que acho que ela superou as expectativas e pareceu-me uma excelente profissional, tanto que foi-lhe mesmo proposto continuar além do previsto). Mas não duvido que o corpinho tenha dado um grande empurrão!

    Não podemos de forma nenhuma generalizar, mas é um pouco por aí é. E se calhar, se fôssemos nós, se tivéssemos que recrutar para uma loja, se calhar faríamos igual e contratávamos mulheres bonitas, ou no mínimo, as mais simpáticas. Até me estou a lembrar do ditado popular (acho que é chinês) “se não sabes sorrir não abras uma loja”.

    E agora fazem-se cursos e estuda-se para gerir os “recursos humanos”. Os humanos não são um “recurso”, porque sem humanos não há empresas! Eu acho que às vezes basta o senso comum. É como os vendedores. Pode alguém ter um doutoramento em vendas e nunca conseguir vender nada na vida, mas se calhar arranjamos um tipo com a 4a classe que é capaz de vender aquecedores no pico do verão. Eu gosto muito de observar os comportamentos, já vi e vou vendo muita coisa no local de trabalho. E às vezes mete-me nojo o ser humano. Mete-me nojo a forma como algumas mulheres tratam outras mulheres, pelo simples facto de se sentirem ameaçadas. E não duvidem que conseguem mesmo despedi-las! Ainda recentemente vi isso. Há uma verdadeira guerra silenciosa nas empresas! E depois os misóginos são os homens! Mas também há muito homem ainda pior que elas. E depois é curioso ver como apontam os defeitos nos outros para escondeu os seus! “Vê como ela chegou atrasada”, para tentar criar um foco de instabilidade nos outros, ocultando o seu, pois é a própria que passa a vida a faltar e a chegar atrasada! Queimar os outros é isso. Quem não consegue, por si só, mostrar que é bom o suficiente, usa então a estratégia de tentar mostrar que os outros são uma merda.
    Na selva do trabalho reinam os manipuladores, os hipócritas e os invejosos! Admito (com muitas dúvidas) que se calhar fora do local de trabalho são tudo muito boas pessoas, mas lá dentro é a verdadeira selva e os mais fracos são os primeiros a serem comidos vivos! Os mais fortes, têm sempre, bem de perto, os bajuladores e criam-se alianças constantemente. Podemos mesmo até dizer que, o local de trabalho é mesmo como na natureza: temos a presa, o predador, o parasitismo, mutualismo e a simbiose!

    Foda-se! eu acho que conseguia escrever um livro inteiro só com banalidades sobre o local de trabalho! É que não basta arranjar um “emprego em trinta dias”! Depois é preciso sobreviver!

  4. Completamente! Se fosse um texto especificamente mais orientado e não uma resposta a uma resposta, subia-o imediatamente a post. O que não me impede de te lançar o desafio de colocares essas experiências e esses episódios num formato a publicar aqui como autor convidado. Lanço-te esse repto.

    Algumas dessas experiências também já as vivi. Quando me diziam que trabalhar com mulheres é foda, sorria e pensava que aquilo era um profundo exagero e que me ia relacionar bem com toda a gente. Porém, existem homens que se portam como mulheres e que conseguem ser ainda mais perversos que elas. Autênticas cobritas que pouco fazem e muito falam a quem tem de direito para destruir, para sabotar. É assim que vão crescendo alguns dentro das empresas.

