Solução BES: a Nova Direita e a Direita Má

Pedro Mota Soares já foi Ministro da Solidariedade Social. Peço o favor de não se rirem, porque é verdade. Esse extraordinário currículo transformou-o em professor da chamada Escola de Quadros do CDS.

Em dada altura, enquanto ministro da Solidariedade Social (vamos tirar esse sorrisinho da cara, já!), chegou a criticar o facto de que havia gente a ganhar fortunas à custa do Rendimento Social de Inserção, como todos os bons direitolas do mundo inteiro que se dedicam a chamar parasitas aos que recebem alguma ajuda do Estado, essa entidade que só deve existir para entregar dinheiro aos grandes empresários, que é para isso que servem adjudicações e simulacros de concertação social e outros fingimentos.

Por outro lado, há tanta gente tão pouco recomendável na direita mundial que até Mota Soares se sente na obrigação de fazer de conta que não quer a mesma sociedade que é defendida por Bolsonaro. O centrista chega mesmo a distanciar-se de Le Pen, que, por sua vez, anda assustada com os exageros do mesmo Bolsonaro. Pelo meio, Mota Soares até recicla um discurso que está muito em voga, dizendo que a culpa de todos os disparates da extrema-direita é da esquerda e que, no fundo, a extrema-esquerda é igualzinha à extrema-direita, unidas pelo populismo e que, se formos ver bem, uma pessoa, estando ali na extrema-esquerda, basta contornar o quiosque e já está na extrema-direita, porque é tudo malta que frequenta o mesmo café, ao contrário de Mota Soares, cliente habitual de um outro snack-bar que, por acaso, até serve uns preguinhos muito bons.

No fundo, Mota Soares quer para a direita uma solução como a do BES: de um lado, está ele, da Direita Boa, a Nova Direita (a da “tradição humanista”, disse Henrique Burnay, humorista involuntário); do outro, está a Direita Má. Entretanto, o Novo Banco, a parte boa do BES, parece que precisa de mais dinheiro, o que nos leva a pensar que, se calhar, não há grande diferença entre o banco bom e o banco mau, mas isto pode ser o meu populismo a falar.

Comments

  1. JgMenos says:

    Antes o Bolsonaro que um cretino militante deste calibre.

    • António Fernando Nabais says:

      Não se preocupe, menos, é tudo malta sua amiga, tudo muito deus-pátria-família.

    • ZE LOPES says:

      Pois. V. Exa prefere-os bem brutos! Já se cá sabia, mas fica a confirmação…

    • JgMenos says:

      Não só não me referia ao Mota Soares como bem me lembro que quem vendeu o Novo Banco foi a geringonça.

      • Paulo Marques says:

        Se for gerigonça se refere à eurolândia, está correcto – Portugal só assina os cheques.

  2. Ana Teresa says:

    O comuna critica o:

    Deus – Patria – Familia -> Prosperidade, como na América

    porque o que deseja é:

    Estado – Marxismo – Ditadura -> Miseria, como na Venezuela,Coreia do Norte, China etc

    vai enganar venezuelanos …

    Ana Teresa

    • ZE LOPES says:

      Muito bem! Já recebeu a sua ração de hoje? Estou seriamente preocupado!

    • António Fernando Nabais says:

      Os venezuelanos já andam enganados, tal como os brasileiros que querem regressar a 1964! Em Portugal, houve uma ditadura que assentou o seu exercício no tríptico “Deus, Pátria e Família”, ó ignorante! E esse exercício redundou em miséria! Felizes os pobres de espírito, infelizes os que forem governados por eles!

      • Ana Teresa says:

        Este é dos que chama ignorante a todo o mundo que não pensa como comuna.
        Só ele é que sabe…
        Mas desconhe-se que:

        A implantação da Republica e mais os forças comunas da epoca destruiram o País (já muito debilitado pelo desgoverno da Monarquia), como você parece desconhecer.

        Seguiu-se um perido que apenas a mão de ferro pode impedir os comunas de acabarem com propriedade privada(ROUBO).
        Mas apesar da falta de Liberdade o crescimento economico foi:
        De 1954-1960 : 4,3 %
        De 1961-1973 : 6,9 % ( maior que França,Alemanha,UK)
        De 1975-1979 : 2,7 % (Com uma banca rota pelo meio)
        Depois é o que se sabe ….

        Tenho cá um “feeling” que sei mais que tu sobre Portugal…

        Teresa

        • ZE LOPES says:

          Muito bem! Mas não pense que, só por isto, a ração vai aumentar! A produção de V. Exa. ainda não o justifica. Temos que ter calma. O País está ainda em situação difícil!

        • Manuel Silva says:

          As Selecções do Reader’s Digest lêem-se bem mas aquilo é demasiado digestivo.
          Quem pensar que fica a saber tudo ao lê-las, acaba por ficar a saber nada.
          E com a sensação de ter o estômago leve.

