Portugal é um país racista?


Está por todo o lado a pergunta: Portugal é um país racista? Lamento a pergunta e lamento as respostas, sejam afirmativas, sejam negativas, já que nem a pergunta nem as respostas permitem aprender e compreender nada. Porque a pergunta não tem sentido. Mas se a pergunta for: há racismo em Portugal? – já a resposta afirmativa é evidente e se entende, até como ponto de partida para uma maior compreensão da situação. Desse racismo resta saber qual o grau e a natureza. Porque preconceitos como o racismo avaliam-se em escalas de atitude, como qualquer psicossociólogo saberá explicar. Esta observação pode não ser simpática, mas o rigor raramente o é. Em questões como esta, se queremos aprender e transformar, temos de evitar o maniqueísmo e a popularidade dos juízos fáceis. Acho eu.

Comments

  1. Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

    Os partidos defendem “jobs for their boys” … coisa mais notada no chamado “Arco da Governação”.
    Não será essa escolha uma atitude racista?
    Não sei se na actual sociedade, face à globalização que nos últimos 30 anos deu passos enormíssimos, o verdadeiro racismo estará nas raças ou nas “castas”…
    E se assim for, Portugal – é o meu País – é claramente um país racista, cujo racismo vem do topo, pela selecção da casta que assegura a continuidade. Não é de hoje, mas enquanto tiver tais executantes, a globalização nada pode fazer.

  2. Caro Ernesto Ribeiro,

    O que poderia a globalização fazer neste contexto ?

    Rui Silva

    • Paulo Marques says:

      Piorá-la para as nossas castas serem subservientes a castas estrangeiras. Tipo banqueiros alemães.

    • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

      Eu penso que a globalização tenderá a atenuar os efeitos do racismo. Eu tenho a enorme felicidade de trabalhar directamente com muita gente desde portugueses a Russos, passando por Marroquinos, Turcos, Chineses, Japoneses, Americanos, Brasileiros, Mexicanos, … e embora as crenças e hábitos se mantenham, acabamos por nos habituar e respeitar.
      Infelizmente os “job for the boys” vão exactamente em sentido contrário ou seja, a globalização faz com que se copiem sistematicamente estes hábitos saídos de outras “democracias”, actos esses que estão à porta da corrupção.

      • Caro Ernesto Ribeiro,
        Desculpe, mas tenho mais uma questão. Gostava que definisse Globalização, pois hoje em dia percebo que existem vários significados.

        Rui Silva

        • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

          Caro Rui Silva.

          A globalização de que falo, é a globalização cultural, aquela que é capaz de respeitar as diferenças, sem perder a sua identidade.
          Eu explico. Quando estou em Marrocos em casa de amigos, comemos “cous-cous” de uma enorme travessa comunal. Toda a Família come da mesma travessa e o amigo é considerado como pessoa da Família, tendo por isso assento à mesa.
          Eu respeito esse princípio e nunca lhes pediria um prato para comer à parte.
          Mas quando esses mesmos amigos vêm a minha casa, não me pedem para comer da mesma travessa, pois têm o seu prato.
          Idem na Rússia ou na Suécia, quando nos descalçamos para entrar em casa de um russo ou de um sueco. Em minha casa, não se descalçam.
          Há uma explicação para tudo. A cultura marroquina (e a Árabe em geral), é uma cultura comunal com partilha familiar, aproveitando as horas das refeições para conversar.
          A Rússia e a Suécia, são países frios, onde a neve e o gelo são quase uma constante em mais de metade do ano. Compreendemos assim que se descalcem, para não sujar a casa.
          A globalização cultural, é exactamente isto: a compreensão dos diversos fenómenos culturais, a sua interiorização por uma questão de respeito, sem abdicarmos dos nossos princípios.