    Quando o meu pai me contava os múltiplos problemas que tinha com os colegas de trabalho, especificamente com os subordinados dele, também sorria quando ele me dizia para nunca ser chefe assalariado porque é o pior de dois mundos: viver literalmente durante 10 ou mais horas com um bando de ordinários que te quer derrubar e ter que assumir toda a merda que tu e os outros fazem perante o patrão. Ou seja, viver sempre entre a espada e a parede. Até ao dia em que fui chamado a comandar uma equipa para uma multinacional. Não descansaram enquanto não me fizeram a folha até me levar à demissão por desistência forçada. Por cada resultado operacional nítido, quantificado que apresentava, tinha que lidar com 100 boatos e bufices que destruiam a minha imagem noutros sectores da empresa e na direcção da mesma. Isto quando o boato não era contado da seguinte maneira a um que o reproduzia a outro de forma a acrescentar mais um ponto. Ao fim ao cabo ia tudo dar ao mesmo: as mulas velhas daquela empresa estavam habituadas a encostar às boxes às meias horas e só produziam aquilo que lhes apetecia, excepto quando passava o director. Como eu, responsável pela logística para a sede da marca (do sector automóvel) tinha sempre a minha cabeça no cepo, tinha que fazer o papel de duro e dizer aquela gente que tinhamos de produzir mais. Tentei sempre a via diplomática: consegui um aumento de salário, umas horas extras, uns sábados. Acontece que nesse tempo também acumulava a função com a de dirigente sindical do centro de trabalhadores da empresa. Na inocência dos meus vinte e sete anos, os meus e os outros (ligados à UGT) mandavam-me à frente para me queimar com uma data de propostas e soluções para os problemas que depois não assumiam perante a direcção da empresa, isolando-me por completo. Até ao dia em sacaram do cargo, moveram-me de posto de trabalho e levaram-me ao total desespero mental. Tive que me demitir, numa cena que ainda hoje me dá arrepios só de pensar visto que atirei um martelo à cabeça de um dos directores no caminho.

    O clima de ódio, bajulação e manipulação é um clássico da humanidade. Os patrões precisam obrigatoriamente de ter esses condimentos e esses comportamentos da sua empresa para a poderem controlar a 100%. Precisam desses olhos para saberem sobre aquilo que não vêm porque é impossível controlar tudo. Precisam de pagar diferentes ordenados a diferentes pessoas que fazem a mesma tarefa ou tarefas semelhantes para obrigar a pessoa que ganha menos a esfarrapar-se ou a bufar-se para despedir a pessoa que ganha mais e produz menos (continuando a outra gentilmente a ter o mesmo salário, embora com a ilusão de que ao praticar aquilo vai ser recompensada; a história de que no final da história o pontapé no cu é igual, portanto não vale a pena um gajo esfarrapar-se). Essa competição na óptica dos patrões é sempre necessária. Em tempos como estes, com desemprego alto e o código laboral até ajuda, é quase uma necessidade para despedir os mais antigos (de preferência com justa causa) para açambarcar mais umas massas. A ideia final é sempre standardizar as pessoas aos comportamentos que o patrão acha como ideiais. Posso dizer que um dos exemplos mais horrorosos que ouvi nos últimos tempos passa-se na Bosch\Vulcano em Aveiro. Ouvi dizer da boca de vários trabalhadores que os alemães acham como comportamentos aceitáveis que os trabalhadores não tenham necessidades fisiológicas durante os turnos. Como tal, para ires à casa de banho tens de pedir autorização ao teu supervisor e para beber água, existem funcionárias próprias com uma bandeja cuja função é ir dar copos de água do tamanho de um copo de café aos vários postos de trabalho para que as linhas nunca tenham de parar. Na fábrica ao lado, onde trabalhei, as regras não andavam muito longe disso, se bem que mais flexíveis. Nas linhas de produção dos vários sectores, existiam as figuras dos OPF´s, os capatazes que eram mandatados para minar os trabalhadores a prazo e para mandar trabalhar, mascarados de Organizações de Produção, que obviamente era organizada por dois engenheiros nos biombos.

