Rui Rio: para que não restem dúvidas sobre o que aí vem


Fotografia: Luís Barra@Expresso

Nas jornadas parlamentares, na segunda-feira, Rui Rio e Santana Lopes falaram aos deputados à porta fechada. No final da intervenção do antigo autarca do Porto, alguns deputados relataram que Rio disse que teria “feito igual ou pior” no lugar de Maria Luís Albuquerque para manter as contas públicas em ordem.

Questionado pela Lusa, o candidato à liderança do PSD esclareceu o contexto da afirmação, que partiu de uma pergunta do deputado Paulo Rios – que apoia Rui Rio -, que o questionou se iria haver uma rutura e como é que um grupo parlamentar alinhado numa determinada política – desenhada por Passos Coelho – poderia defender outra completamente contrária.

“Na resposta, expliquei que não há mudança de rumo, estamos no mesmo partido”, disse, salientando que desde sempre, até enquanto deputado na Assembleia da República, defendeu o rigor das contas públicas.

Tendo Maria Luís Albuquerque à sua frente na sala das jornadas, Rui Rio dirigiu-se depois à deputada e vice-presidente, dizendo que, apesar de terem tido muitas divergências no passado, “nunca contestou o rumo seguido”.

“Comigo se estivesse nesse lugar o rumo seria inalterável. Não sei se disse ‘pior’, eventualmente mais inflexível no rigor”, afirmou, acrescentando que sempre foi o que defendeu toda a sua vida.

[via Expresso]

Comments

  1. Rui Sousa says:

    Na Guarda disse algo do género: “É preciso acabar com a situação actual, onde os partidos da extrema esquerda obrigam o governo a distribuir por todos qualquer ganho que exista.”
    Distribuir por todos não, é preciso distribuir só por alguns, acrescento eu.

  2. JgMenos says:

    Era o que faltava, que dissesse o contrário!
    A treta das farturas é para treteiros esquerdalhos.

  3. Rui Naldinho says:

    O problema de Rui Rio não é tanto o que ele pensava, ainda que no seu íntimo pensasse o mesmo que Passos Coelho mas não o dissesse. O problema de Rio será sim, o que fazer agora, com aquela gente que encontrará pela frente, órfãos de Passos, viúvas do mesmo, e os interesses instalados na economia, onde o partido recruta uma boa parte da sua massa crítica.
    Aí residem as dificuldades de Rio, caso queira renovar alguma coisa.
    Não acredito que Rio ganhe a Santana. Mas ainda que isso possa acontecer, ou ele corre com uma boa parte daqueles Huguinhos, Marquinhos e outros que tais, ou o seu destino está traçado.
    Será possível com protagonistas como estes, tão fraquinhos que são, tão sem jeito, construir uma equipa ganhadora?
    Nem o Diabo saberá, quanto mais nós!

  4. Fernando Antunes says:

    O desígnio nacional do empobrecimento colectivo. Como dizia um empresário de sucesso há um par de dias, o “espírito de equipa” é mais importante que o salário. A ideologia da Direita não muda. Nem mudará — lá está, é conservadora.

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