          O contrário da falta de compreensão destes princípios e, de algum modo, a incapacidade para perceber este mundo de uma forma global, é uma atitude rácica, pois actuamos como se fossemos os reis da verdade absoluta.
          E por parte de certos Estados – com os Estados Unidos à cabeça – interiorizou-e há muito tempo que eles são os reis das boas maneiras e da cultura. E a Europa, ainda que distante, aproxima-se a passos largos.
          Concluindo, racismo não é só cor de pele. Vai muito mais longe,

          • Caro Ernesto Ribeiro,

            Concordo com tudo o que disse, mas no entanto todas essas situações estão no campo da “boa educação” e “boa formação”, que a esmagadora maioria das pessoas estará de acordo. Não podem ser levadas para o campo do racismo.
            No entanto voltando de novo para a questão cultural, as situações que aborda são perfeitamente neutras e como disse apenas se situam no campo da boa educação, o caso muda de figura quando passamos para outras situações como :
            Lei da Sharia, Excisões, pedofilia , exterminação de outras minorias como sejam os portadores de albinismo , canibalismo, etc, etc, que torna o convívio ocidental com estes Multiculturalismos impossível.

            Rui SIlva

  3. Konigvs says:

    Isto é o mesmo que eu perguntar:
    O Aventar é um blogue xenófobo e salazarista?
    Sempre a questão de confundir a parte pelo todo.

    Ou a já velha questão “Portugal está melhor mas as pessoas estão pior”… como se “Portugal” fosse um conceito abstrato, à margem das pessoas. Como se um país não fosse as pessoas que vivem dentro de determinados muros.

    E semanticamente, se eu não sou racista, então, Portugal não é racista. Para um país ser racista, TODOS os seus habitantes teriam de ser racistas. É o problema das generalizações.

    • JgMenos says:

      Explicando devagarinho:
      Se um país cria as condições de se tornar melhor, ainda que as pessoas fiquem transitóriamente pior, dir-se-à uma melhoria.
      Houve quem achasse que 1640 piorou a vida dos portugueses por mais de trinta anos de guerra.

  4. JgMenos says:

    O racismo serve para tudo.
    Haverá uma raça geringonça? Serei racista?

  5. Leonel Auxiliar says:

    Começa a cansar esta discussão sobre racismo em Portugal como se essa fosse uma caraterística exclusiva, ou quase, do povo ou da cultura do nosso país. Ninguém honestamente pode dizer que qualquer país ou cultura é isenta de traços de racismo.

    Há, sempre houve e haverá racismo em Portugal e em qualquer outro país ou cultura do planeta. O racismo é fruto da ignorância do indivíduo ou de grupos culturais específicos, seja ela devida a influência e manipulação religiosa, cultural ou política. Não é nunca uma postura unânime e os valores percentuais da incidência são diretamente proporcionais à falta de cultura e/ou informação da pessoa ou grupo social.

    Em vez da discussão estéril sobre se há ou não racismo, visível ou latente, na sociedade portuguesa, dever-se-ia discutir o que se tem feito por aqui e por lá, para para obviar ao traço sociopata que é o racismo. E digo “por lá”, porque o racismo existe por dois motivos principais: a aversão à diferença, por receio cultural maioritariamente; e por reação a comportamentos não consonantes com a cultura local consuetudinária, seja ela secular ou não.

    Ainda hoje se refere e condena (com razão, note-se) o racismo português desde os tempos imemoriais da nacionalidade (de Espanha nem bom vento nem bom casamento, por exemplo) até ao receio latente com que o país tem recebido e olha para a recente vaga de refugiados na Europa.

    Mas que dizer dos insultos a que são sujeitos as transeuntes que passam pela baixa (e para referir apenas uma situação comum em Lisboa), especialmente por locais onde a grande maioria dos habitantes e transeuntes são de origem muçulmana? Que dizer a uma criança de doze ou treze anos que. só por ser mulher e usar minissaia e/ou não esconder suficientemente as formas do seu corpo, é assediada em pleno Martim Moniz por pessoas para quem o simples facto de trazer a cabeça destapada e as pernas à mostra é passível de assédio sexual e insulto justificados por regras religiosas que não se coadunam com a lei secular e cultura do país que os recebe?
    Que dizer às vítimas de violação e outros desmandos que ocorrem diariamente por essa Europa fora?
    Diremos que essas violações são aceitáveis porque praticadas por pessoas oriundas de países onde isso é culturalmente aceitável, como foi o caso recente de de mais de uma dezena de suspensões penais na Suécia? Será isso aceitação da diferença cultural num mesmo espaço geográfico e, no caso, sujeito a leis seculares estabelecidas democraticamente? E por quem deve começar a aceitação e respeito da diferença cultural? Pela cedência de valores e regras sociais e legais da cultura estabelecida do país de acolhimento, ou pelo indivíduo ou grupo que requer asilo, independentemente da raça, crença e/ou condição?