  5. Eu mesma says:

    No início do ano, (re) comecei a mandar CV para tudo o quanto é sítio. Um desses sítios é um site do género Time Out, um site com dicas do tipo “as melhores tascas para se comer um prego” e coisas afins. Semanas depois, recebi uma amabilíssima resposta, que incluía um agradecimento pelo meu interesse em trabalhar para eles.
    À partida, o elogio do tratamento informal: “Começo já por dizer que este é um espaço em que nos tratamos por tu e em
    que saltamos burocracias. Somos muito práticos, tais como os nossos conteúdos”, nada contra. Após dois parágrafos em que exaltavam o projecto, fazendo questão de sublinhar o sucesso do mesmo traduzido em pageviews e gostos na página de Facebook, foram directos ao assunto: “O que propomos é que pegues num tema que te será dado, por exemplo,
    “Onde há lojas de fotografia em Lisboa” e:
    – estrutures uma lista de, no mínimo, 6 locais
    – entres em contacto com esses negócios e lhes apresentes a proposta para ser incluído num artigo Onde Lisboa
    – escrevas o texto e o ilustres com fotografias
    – o insiras no nosso CMS (wordpress) com todos os campos preenchidos e
    seguindo todas as boas práticas em termos de SEO.
    A proposta (…) neste momento (veremos o que futuro nos reserva) implica que cada negócio, para ser mencionado, tenha de fazer um pagamento de, no mínimo, 20€.”
    E o que ganha com isso quem está disposto a ser redactor/comercial/fotógrafo?
    “- 35% de todo o bolo que conseguires
    – cartões de visita
    – todo o material que considerares necessário para realizar o trabalho
    – toda a liberdade para indicares o teu próprio prazo de entrega do artigo”.
    Deixo à vossa consideração se isto merece resposta.

    • Ana A. says:

      Viva os cérebros “iluminados” do empreendedorismo (neo-esclavagismo)!!
      Depois admiram-se da baixa natalidade!
      Também, para viver num mundo cada vez mais desumano, é melhor que se extinga a raça!

    • Sinceramente, para a tarefa que é (contactar, vender, escrever, filmar e fotografar) tendo em conta as contrapartidas oferecidas pela empresa ao nível de timings de entrega e material é muito pouco. Eu não aceitava. Dá qualquer coisa como 7 euros por cada sítio, 70 por cada “pack” de 10 reportagens por exemplo. O problema é que tu para contactares, venderes (como é um site com um vasto leque de audiência, 20 euros para se fazer patrocinar não é um valor por aí além como valor mínimo é certo, mas tens de conseguir estabelecer um preço superior para te render mais), fazeres a reportagem in-loco (dependerás sempre da disponibilidade de terceiros para realizar a reportagem), editares o texto, as fotografias e emendares os eventuais erros de publicação que normalmente acontecem ou por culpa de quem escreve ou por causa da vontade dos editores, não o conseguirás fazer em menos de 1 semana, creio. Ou seja, 70 euros por semana (estimo eu) não valem de nada para o trabalhão que terás.

      • Eu mesma says:

        Caro João Branco, por isso é que não vou responder e muito menos aceitar. Investir para trabalhar que o façam os filhos dos ricos.

  6. Konigvs says:

    Por uma ou outra vez, um ou outro Aventador, colocou como post um comentário que fiz. Claro que achei graça, mas eu sei colocar-me no meu lugar. Também sei que às vezes até me saem umas coisas mais inspiradas, tenho dias como toda a gente, mas eu não me comparo com quem sabe realmente escrever, ou sabe daquilo que está a escrever.
    Eu gosto de ir passando por cá, tal como vou passando por outros blogues. Aqui leio só o que me apetece, se não gosto ou não me interessa não comento, nem entro em conflitos pessoais com pessoas que desconheço. Longe vão os tempos em que me gladiava calorosamente sobre este ou aquele tema na Net. Hoje nem sequer respondo a ofensas, e já por mais que uma vez fui quase insultado aqui. Mas o melhor é sempre ignorar, e foi essa a opinião que aqui expressei quando quiseram implementar umas regras de moderação de comentários. Eu há muito que me deixei disso. Se calhar é da idade, não sei. De qualquer forma, para os meus desabafos e vociferações, já tenho o meu cantinho, onde posso escrever livremente as barbaridades que me apetecer que ninguém me vai chatear!

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