LIVRE, Iniciativa Liberal e Aliança: descubra as diferenças

PSL

Fotografia: Nuno Ferreira Santos@Público

O LIVRE existe desde 2014, participou em quatro actos eleitorais e é praticamente ignorado pela comunicação social.

O Iniciativa Liberal existe desde 2017, apesar de não ter ainda participado em qualquer acto eleitoral, e é literalmente ignorado pela comunicação social.

O Aliança existe há três meses e meio e teve um batalhão de jornalistas a acompanhar o congresso deste fim-de-semana. Teve ampla cobertura na imprensa escrita, com destaques de primeira página, e directos nos vários canais noticiosos.

Tal como o Aliança, o LIVRE e o Iniciativa Liberal também realizaram, recentemente, os seus congressos, dos quais praticamente não se ouviu falar. A diferença é que o Aliança, liderado pelo mediático Pedro Santana Lopes, que há um ano queria liderar e unir o PSD, é feito de dissidentes influentes e poderosos desse mesmo PSD. E poucas coisas são tão ilustrativas da forma como o regime trata os seus. Os outros que se amanhem, que este país não é para novos.

Comments

  1. Rui Naldinho says:

    Muitas das vitórias eleitorais obtidas candidatos que se posicionam para conquistar o Poder, nos anos recentes, não estiveram tanto no mediatismo proporcionado pela comunicação social tradicional, mas sim, mais no seu acesso e domínio dos meandros das redes sociais e de outras formas promoção de imagem, como por exemplo, a participação em eventos não directamente relacionados com a actividade politica, mas lúdica, como por exemplo: gastronómicos, desportivos, musicais, e até publicitários.
    Toda a gente aplaudiu, criticou, zurziu e gozou, com a ida de Cristas ao programa da Cristina, para confeccionar o seu “arroz de atum”. Mas provavelmente, poucos se lembrarão do que ela disse nessa semana, na AR.
    Bolsonaro é um bom exemplo disso. O grande erro da nossa comunicação social é ela própria pensar que consegue alterar a correlação de forças vigente, em termos de Poder, com aqueles opinadores de trazer por casa, convencidos que estão de conseguirem manipular-nos com as suas palavras.
    Quem ganhar as redes sociais, vai num futuro próximo ganhar muitos eleitores, obtendo algumas vitórias eleitorais.
    Quem não perceber isso, “vai morrer na praia”!
    Acresce que o ALIANÇA poderá estar a ser instrumentalizado por outros poderes, os quais na verdade nunca gostaram de Pedro Santana Lopes, mas necessitam dele para arrumar com Rui Rio, dando ao PS uma maioria absoluta.
    A direita nunca dorme, em política. Sonham com o PS sozinho a governar, porque sabem que eles se vão estatelar.
    João Miguel Tavares, um dos ideólogos da direita actual, há anos produziu um texto em que afirmava sem rodeios, que no ADN do PS está o genoma da corrupção, o que não sendo verdade, nessa matéria o PSD ganha-lhes aos pontos, não deixa de ser preocupante, para quem não quer rever-se numa esquerda revolucionária, mas detesta a direita. Fica-se então com o quê?

    • Paulo Marques says:

      E o PCP e o bloco são revolucionários? Só se for no emburguesamento.

      • Rui Naldinho says:

        O BE herdou em 2015, do PSD e do PS, cerca de 262.000 eleitores, face ao escrutínio eleitoral anterior, o de 2011. Muitos contribuíram para esse número, pelas razões que apontei. Hoje a social democracia não mora no PS, se é que morou alguma vez. Mora sim no BE, ainda que de uma forma um pouco libertária. O problema do PS é precisamente esse. Não saber o que quer.

        • Paulo Marques says:

          Pergunto o mesmo: a ideia (extremamente ignorante) de que o BE é revolucionário serve a quem?

  2. Luís Lavoura says:

    Bom post. Sobretudo a última frase.

  3. JgMenos says:

    Quando ideias e valores não são o tema da política…

    • Paulo Marques says:

      Então e a teoria de que a direita não é ideológica é para meter no bolso? Ah, pois, é segunda, quarta ou sexta, esqueci-me.

    • ZE LOPES says:

      Queria V. Exa. que o discurso fosse rico em ideiais anti-esquerdalhos, pautado pelos valores direitrolhas da mama dos coirões treteiros.

      Experimente fazer um partido chamado “Mamaliança” e convoque um congresso que tem sucesso pela certa! E a cobrar bilhetes de 20€ aos congressistas ainda vai dar p’rós bagaços!


  4. …” dissidentes influentes e poderosos desse mesmo PSD “… !!
    / JM
    e
    …” o ALIANÇA poderá estar a ser instrumentalizado por outros poderes, os quais na verdade nunca gostaram de Pedro Santana Lopes, mas necessitam dele para arrumar com Rui Rio, dando ao PS uma maioria absoluta. ” / RN

    Talqualmente !| gente pafiosa muito perigosa !

  5. estoiravergas says:

    É perfeitamente normal que o Livre, um partido que obteve 0,73% dos votos nas últimas legislativas, menos que o MRPP e o PDR, seja ignorado pela comunicação social, como aliás são ignorados o MRPP e o PDR. Mas nem é verdade que seja ignorado, tanto que o seu líder tem uma coluna de página inteira na última página do principal diário português.
    Também é perfeitamente natural que um partido fundado por um ex-presidente da maior câmara do país e ex-primeiro-ministro não seja ignorado.

  6. Julio Rolo Santos says:

    Quem faz os partidos é o dinheiro e a comunicação social. e o resto são cantigas.

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