    Nada está feito, nem em Portugal nem na Europa, para fazer impor a todos os cidadãos as mesmas regras seculares, independentemente da sua origem, raça e/ou condição. Enquanto não houver uma democracia verdadeiramente esclarecida e pluralista na Europa, haverá sempre racismo.

    A Europa sempre teve má memória e nem cem anos passaram sobre o holocausto da Segunda Grande Guerra e já se avolumam no horizonte as nuvens negras de um confronto racial, religioso e cultural que poderá colocar um ponto final na civilização e nos valores europeus.

    E parece que ninguém está atento ou, se está, ninguém parece querer tomar medidas concretas para, pelo menos, olhar o problema de frente e sem medo de falar para dizer o que pensa quer se concorde ou não com a mensagem. Não é a sonegar os factos nem a pedir sanções contra quem exprime a sua opinião que lá vamos. E todos perdemos com isso: os que se sentem impedidos de falar e dizer de sua justiça; e os que sofrem a injustiça e as consequências desse silêncio. E em primeiro lugar as vítimas, ou assim deveria ser!

  6. Rui Naldinho says:

    Bom alerta, do José Gabriel
    Considerarmos Portugal um país racista é redutor.
    Mas há diversos fenómenos racistas em Portugal. E são por demais evidentes. E na generalidade das Nações, cidades, vilas e bairros. Mesmo naquelas/es que levantam a bandeira do multiculturalismo, da integração de raças, e das minorias.
    Quando ouço falar de racismo, lembro-me sempre daquele ditado popular:
    “Olha para o que eu digo, e não para o que eu faço.”
    Coloco a questão:
    Quantos de nós estávamos dispostos a aceitar sem um pestanejar, o casamento de um filho/a com um cigano/a?
    Provavelmente pouquíssimos.
    Por veze, nós vemos aquelas almas iluminadas, com aquele discurso esfarrapado.
    – Ahh! Eu até era capaz de aceitar sem pestanejar mas só se o cigano fosse o Paco de Lúcia, ou o Joaquin Cortés,…!
    Pois, mas não é desses que estamos a falar. O cigano erudito. Falamos daqueles ciganos que cantam pregões nas feiras, conhecidos como comerciantes de roupa e calçado, montados nas suas carrinhas, carregadas até à exaustão. Gente cheia de carcanhol, alguns, mas ciganos na verdadeira e genuína acepção da palavra. Compram e vendem.
    Ora, há mais fenómenos de racismo numas sociedades do que noutras. Depende de uma infinidade de factores. E depende das épocas Históricas. E até depende da concorrência.
    Se a economia está boa e vai de vento em popa, ninguém repara nos ciganos. Nem nos pretos.
    Se a economia vai uma merda, não por eles, ciganos e pretos, mas como diz o Paco Bandeira, pelos “paisanos matreiros”, moradores em bairros de luxo, e são vários, aí o cigano e o pretos tornam-se as Estrelas da desgraça.
    Nalguns, esses fenómenos são assumidos de forma “descarada”. Noutros, nunca assumidos, mas alimentados de forma hipócrita. Mas há racismo. E vai continuar a haver, por muitas medidas legislativas que se tomem.
    O racismo é uma questão cultural e endógena. Foi sedimentado na luta pela ambição de Poder. Na luta pela sobrevivência. Na ganância. No imperialismo das elites que comandaram povos inteiros até à carnificina. Na desconfiança entre as comunidades, com receio de serem assimiladas por outras.
    O racismo não se muda numa geração. Provavelmente nem em duas. O racismo é como o pescoço da girafa. “Temos de voltar a colocar a vegetação do qual se alimentam a nível do solo, para que daqui a muitas décadas, elas fiquem de novo com o pescoço como era há milhares de anis”
    Isso leva tempo. Tudo o resto é hipocrisia.

