Os professores também podem faltar ao trabalho no primeiro dia de aulas dos seus filhos?


Não sendo uma notícia do dia 1 de Abril, não deixa de ter piada: os funcionários públicos podem faltar ao trabalho no primeiro dia de aulas dos filhos.
Eu que sou professor e que por acaso até tenho duas filhas menores de 12 anos, fiquei todo contente: No primeiro dia de aulas, aviso já, vou faltar ao trabalho para acompanhar o primeiro dia das minhas filhas.
Por isso, lamento mas não vou estar na escola. Claro que também corro o risco de não encontrar os professores das minhas filhas, porque eles próprios também estarão a faltar para acompanhar os seus filhos.
Mesmo que eu não falte, a escola não poderá funcionar, porque os funcionários terão ido ver o primeiro dia dos seus filhos. Onde não encontrarão ninguém, porque os seus colegas das outras escolas terão feito o mesmo.
Não contente por discriminar entre funcionários públicos e os restantes trabalhadores do país, como se estes fossem gente menor, o Governo vai mais longe e discrimina também entre os próprios funcionários públicos.
Uma lei que é um aborto, produzida por um Governo que é um aborto. Tudo nos conformes, pois.

Influencers

No café do Sr. Manuel, eu comia o pãozinho de todos os dias, banalíssimo, até que comecei a reparar num cavalheiro distinto que pedia certo pão, ao que parece reservado para clientes conhecedores, guardado no sacrossanto da cozinha, cortado em fatias longas, de tez escura, filho de farinhas nobres, e aspergido com um azeite suavíssimo. Agora, também eu como esse pão.

E foi assim que entendi para que servem os influencers.

Eleitoralismo? Naaaaaa, isso é velhaca maledicência

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Em declarações ao Expresso, António Costa comprometeu-se com aumentos salariais na função pública e investimento no SNS. A quatro meses das Legislativas, e com os olhos postos numa improvável maioria absoluta, Costa pisca o olho a uma fatia significativa do eleitorado e poderá muito bem cumprir a sua promessa, até porque tem recursos para o fazer. Se correr mal, cativa-se tudo e não se fala mais nisso.

Berardo continua a fazer negócios milionários, apesar de não ter dinheiro

Fotografia: António Cotrim/Lusa@Público

Desta vez foi uma garagem de 30 mil metros quadrados, avaliada, segundo o Expresso, em muitos milhões de euros. Será, segundo o semanário, utilizada para expandir o negócio dos vinhos da Bacalhoa. Entretanto, Joe Berardo continua sem pagar as centenas de milhões de euros que deve à CGD. A todos nós. E o incompetente hemiciclo continua com défice de tomates para aprovar legislação radical e retroactiva que confisque tudo o que este indivíduo possui, até que a dívida esteja saldada. Ele e os outros caloteiros que vivem acima das suas possibilidades com o dinheiro daqueles a quem o fundo do esgoto político acusa de viver acima das suas possibilidades.

O Estado vai comprar o Siresp

E, a julgar pelos bons resultados do funcionamento deste sistema, será um grande negócio. Para a Altice e para a Motorola, claro.