          Mas fica satisfeito com a sua sabedoria «enciclopédica», o que não é mau.

          De certeza que não viveu no Estado Novo, explique-me então porque só para França emigraram, a salto, 1,5 milhões de Portugueses nos anos 60?
          E quantos ficaram, após a guerra, ou foram de cá para as colónias, onde subiam automaticamente na escala social, pois tinham muitos pretos a quem podiam por os pés em cima, em vez de alguns brancos lhes porem os pés em cima deles cá.
          E também pode explicar a razão dos miseráveis índices de desenvolvimento quando a economia era tão pujante: mortalidade infantil; analfabetismo; baixíssimas qualificações escolares e profissionais;
          falta de água potável tratada; falta de rede de saneamento básico; falta de electrificação; falta de telefone (tudo isto na maior parte do território); rede viária miserável; rede ferroviária igualmente miserável:
          Campos de concentração; Prisões políticas; Polícia Política; Censura aos meios de comunicação social; Tribunais plenários; etc.
          Fico-me por aqui.

          Explique-me, então, tudo isto.

          Já que sabe tanto, o I República foi implantada em 1910, a URSS foi criada em 1917, o Partido Comunista Português foi fundado em 1921 (mas só em 1941 ganhou alguma consistência organizativa), e a I República caiu em 28/07!926, no auge dos movimentos nazi e fascista na Europa.

          Chamar comunistas aos velhos republicanos oitocentistas que implantaram a República é o mesmo que chamar marxistas aos tipos do CDS.

          Mas a sua ignorância e fanatismo ideológico não têm limites.

          .

          • António Fernando Nabais says:

            O quê? O Teófilo Braga, o Bernardino Machado, o Sidónio e todos os outros não eram membros do Partido Comunista Português?! Olha que esta! E eu, que ia copiar cem vezes, à mão, os comentários da Ana Teresa, disposto a aprender! Outra coisa, ó sabichona: que verbo é “desconhe-se”? Será o verbo desconher? Com tanta sapiência e sensibilidade, a Ana Teresa só pode votar no Bolsonaro!

          • Ana Teresa says:

            Mais um que pensa que o Marxismo nasceu na Russia em 1917… quanta ignorancia…
            Em relação á pobreza do povo português explique você, pois tem conhecimento de causa e é do seu interesse. Mas parece-me que será por falta de qualquer coisa, pois um país tão antigo inserido na rica Europa conseguir ser o mais pobre , dá que pensar.
            Mas quanto a mim deve-o a si mesmo.
            Provavelmente é por ser um povo com pouca iniciativa, altamente dependente do Estado , que espera bovinamente que os Governo lhe resolva os problemas. Só assim se compreende tal apego ao Marxismo que promete que tira a Paulo para dar a Pedro.

            Ana T.

          • JgMenos says:

            Manelzinho és um treteiro desprezível.
            Caluniador e mentiroso, ignorante e raivoso.

            Com que então os comunas nasceram em 1917…

          • António Fernando Nabais says:

            O menos e a Ana são o casal ideal, até porque só se estragaria uma casa. Enquanto aprendem os dois a ler, vou buscar pipocas, porque não há nada que me fascine mais do que a iliteracia e a ignorância atrevida. Explicai ambos onde é que está escrito que o Marxismo surgiu em 1917 e qual é a relação entre os políticos da Primeira República e o comunismo. Prometo ter cuidado, porque rir e comer pipocas ao mesmo tempo não é bonito. Sim, apesar de ser comuna, como pipocas, que é para saborear o capitalismo. São desvios burgueses que pagarei caro na próxima reunião da célula a que pertenço.

          • Manuel Silva says:

            Correcção à minha data acima, que saiu gralhada: o fim da República foi 26/05/1926.

            Agora para o Menos: na minha longa resposta, mas também serve para a tontinha e betinha da linha do Estoril, Ana Teresa (ou Ana T., é mesmo à betinha):
            Não foi preciso ler as Selecções do Reader’s Digest para saber que as ideias que deram origem ao movimento comunista, que, por sua vez, se organizou nos partidos comunistas, surgiu a partir do Manifesto do Partido Comunista (Manifest der Kommunistischen Partei), de Karl Marx e Friedrich Engels, em 21 de Fevereiro de 1848.

          • Manuel Silva says:

            Fogo, as gralhas não me largam: 28/05/1926

    • Paulo Marques says:

      Prosperidade, na América do endividamento para a vida toda só para tirar um curso? No país que mais invasões e mortes comete para manter o nível de vida da elite? Muito me diz, muito me diz.
      Mas olhe, se as pessoas comem crescimento económico (e não tem nada a ver uma coisa com a outra, não faltam exemplos), na China continuam a comer acima de todos os outros…

  3. Manuel Silva says:

    Ana T.
    Só tem isso para dizer?
    Os CTT não lhe entregaram o último número das Selecções do Reader’s Digest?
    Telefone para lá e exija a entrega pelo correio Expresso, para chegar a tempo de ler e me responder.
    Eu não me importo de esperar mais um pouco.
    Eu gosto de ser simpático com as tontinhas e betinhas da linha do Estoril.