    • Há uma tendência a confundir e rotular todo e mais alguma coisa com racismo/xenofobia. É é o politicamento correcto no seu melhor.
      Muitos não aceitam que as suas filhas se casem com feirantes mesmo não sendo ciganos, mas nesse caso não há confusão possível para o “politicamente correcto”.
      Quando o racismo é praticado pela minoria também não há lugar para o politicamente correcto. O politicamente correcto é matemático, quando temos (-) x (-) dá (+) , e nem se dão conta .
      Quando a economia vai mal quem primeiro se queixa do estrangeiro não são “os ricos” dos condomínios, são os proletários, pois ficam sem os seus empregos. Mas aí aplica-se a regra do menos por menos dá mais.
      Não há quem repare nas incoerências destes “raciocinios progressistas”?
      O que se esconde por trás das contradições?

      Rui Silva

      • Rui Naldinho says:

        Ora nem, mais! O candidato do PSD à Câmara Municipal de Loures, é um bom exemplo desse proletário! Não sei se vive num condomínio, provavelmente sim, mas ainda que não vivesse, é um forte candidato a um dia morar num desses lugares paradisíacos. Pelo menos está a trabalhar com afinco.
        E quem sabe Passos Coelho não acabará por trocar Massamá, por outro local idílico.
        Isaltino Morais, Dias Loureiro e Duarte Lima, são três bons exemplos de provincianos que acabaram inevitavelmente por ir morar nesses condomínios, e nem necessitaram de falar mal dos ciganos.
        Mas Passos Coelho também mostrou como sente alguns engulhos com aquele cheiro dos ciganos. Dois perigosos geringonços. Dois esquerdalhos que se escondem naquela velha ideia de que o estado social não pode alimentar mandriões. Mas pode alimentar um dos partidos mais corruptos do nossos sistema político.

        • Pessoas normais falam sobre coisas,
          pessoas inteligentes falam sobre idéias,
          pessoas mesquinhas falam sobre pessoas
          Platão

          • Rui Naldinho says:

            Pessoas anormais fingem ser inteligentes quando não querem discutir assuntos de forma séria, sobre factos concretos que regulam as nossas vidas quotidianas, refugiando-se em conceitos filosóficos abstractos. Mas só quando lhes da jeito!
            Acresce que, “ciganos”, “ricos”, “proletários”, expressões todas elas utilizadas no seu primeiro comentário, são pessoas. Que eu saiba?
            Os proletários, sejam brancos ou pretos, os ciganos, recebam ou não o RSI, são pessoas. Só não têm é nome próprio e apelido. São os números das estatísticas. Contrariamente, os políticos e a maioria das elites, têm “nome” e “títulos”, dão entrevistas nos jornais, jantam juntos, casam-se entre si, recebem bons subsidios da CEE e do Estado no apoio às suas atividades, levam bancos à falência, vendem SIRESP’s ao Governo, fazem trinta por uma linha, mas está toda a gente preocupada com o cigano.
            Quem sabe fazer um muro, entre uma parte da “cidade civilizada” e a outra, resolvesse os problemas.
            Antes de Guterres ter criado o Rendimento Mínimo Garantido, os ciganos já eram como o são hoje. E os corruptos e mafiosos do regime, também. Já tínhamos tido dois resgates do FMI.
            Eu preocupo-me muito mais com os números da Dívida, que derivam das más decisões deles, políticos, gestores, elites no geral, do que com os danos que os ciganos provocam.
            Platão, se hoje fosse vivo, teria fortes possibilidades de ser acusado de radical esquerdista. É uma pena, ele não poder estar cá para tirarmos as dúvidas!

          • Não era preciso tanta justificação…
            A seu esclarecimento nem sequer me suscita qualquer comentário, apenas gostava de realçar a espectacular frase:

            “Platão, se hoje fosse vivo, teria fortes possibilidades de ser acusado de radical esquerdista. É uma pena, ele não poder estar cá para tirarmos as dúvidas!”

