A febre de privatizar que atacou os governantes portugueses tem, aparentemente, origem no princípio básico e respeitável de que é necessário poupar. A verdade, no entanto, é que, escavando um bocadinho, descobre-se que o desperdício do dinheiro que é preciso, agora, poupar foi da responsabilidade de muitos amigos e conhecidos desses mesmos governantes. Diante destes factos, o governante esquece-se das pessoas e ataca o Estado, considerando-o um mau gestor, porque é mais fácil culpar abstracções do que companheiros de partido.
A RTP, tal como muitos organismos do Estado, tem servido para alimentar clientelas partidárias e/ou empresariais e foi um sorvedouro de dinheiros públicos, nas mãos de gestores irresponsáveis que gastaram sempre mais do que deviam e raramente onde deviam. Com o advento das televisões privadas, e sempre com a cobertura da(s) tutela(s), a RTP1 assumiu-se como concorrente e não como complemento, fugindo daquilo que deveria ser um serviço público e empobrecendo a qualidade dos conteúdos (a única maneira de ganhar audiências em televisão, como se sabe, é conseguir ser mais abjecto que o concorrente).
A custo, conseguiu-se preservar alguma da qualidade da RTP2, que, ao contrário do que afirma o Fernando Moreira de Sá, ainda tem algumas características únicas, mesmo se comparada com alguns canais temáticos oferecidos pela televisão por cabo. A RTP1, tal como está, é, apenas, mais do mesmo, uma SIC ou uma TVI com menos audiências, ou seja, dinheiro mal gasto.
Num país por educar, a manutenção de uma televisão pública de qualidade deveria ser um imperativo nacional, um investimento e não uma despesa, o que implicaria, certamente, mudar muita coisa. Num país governado por gente com visão, seria preciso ir além da mera lógica empresarial. Em lugar disso, finge-se uma atitude responsável e destroem-se todos os serviços públicos. No fundo, trata-se de continuar o trabalho iniciado por Cavaco Silva, que contribuiu para liquidar a agricultura e as pescas; Passos Coelho, no seguimento também de Sócrates, prepara-se para afundar a Saúde, a Educação e a Cultura.
Aproveita-se a crise para fugir a uma reflexão sobre o papel do Estado, visto como uma entidade descartável que serve apenas para se submeter aos privados. Não será de estranhar, mais uma vez, que, entre os candidatos à concessão da RTP, surjam capitais chineses ou angolanos. Não deixa de ser engraçado, aliás, que um governo de direita, sempre tão irritado com os remoques da esquerda, não sinta pruridos em vender o país a ditaduras de esquerda: o dinheirinho é um poderoso anti-histamínico.




não leva dois cc’s bolas de certezinha que és profe de línguas
estás no sindicacto há quantas abstrações abstractas atrás ou atraz?
Abstracções. A sério. Mas não se fique pela minha palavra: vá consultar um dicionário. Se fosse professor de línguas, estaria mais apto a explicar-lhe, ainda, o que é um “troll”, mas, para isso, chega-lhe um espelho.
O jorge Gabriel diz que troll é mitologia.
E querem tirar-nos o gordo de cima?
Fascistas,queremos o gordo e o Jorge Gabriel e os outros gajos bons todos da RTP, como aquele do Elo mais fraco e o José dos Santos.
A SIC e a TVI não têm gente de jeito.
RTP! RTP! RTP!
Eu vejo sempre o Zig-Zag.
Aquilo é melhor serviço público, que o Doutor Hermano Saraiva.
E só o doutor Soares era capaz de criar umas memórias do futuro, dantes no tempo da televisão fascista e salazarenta só havia memórias do passado, agora com a televisão progressista até as temos do futuro, só a RTP tem capacidade para TV de qualidade.
E viva sócrates, apesar de já estar entradote.
Bagatelas, 50 mil desempregados no RSI ganham esses 100 milhões em salários dos 2000 do quadro da RTP e avençados.
De qualidade sim senhor, gosto muito do Jorge Gabriel e do gordo.
E das séries americanas da RTP2, que não tenho cabo, só tenho o canguru para ver a RTP online, que o sinal da TDT anda fraco.
vem para o alentejo que vês 7 canais da espanhola e alguns tremidos.
State/Region
:
Beja
:
Moura
Bolas os professores já vivem debaixo de pontes?
É perigoso haver vidros debaixo de pontes, o pessoal corta-se às tiras com eles.
Tanta mudança de mail para quê? Pronto, eu prometo que só volto a responder a um comentário seu daqui a um ano. Voltará a ir para o “spam”, que é o seu lugar. Vá lendo o dicionário.
Esqueci-me do do Corelli:
no negro país onde navego
tudo é louco, vaidoso e cego
até eu o sou não o nego
e no fundo, no fundo em que navego
o meu coração de troll é negro
Para mim, com o gordo do Mendes, esse Jorge Gabriel e todas as outras sumidades:digo: há muito tempo, que devia ter fechado e continuam a ser “sempre os primeiros” como têm cantado. Desde o tempo do Ramiro Valadrão.