Elogio de Merkel

Angela Merkel elogiou hoje Portugal.

É o chamado Elogio de Mer…kel.

Fala agora, Angela!

A Alemanha, que já arrastou o mundo para duas guerras, parece não conseguir desistir de um projecto hegemónico e racista, usando uma posição de força na União Europeia. Nos anos 80, com a prestimosa colaboração dos políticos portugueses, preocupados com a imagem do “bom aluno”, e em parceria com a França, esse país que sempre quis ser a Alemanha, os alemães contribuíram para matar o tecido produtivo português.

A sinistra Merkel, de modo coerente, vomitou umas críticas sobre a excessiva generosidade das leis laborais portuguesas. Se Portugal tivesse dirigentes políticos à altura, tais palavras deveriam ter merecido uma resposta firme, mas Cavaco, tão prolixo no Facebook, e Sócrates, esse animal tão feroz, emudeceram. Poder-se-ia pensar que era pura e simples cobardia, mas é mais do que isso: o arco do poder agradece qualquer contributo que permita retirar direitos laborais.

Para azar de toda esta gente, aparece agora um estudo em que se conclui que os europeus do Sul trabalham mais do que os alemães. Que dirá agora, a fuhrer?

Site do PS para as legislativas 2011 existe desde Fevereiro

(adenda acrescentada ao post)

A 24 de Fevereiro de 2011, o Partido Socialista criou o domínio socrates2011.com, o qual está a ser usado para a próxima campanha eleitoral (à semelhança do socrates2009.pt, este desactivado mas os rabos de fora abundam).

Ora, precisamente a 25 de Fevereiro, um dia depois do domínio em causa ter sido criado, veio a público que Merkel “convidou” Sócrates para uma reunião em Berlim.

Coincidência? Ou a preparação das eleições começou em Fevereiro? Cada qual que tire as suas conclusões.

A seguir, detalhes obtidos pelo serviço whois (neste caso através do registar joker.com):

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Angela Merkel, a Presidente da República de Portugal…

… já exerce magistratura activa. Que é como quem diz, se Cavaco não fala, falo eu.

Estórias de um Reichsprotektorat

…o dito-cujo ainda não confirmou a aceitação do pedido de demissão. Dado que o demissionário está exultante pelos elogios, palmadinhas nas costas, beijos e abraços solidários em Bruxelas. Dado que a sopeira da Pomerânia já disse o que tinha para dizer, não nos admiremos muito, se:

a) o dito-cujo não lhe conceder a demissão, “patrioticamente instando” para formação de um novo governo mais “abrangente e de salvação” (de todos eles).

b) o suspiroso “Calimero do povo” cabisbaixamente aceite, ainda atordoado pela trovoada de aplausos comunitários (e profundo alívio por evitar que cheguem penetras de fora).

c) a sopeira da Pomerânia – a tal que chefia o país que paga o orçamento comunitário – confirme a sua posição de Führerin, servindo os seus subalternos em Portugal como meros Reichsprotektors de serviço (garantindo a venda de mais salsichas do Lidl e ainda mais sucata para as nossas autobahn).

d) os outros, precisamente aqueles que já contavam com um render da guarda, obedeçam às befehl que de longe chegam, desde já manifestando “o mais sincero e arreigado patriotismo”.

Esta gente é capaz de tudo (e mais alguma coisa).

 

Aproveitemos a dona Merkel


Em tom de brincadeira e após esta tirada da Sra. A. Merkel, eis uma excelente oportunidade para o governo “adiar” sine die toda e qualquer linha TGV, assim como as auto-estradas para nenhures, o aeroporto de Lisboa e a 3ª travessia do Tejo.

A própria TAP poderia iniciar o cumprimento do seu primeiro plano de reabilitação e expansão – quando previa uma frota mista de Airbus e Boeing – começando a obedecer à lei do mercado e renegando o escandaloso proteccionismo à Airbus Industries.

O governo deve aproveitar e taxar de forma esmagadora, lapidar, os automóveis de grande cilindrada e importados: no topo da lista, os BMW, Audi e Mercedes. Pelo contrário, os automóveis produzidos ou montados em Portugal, deverão sofrer um abate na taxação (VW incluídos, mas apenas os integralmente construídos no nosso país). É claro que os ersatz Seat e Skoda deverão incluir-se na lista a onerar.

Não temamos, pois não podem dar-se ao luxo político da nossa expulsão.

Conhecemos bem o tipo de sistema que vigora em Portugal, assim como as suas perversões. No entanto, também é conhecida a lista de países que têm lucrado com as vendas de bens de consumo e com os créditos enviados em direcção aos países do sul da Europa. Os supermercados portugueses são inundados por produtos Made in Germany, Spain ou France. Os circuitos de distribuição – controlados pelos estrangeiros – não compram as nossas frutas e hortícolas, enquanto há quem queira arrasar com a nossa indústria de mobiliário, promovendo o rasquíssimo lixo IKEA.
Todas as obras públicas de grande custo, recorrem à importação de equipamentos e materiais originários dos mencionados países. A existirem cortes, Portugal pode desde já começar por rejeitar – taxando-as proibitivamente – as mercadorias luxuosas e supérfluas que já não pode pagar. Prejudicando a Alemanha e a França e evitando o endividamento português. Merkel e os seus ministros ficarão assim sem mais argumentos para declarações à imprensa.
Medina Carreira está cheio de razão.