
Na Coreia do Sul, de acordo com uma reportagem da BBC, algumas empresas propõem aos seus funcionários a simulação do seu próprio funeral. A ideia pretende ser, digamos assim, generosa: ajudar os empregados a gerir o stress provocado por uma sociedade altamente competitiva e com uma das maiores taxas de suicídio do mundo, de modo a reconciliá-los com a vida, torná-los mais equilibrados e… produtivos.
O enredo desta iniciativa assenta num ritual que tem tanto de macabro como de pueril: depois de confrontarem os voluntários com vídeos que realçam a forma positiva como certas pessoas reagem a problemas muito mais graves – pessoas com cancro terminal gozando a última réstia de vida, pessoas sem membros aprendendo a nadar… -, é-lhes pedido que redijam, perante um caixão aberto, uma carta de despedida para os seus entes queridos. Terminada a tarefa, entre soluços, prantos e outras pieguices, são convidados a entrar no féretro, que será encerrado durante 10 minutos, o suficiente para se confrontarem com o sentido da vida.
Afirma um dos adeptos do método, presidente de uma firma de – é isso mesmo – recursos humanos, que “a experiência de entrar num caixão é tão chocante que lhes pode provocar um reset às suas mentes, permitindo-lhes reconfigurar totalmente as suas atitudes”.







Recent Comments