O milagre da multiplicação dos ministros

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Imagem via Os truques da imprensa portuguesa

O governo minoritário de António Costa tem 17 ministros, número ao qual acresce o próprio Costa, como 18º e primeiro-ministro. Já a SIC Notícias detectou 20 ministros a acompanhar as operações de limpeza de matas e florestas que ontem se realizaram. É o milagre da multiplicação dos ministros, que convém não se repetir muitas vezes, que não há erário público que aguente tanta ajuda de custo.

Comments


  1. Aquilo é assim, mais-ou-menos, a “olho”…
    Também João Mendes quem é que sabe a quantidade de ministros ao certo e para que é que isso interessa, se não a quem faz o processamento dos salários?!
    Os canais de TV é raro coincidirem na informação diária das temperaturas por cidades, quanto mais o resto!

  2. Dragartomaspouco says:

    Boa tarde João Mendes

    Então o João admira-se duma noticia destas no “Laranja Canal”

    Este canal, tal como outros canais de outras cores, que bem conhece, são a “Voz do Dono”. Neste canal, ao menos o dono “BalsaMamão”, não se esconde

  3. Fernando Antunes says:

    Talvez os ministros se multipliquem, mas isso não interessa. Ministros não limpam matas; o seu papel nesta história é aparecerem os minutos que forem necessários para serem filmados, enquanto os responsáveis dos incêndios continuarão sem serem responsabilizados. Quem não se lembra dos dispositivos incendiários de para-quedas, que ninguém parece ter vontade de investigar?

    Se os animais não tivessem sido retirados progressivamente dos seu ecossistemas, nomeadamente das florestas, não existiria tanto impacto dos materiais vegetais combustíveis — ou seja, em bom Português, existiria menos mato (matéria seca) — e não seriam precisos 17 (ou 20) ministros a fazer não sei o quê.

  4. Bento Caeiro says:

    Não interessa se são 10, 20, ou mesmo 30, o que interessa para o caso é que pareçam muitos e profundamente empenhados.
    A questão que se poderá colocar é empenhados em quê? Enquanto limpam umas ervinhas, para português ver – como se com estas chuvas não crescessem, ainda com mais vigor, até ao Verão – vão tentando convencer a população que a culpa dos incêndios, resulta da falta de limpeza dos quintais e, assim sendo, vão, desta forma tentando com antecedência, encontrar culpados. Esses culpados não são, como é óbvio – nas suas mentes – a reconfiguração das florestas pela proliferação do eucalipto, em prol dos interesses das celulósicas, e a política de abandono da produção nos campos, levada a cabo por sucessivos governos; não a culpa é do pobre do velhote ou do pequeno camponês que não limpou o seu pequeno terreno ou o quintal.
    Parece que não leram, ou não querem saber, que os fogos vão das matas para os quintais e não dos quintais para os pinhais e eucaliptais; estando desta forma a querer responsabilizar as vítimas dessa atitude e política, esquecendo e desculpando deliberadamente os principais causadores dos fogos: as celulósicas e os governos que lhes dão cobertura.
    Porque o que verdadeiramente se passa é que os habitantes dos locais próximos das matas de eucaliptos se vêm obrigados, por essa circunstância, a defenderem-se das possíveis consequências dessa proximidade; das quais não são culpados. Para não falar da poluição dos rios e outros cursos de água; também da ocupação, em franco e desavergonhado incremento da monocultura do olival intensivo e super-intensivo (qual eucaliptal) no Alentejo, com prévio arranque do que resta da floresta mediterrânica – azinheira e sobreiro (sim, o mesmo que está a ser celebrado, como Árvore do Ano).
    Estão pois empenhados em levar a cabo acções, mais eficientes – quanto aos mesmos – em bando (10, 20, 30) como os princípios de propaganda mandam, no sentido de fazer sentir que tudo estão a fazer (até arrancar umas ervinhas) para impedir o que poderá de novo acontecer; e, se tal se vier a verificar, os culpados serão – como todos nós já sabemos – os que não limparam os seus quintais. Mesmo os quintais no Alentejo, para os fogos do Centro e Norte do País.
    As celulósicas, o Estado, que nesse sentido pouco fez? Esses não porque, por estas acções de propaganda, já estão desculpados!

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