David Justino é simpatiquíssimo

David Justino diz que Marques Mendes às vezes também faz papel de idiota

Comments

  1. Rui Naldinho says:

    David Justino até tem razão. Talvez não, pelos motivos que invoca.
    https://aventar.eu/2016/10/11/o-malabarismo-das-palavras/

  2. Pedro says:

    Perdão. Em Portugal — e ‘a menos de algum dicionarista “prá-frentex”, ou “acordo” manhoso‘ — o aumentativo de “simpático” ainda é “simpaticíssimo”. Pf não leve a mal. Cumprimentos.

    • Rui Naldinho says:

      O Superlativo absoluto sintético parece-me que pode ser “simpatiquíssimo”.
      O Analítico é “muito simpático”. O Sintético “simpatiquíssimo”.

      • Pedro says:

        Uma coisa é certa: É um erro “natural” (Se se usasse o verbo, também a tendência seria descair para “simpaticar”, ao invés do mais correcto “simpatizar”). Já variadas vezes o corrigi e até já MO corrigiram.
        A questão é que não conviria nos ficarmos em “parece-mes”. Eu, há tempos, certifiquei-me.
        Poder ser outra coisa, pode sempre. As bravas palavras não cessam de nos servir, por isso!
        Não me admiraria que houvesse gramáticas (que as há para tudo!) a consagrar “possível” (no sentido de “toma lá chancela”) a forma que utiliza para título. Se assim for, estarei “fora da lei da língua”, como estou relativamente a outras coisas, mas, tratando-se de “evoluções” sobretudo gratuitas, dispenso, estarei assumidamente a monte. Simpaticíssimamente.

        • Pedro says:

          (*) Queria dizer “se se usasse POUCO/residualmente o verbo”, actualmente, claro.

        • António Fernando Nabais says:

          Simpaticíssimo é de origem erudita; simpatiquíssimo tem origem popular e já é admitido há muito tempo. Ambas as formas são consideradas correctas e não apenas possível a segunda. Não é comparável com uma eventual oscilação entre “simpaticar” e “simpatizar”, já que o primeiro não está admitido em nenhum dicionário ou em nenhuma gramática.

          • Pedro says:

            É comparável, é! Lá está: tem a ver com o chancelar de que falei. É só algum gramático ou dicionarista se lembrar…
            E erudição… na! Isso impingiu, decerto, esse “há muito tempo” “admissor” de “simpatiquíssimo”, para não se cansar de corrigir e/ou de ser corrigido!
            (Isto é brincar a um nível; brincar a outro nível será dizer que podem ter sido “aspirações a poderes criativos divinos”, que dá muito, como sabemos)

          • António Fernando Nabais says:

            Por muito que queiramos ficar a montante, é o uso que acabará por arrastar a língua. Nada nos impede ou deve impedir de resistir, é claro. Não digo “púdico” e não digo “rúbrica”, duas palavras que, por enquanto, não estão nos dicionários ou nas gramáticas. A força do uso, no entanto, há-de levar, infelizmente, a que venham a ocupar o seu lugar. Nunca me canso de corrigir ou de ser corrigido, até porque é deformação profissional. Os gramáticos ou lexicógrafos (palavra que qualquer purista deveria preferir a “dicionarista”, que nem sequer aparece no “Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa”) não aceitam palavras novas só porque sim, mas porque elas acabam por se impor. No mundo, nem todos são intelectualmente desonestos como Malaca Casteleiro.

          • Pedro says:

            🙂 Sorrio do “ficar a montante”. Por feliz coincidência, aqui aplica-se, caso realmente o “simpatiquíssimo” esteja “na calha” para ficar!
            É que o ser popular não é bom critério (Não sei! Mas duvido até que já tenha havido lexicógrafo que já tenha dado foros ao “hades”…!).

            O estar chancelado em certa gramática ou dicionário… isso realmente é mais melindroso, só que fosse por eles(as) não concordarem entre si!
            Mas por mim, estarei “fora da lei”, face ao “superlativo” em questão. Por isso me disse “a monte”, e não “a montante”! Mas é giro que também!

            Quando ao fundo, tem razão. Será o que for. Sempre foi. Penso e espero é que seja “simpaticíssimo” a se manter e, de preferência, também “popularmente”.

            Mencionei cansar de corrigir ou ser corrigido, mas penso que não abrangia o António Fernando! Ou está na origem de alguma primeira gramatização do superlativo “alternativo” de “simpático”? Se sim, penso que também não fui incorrecto. Apenas fora dessa “lei”!

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