Dêem a maioria absoluta a António Costa…

A Banca diminuiu balcões e funcionários em todo o país porque toda a gente pagava com Multibanco.
Agora que cobram pelo levantamento ao balcão em dinheiro, também querem passar a cobrar a quem levanta através de Multibanco. Ao mesmo tempo que já cobram aos comerciantes pelas transacções feitas por Multibanco.
Tudo isto enquanto conseguem lucros gigantescos num negócio feito com o dinheiro dos outros. Outros esses que pagam para que o seu dinheiro esteja seguro e que são cobrados por tudo e mais alguma coisa. Outros esses que pagam ainda, através dos seus impostos, quando as coisas correm mal.
O negócio da Banca é um negócio cujo risco é de 0%. É fácil gerir assim um negócio. Os lucros são só seus, os prejuízos são sempre dos outros.
Não há dinheiro para ninguém, mesmo quando são despesas que nem sequer mexem com a actual legislatura. Mas para meter no cu dos banqueiros, 400, 500, 600 milhões por anos – todos os anos – dá sempre para acomodar.
Eram menos 400 milhões para os professores. E quantos milhões são, todos os anos e de forma permanente, para as rendas e subsídios e benefícios fiscais aos grandes grupos económicos?
Com os políticos que temos, vai continuar a ser assim. Mas com a maioria absoluta de um partido corrupto como é o PS, vai ser pior ainda.
Dêem a maioria absoluta a António Costa, dêem…

Comments

  1. Rui Naldinho says:

    Eu sei que você, eu, e a maioria dos portugueses, não acredita nesse “milagre”.
    António Costa pode fazer as piruetas que quiser, prometer este mundo e o outro, terá sempre uma maioria relativa, mesmo com a direita a ajudá-lo.
    Já lá vai o tempo em que para se correr com Santana Lopes do governo, se dava uma maioria absoluta ao PS. Ou, se quiser, para correr com Sócrates, se deu uma maioria absoluta, versão 2 em 1, aos partidos da direita.
    Só temos o que merecemos, é verdade. Mas no médio prazo, se isso voltar a acontecer, só peço ao meu filho para emigrar. Mas emigrar de vez. Para burro, já basta o pai.

    • Rui Naldinho says:

      Já não vai ser necessário Centeno fazer as contas.
      Segundo o Observador, uma espécie de Povo Livre versão para totós, Rui Rio já prometeu devolver tudo, numa legislatura.

      “ Rui Rio foi à Renascença para explicar que devolver dinheiro aos professores “depende muito do crescimento económico” do país. Mas, prometeu, se for primeiro-ministro e a manterem-se as atuais condições, cerca de 2% de crescimento real, restituirá o tempo congelado já na próxima legislatura.”
      Ora, tendo em conta aquela célebre devolução da sobretaxa, que o PSD e CDS prometeram nas eleições anteriores, é de imaginar que essa recuperação do tempo total dos professores só venha acontecer quando o Sporting for campeão, o que, ao ritmo a que eles devoram títulos, me desperta pouco entusiasmo.

      • Paulo Marques says:

        Portanto, é a favor daquilo a que deu meia-volta e votou contra.
        A culpa é, claramente, de Sócrates e de Louçã.

  2. Paulo Marques says:

    Não é Costa, é Bruxelas. As ajudas à banca não levam multa, já melhorias ao trabalho, serviços sociais ou infra-estruturas fazem com que fiquemos sem acesso banco central de um dia para o outro.

  3. Nascimento says:

    “É fácil gerir assim um negócio.”??? Como diz? Aquilo são muitas Horas de “introspeXão” o lá como se diz isso…! Mas, já reparou que é preciso muita ” bagagem” para perante tudo e todos afirmar QUANDO ESTÃO NUMA QUALQUER COMISSÃO PARLAMENTAR : NÃO ME LEMBRO!!! NÃO SEI!! ONDE?COMO? QUEM?Sem RIR! nem PESTANEJAR? Aquelas FUÇAS sempre austeras! Olhe bem, por exemplo, para o manhoso da CGD aquilo parece IL DUCE! todo ele Grávitas!! e o do NOVO BANCO?Esse parece saído de um filme italiano dos anos 60.
    E os Outros, quando as Luzes da Ribalta se apagam, DEVEM DE DESATAR TODOS ÁS GARGALHADAS ,GOZANDO O PAGODE.
    Não ,não é nada “FÁCIL”! Merecem bem o Guito que recebem.

  4. Luis says:

    E o que sugere então?

  5. R SANTOS says:

    Tem de se promover a duvida e o medo na ausência de resultados.Deu para perceber que alguns dos problemas actuais foram ampolados pelo corte em dobro daquilo que lhes era exigido pela troika no periodo 2011-2015. Agora temos, como branqueamento do amadorismo e oportunimo dos lideres da oposição, a conversa da treta.

  6. Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

    Subscrevo a análise, mas deveria ter havido o cuidado de meter lá o CDS e o PSD, coresponsáveis com o PS pelo contínuo descalabro a que o texto alude.
    O negócio com 0% de risco, não é do PS. É do arco da governação, esse conjunto de políticos e banqueiros corruptos cujas mordomias e mais valias obrigam as troikas a entrar e a não se pagar os direitos a quem trabalha.
    Esta cambada de corruptos mereceria que ninguém pusesse os pés nas eleições ou, se o fizessem, que votassem nulo ou branco. É chegada a altura de dizer nas urnas o que pensamos deles. As mesmas urnas que os elegem.

  7. JgMenos says:

    «um negócio cujo risco é de 0%»

    Talvez confirmar com os accionistas do BES e do BCP.

    • Paulo Marques says:

      Talvez confirmar a conta bancária das administrações. Ah, não pode, é contra o controlo de capitais…
      O Banco em si? Who cares, veículos para lavagem de dinheiro depois do crime não faltam.

  8. JgMenos says:

    A corrupção não raro atinge gente que invoca por resguardo moral não ter tanto quanto merece, simplificando, um coitadinho.

    Nesse sentido, por aqui e por todo o país, coitadinhos são legião.
    A coisa ameaça atingir proporções epidémicas.
    Fala-se já que os condutores que circulam em veículos que são alimentados com matérias perigosas…

  9. Julio Rolo Santos says:

    Não me dou bem com maiorias absolutas de um só partido atendendo a má qualidade dos atuais partidos políticos mas, se alguém o admita desde que o beneficiário seja o do seu partido, então não há discussão porque também sou contra a alienação partidária.


  10. Bom dia Ricardo fellipe.ramalho

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