            Está aprovado com distinção, agora só uma recomendação:

            Leia alguma coisinha de Platão e vai perceber que aproveitou uma grande oportunidade para mostrar que é um profundo desconhecedor do assunto do qual teve a ousadia de se pronunciar.

            Já agora o filosofo predilecto do seu querido Marx foi Epicuro.

            Rui SIlva

          • Rui Naldinho says:

            “Já agora o filosofo predilecto do seu querido Marx foi Epicuro.”
            – A arrogância desperta em mim um enorme desprezo.

            Já agora, que conhece tanto de Platão, podia ter -se lembrado desta citação do grego.
            “Onde não há igualdade, a amizade não perdura”

          • Registo a observância do meu conselho (o que lhe fica muito bem) , mas meu caro , não entendeu o que eu quis dizer . Quando humildemente lhe aconselhei a ler Platão estava a referir-me a ler “mesmo” a sua obra, não me estava a referir a ler umas frases “nanet” . Isso não é mau em si mesmo (é melhor que nada), mas não permite que o estudante absorva os ensinamentos .
            Aliás como está patente na frase que muito bem citou.

            “Onde não há igualdade, a amizade não perdura”

            Pois:

            1) Um Marxista tem tendência a pensar que Marx de algum modo se inspirou em Platão. Como se a contraditória e desconexa filosofia de Marx tenha alguma preocupação com a igualdade. A filosofia da Marx centra-se na suposta “luta de classes”, e daí não sai, laborando em pressupostos errados do inicio ao fim.
            2) Outros concluirão que a amizade apenas existe entre iguais. Por exemplo só existirá amizade entre pessoas com o mesmo QI, ou com a mesma cor de pele , ou a mesma religião.
            Com o estudo da obra , o estudante aperceber-se-a o que Platão quer dizer com igualdade e poderá mais tarde perceber a evolução do conceito em Aristóteles.

            E meu caro isto levará muito tempo ( anos) , mas concordará que não é equivalente a “googlar” umas frases.

            Rui Silva

  7. Konigvs says:

    Só num país racista o “Arrastão” de 2005 poderia ter acontecido.
    Curiosamente os jornalistas que o inventaram nunca mais tocaram no assunto, daí que este seja um dos maiores mitos urbanos que se contam, e o acontecimento ainda só passou há 12 anos. Ainda por estes dias, tinha quatro colegas (quase todos engenheiros) a teimar comigo que isso aconteceu mesmo! Que 500 pretos limparam a praia de Carcavelos, e que mais não sei quantos limparam a Linha de Sintra!
    É o mal da notícia inventada ser grande destaque às 8 da noite, e nos dias seguintes na imprensa sensacionalista, e depois o desmentido nunca ser feito e na memória coletiva perdura a mentira.
    Reafirmo, só num país muito racista, ou então de muito maus jornalistas, se inventa algo tão sórdido como o “Inventão de Carcavelos” em conluio com alguma polícia (recentemente houve uma esquadra inteira acusada de racismo) e os políticos do poder local (PSD). E com que intuito tudo isso aconteceu?

  8. Conhecem algum país onde não haja discriminação frequentemente sem critérios evidentes, baseada nas percepções e falta de confiança?
    Conversa fiada :Eu não sou racista…Mas perante a hipótese de ter um vizinho X acharia melhor que ele fosse para outro lado ou em caso de impossibilidade mudo eu de local. Vão-se fod**
    Quem quer ter um vizinho que lança lixo pela janela, não respeita o silêncio após as 22h00m, cospe para o chão, não limpa as escadarias do prédio, destrói as caixas do correio, estaciona em lugares proibidos, não respeita as regras de acesso e prioridade na filha do supermercado e não faz a higiene pessoal ao ponto de cheirar a “doninha fedorenta”?
    Estamos conversados sobre este tema…Hipocrisia pegada…