  4. Manuel Silva says:

    JGMenos:
    E tu não passas de um imbecil, mas cuja imbecilidade ainda chega para torceres os termos da discussão.
    O que estava em causa era a tontinha e betinha Ana T. dizer que os Republicanos de 1910 eram comunistas ou tiveram os comunistas como companheiros políticos, por isso teriam destruído o país.
    Os comunistas apenas passaram a existir como força minimamente (mas muito minimamente) organizada em 1921.
    E antes disso estavam numa de luta e afirmação política contra os anarquistas, que dominavam o movimento sindical, sem terem intervindo ou tido afinidade política com os Republicanos, que eram, acima de tudo, burgueses das elites intelectuais e políticas da luta pela República, iniciada, essencialmente, a partir da comemoração do Centenário de Camões, em 1880.
    São campos bastante separados, que não poucas vezes entraram em conflito, quer com os anarquistas quer com os comunistas, com forte repressão dos Republicanos ao movimento operário, em especial nas greves do período da I Grande Guerra.
    É evidente que as ideias comunistas vinham de meados do século XIX, mas organicamente só a partir de 1921 tiveram algum (pouco) significado.
    O PCP parecido com o que é hoje surgiu da reorganização de 1941, com o Álvaro Cunhal, depois de um longo período de turbulência e quase definhamento.

    • António Fernando Nabais says:

      O menos não é rapaz, mas é muito limitado, Manuel, é muito limitado pela desonestidade.

      • Manuel Silva says:

        Caro Fernando Nabais:
        Eu conheço o JGMenos desde há muitos anos, é o controleiro direitolas dos blogues de Esquerda.
        Vigiou o Arrastão durante anos, onde usava o nick name tonibler, e insultava tudo e todos com palavrões.
        Ao mesmo tempo era JGMenos, num registo semelhante a este, dizendo-se antigo operário em França e simpatizante do Jean-Marie Le Pénis.
        Vigia desde há muito o Ladrões de Bicicletas,onde era JGMenos e, depois, José. Deixou-se apanhar e descobriu-se que o JGMenos e o José eram o mesmo.
        E eu descobri que o José era o tonibler, no Quarta República, onde se pavoneava com os amigos (vencidos da vida das almoçaradas) do PSD, que por lá debitam umas banalidades sem chama nem sabor.
        E mais, que o tonibler era o Ex.mo Senhor Doutor João Pires da Cruz, distinto escriba do Observador.

        CONFERE.

        Você é mesmo mauzinho: então queria o Menos a comcubinar com a T.
        Aquilo não era uma casa estragada: era uma calamidade.

        • JgMenos says:

          «E eu descobri que o José era o tonibler»
          Fantástico! Que detective! Só mesmo o Manelzinho era capaz de descobrir tal coisa. e o João não-se-quê da Cruz também descobriste ou foi outro treteiro?

          Uma novidade é essa coisa do nome ‘ser mesmo à betinha’ .
          Faltava-me esse toque classista para te situar Manelzinho. na plenitude da esquerdalhice idiota.

          • Paulo Marques says:

            Isto tá mesmo mau, o Costa continua a não deixar teres espelhos em casa.

          • Manuel Silva says:

            Ó Menos:
            Sabes bem porque descobri os teus disfarces, troll.
            No Ladrões de Bicicletas, puseste um comentário a um post com um nick name e, depois, continuaste a conversa com outro (JGMenos e José).
            Tu próprio admitiste que José e JGMenos era o mesmo.
            Mentira?
            No Quarta República, fizeste o mesmo com o tonibler e o JGMenos.
            Mas os teus comparsas trataram-te por João Pires da Cruz e falavam do teu doutoramento enquanto tu comentavas como tonibler.
            É assim tão difícil perceber os teus disfarces?

        • Paulo Marques says:

          Se não são todos o mesmo, enganam bem.


  5. Para a Ana Tristeresa apesar de quem não sabe nada sobre o real tempo da Pide não entender, que escute sequer a melodia e a voz e preste atenção :

  6. Manuel Silva says:

    Isabela:
    Que belo presente.
    Duvido que a tontinha e betinha da linha do Estoril ouça o Zeca.
    E depois ainda perguntava: quem é este?
    Nunca ouvi falar.
    E se ouvisse percebia o que uma letra aparentemente simples quer dizer?
    Deixo-lhe esta:
    Abandono (Fado Peniche)
    Letra: David Mourão-Ferreira
    Voz: Amália
    https://youtu.be/0-_7BqY7e-8

    • Manuel Silva says:

      É, precisamente, essa a cara do cromo.
      Mas o que ele escreve ainda é pior do que a cara.

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