  9. Ciganos?! Não sei quem são…

  10. Racismo, parece-me, é não existir qualquer análise sobre a realidade dos ciganos em Portugal, que só pode ser alterada se for assumida. Quando era miúdo, era regularmente assaltado por ciganos, e era aos ciganos que os meus amigos iam comprar droga. Quando passo à frente do EPL, metade das visitas que (em condições humilhantes) esperam à porta tem aparência cigana. Consigo distinguir o prédio do Tribunal Criminal dos restantes do Campus de Justiça, porque é o que tem mulheres e crianças ciganas à frente, sentadas nos canteiros . Se vou dos Restauradores até ao Terreiro do Paço, cruzo-me com duas dúzias de ciganos a tentar aldrabar turistas com haxixe falso, uma dúzia a vender óculos contrafeitos e mais uns quantos estropiados, que foram recolhidos numa qualquer aldeia romena, a pedir (e alguns a tentar furtar carteiras, disfarçados de turistas ou de vendedoras de leques). As únicas tentativas de assalto na minha vida adulta (frustradas, graças à experiência que ganhei em miúdo) foram por ciganos, em Estremoz e Campo Maior (onde toda a gente me avisou que não podia ir ao castelo, “por causa dos ciganos”). Para eu não ser racista tenho de dizer que não é este o contacto que, fora da Feira da Luz, eu tenho com pessoas de etnia cigana? Não ser racista consiste, portanto, em fingir que os ciganos não existem e não falar deles? O Ventura é um óbvio cretino e oportunista, e não faço ideia se o que ele diz é verdade ou não, mas se a constatação de factos evidentes e quotidianos nos torna “racistas”, então a alternativa a sermos “racistas” é sermos burros ou mentirosos.

  11. Antonio Colaço says:

    JPT, o seu comentário suscita-me um outro comentário.
    Após fazer uma descrição realista da situação em causa, remata com: “… O Ventura é um óbvio cretino e oportunista, e não faço ideia se o que ele diz é verdade ou não, …”.
    Para mim esta sua conclusão não faz mesmo sentido nenhum. Repare que este assunto trata exactamente das afirmações deste individuo. Você como já disse, concorda com ele e faz a meu ver uma análise realista da situação, e conclui que o individuo é cretino e oportunista.
    É digamos assim uma afirmação de “Anti-La Palice” e ou seja “La Palice” ao contrário , do tipo “penso logo, não existo”.
    Ou você conhece muito bem o individuo e sabe que neste caso terá feito uma boa análise não cretina e não oportunista, terá tido uns momentos de … sei lá, inteligencia ou lucidez, mas no resto de todo o seu comportamento não passa de um cretino e oportunista.
    Ou então você sofre do “complexo da anulação”, que é adquirido após 12 anos de escolaridade obrigatória pela maioria dos alunos no nosso sistema de ensino infantilizante, que se preocupa mais em fazer marxistas que cidadãos que pensem com a sua cabaça e não tenham medo disso.
    No seu caso que não apanhou a estirpe mais agressiva da doença, consegue pensar, mas como tem medo das represálias que se podem seguir da “Brigada dos Costumes” , sente-se na obrigação de “disfarçar” a coisa dizendo algo que você sabe que a dita gostará de ouvir , na esperança de “deixarem passar”.

    Como diria um actor famoso: “tou certo ou tou errado?”

    saudações desde Odessa.

    António Colaço

  12. O Ventura não nasceu este fim-de-semana – e todas as suas intervenções públicas anteriores o definem, na minha opinião, como um cretino e um oportunista. O tom e o contexto das declarações agora produzidas, limitou-se a confirmar, na minha opinião, esta percepção. Como saberá, uma pessoa pode estar carregada de razão (e não sei se o Ventura está, pois não percebo nada de acesso a habitação social e a subsídios), e perdê-la todas pelo tom e pelo contexto, como foi o caso.

  13. Queres racismo? vai a áfrica, olha angola por exemplo.
    ou então vai a uma feira, e compara o cumprimento das normas dos feirantes de outras etnias com o comportamento dos feirantes ciganos. Olha vai à feira de vila do conde e compara, e depois diz que os ciganos são uns coitadinhos.
    Racistas existem em todas as culturas, credos e raças.

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