Descapitalização das escolas: professores mal desempregados

Ontem, foi mais um dia negro para a Educação em Portugal. Graças a Passos Coelho e a Nuno Crato, milhares de professores absolutamente necessários vão para o desemprego. Num país que morre de sede, o governo é o responsável pelo desperdício de água.

Do ponto de vista daquilo que é fundamental para que o sistema educativo funcione, Nuno Crato é incompetente. Na realidade, e de acordo com os seus objectivos, é competentíssimo, como o foram, antes dele, Maria de Lurdes Rodrigues e Isabel Alçada.

Para esta gente, a educação dos portugueses é uma parcela a abater, numa visão que nada vê para além do défice e que não percebe que há mais défices. O capital de um país, sobretudo se subdesenvolvido, corresponde àquilo a que alguns chamam pessoas ou, como lhes chamaria o governo, “seres cuja vida é muito menos importante do que as finanças dos nossos militantes e/ou amigos”.

É tarde para combater tudo isto, mas mais vale tarde que nunca.

Comments

  1. edgar says:

    Em vez de governar “para os portugueses”, governam “contra os portugueses”.
    Na educação, na saúde, na cultura, na agricultura, nas pescas, na indústria, nas forças armadas e militarizadas, etc, as pessoas são as que menos contam.

  2. maria celeste ramos says:

    04 set-Hoje o calor na rua estava insuportável mesmo na esplanada – mas pior em casa mesmo com ar condicionado que tenho que ter porque vivo no último andar com aquela inteligente placa de betão já que arqtºs nunca souberam “design with climate” pelo que tenho de engordar a EDP que me suga
    Aliás acho que arqtºs sabem pouco do que quer que seja mesmo os do Porto que sempre são muito melhores do que os de Lisboa – mas basta de má lingua embora eu seja vítima da ignorância alheia que me entra em casa pelo telhado e na bolsa pela EDP – sempre se comportaram como se a cultura começasse neles e neles acabasse e não há mais nada – são impenetráveis
    ——————————————
    saí de novo e lá estava a minha amiga e vossa colega profª de História com um amigo dela que não conhecia e falaram, claro, do que se passa com os professores – sempre fiquei com mais informação e dizem que é uma desgraça total desde a Alçada e Maria de Lurdes
    Ela é de História ele de Educação visual
    Falámos, claro, do governo CONTRA os portugueses e eu que não sou nem pessimista nem optimista vim para casa apreensiva por a minha amiga ter dito – celeste vamos ser pior do que a Grécia – ela é menina inteligente e culta e a memória não está afectada como a minha e nunca falámos como hoje como se tudo se precipitasse e ela tivesse a intuição e finalmente desse opinião que nunca deu
    Interessante – RTP1-21H00 – roubaram um avião – GNR desencadeia operação – Roubar até aeronaves – onde estamos ?? foi encontrada – é um fórmula 1 de competição valor 100 mil euros – só há 4 na europa – 7 suspeitos mas deixados em liberdade
    Agora Fátima Santos vai falar com josé GIL-vou ouvir
    Mêdo ?? sim tenho a nivel pessoal pis que sou da classe média e respeito a classe política mas não está à altura dos proble e nada resolve – tenho mêdo e tristeza pelo país – o meu mêdo não me tira a anergia, mas o mêdo retira energia a muita gente – as camadas políticas em portugal são 3 – os pobres e desesparado + os ameaçados + os imunes que são a classe política, vista pela população como os que atraem os privilégios + os poderosos com promiscuidade com os políticos – têm emprego vitalício para os altos responsáveis têm mandatos – Fátima Ferreira – são carrascos do nosso tempo – GIL não á proximidade nem relação com o povo – têm universo próprio e falam do país “olha eles” como se não fossem eles também – Nem fazem o suficiente para se modificar nem sabem do mêdo que há tanto na burocracia e autoritarismo – numa ditadura o mêdo faz economia das leis e pessoas obedecem – a produção do mêdo é aproveitado pela governação – Fátima – de que forma a austeridade altera os portugueses – Gil – altera de várias maneiras pelos afectos que mudam + textura do social que se transforma – a solidariedade que há cada vez menos e cada um trata da sua pele – não resta nada + vários sentimentos dos que sugam os outros e o desespero isola e está-se sob a ideia de que tudo pode acontecer de mau – o medo suga as energias – Fátima isso já está presente – Gil não sou sociólogo mas tenho a perceção de cada vez maior desespero – cabrona não deixa falar e Gil diz que nem acabou a resposta a pergunta anterior e lá acaba – Fátima – o seu Livro em busca da identidade – o xicoespertismo – começou a diminuir – Gil começaram imperativos para obrigar a cumprir obrigações fiscais e fim de alguns labirintos por onde fugir mas vejo que está a voltar – o que julgávamos que ia acontecer com reformas estruturais e igualddade não está a acontecer – as reformas não têm sido no sentido esperado – Fátima – privatizaçõe – GIL mas está parado e há a natureza do projecto e alguns nem são bons – a VELHA política está a voltar – lembro de artigo de eis ministro das finanças “vamos mudar portugal” – neste momento vemos o mesmo país voltar e o xicoespertismo – sem se mudar de mentalidade e quando vem o civismo e promiscuidade justiça-poder ecomómico e executivo – eu não tenho que achar que o país é corrupto mas – os RTP2-21H-José Gil- portugueses são desconfiados e há mesmo paranóia – Fátima – se ele tem eu quero ter privilégio – GIL a inveja vem quando há rivalidade na promoção da carreira e intercepta o mérito – já não é a pequena e média burquesia e pobres – há os que estão imunes à crise e os da alta política – não consigo apanhar tudo – mas os muito poucos têm muito e inveja abstracta e nem ninguém lhes toca – GIL não é questão de equilibrio mas de justica e o portugues despojado reage-se imediatamente porque alguns têm acumulação de pensõs – há incompatibilidade porque austeridade para salvar o pais tem de haver os que perdem e as vítimas, mas parece que só há este tipo de política – estamos num quadro que aceitamos de economia global, temos variação de politica e na austeridade mas mais equitativa que tenha em conta as pessoas. Há politica de austeridade que se pode fazer mas com mais equidade e justiça e não há – Fátima – os FP ?? Gil não é isso refiro-me à percepção de 2 grandes blocos os imunes que fazem dinheiro com a crise e os despojados farrapo a farrapo e os ameçados (classe média) e deixar de poder trabalhar e ter consequências familiares que me impeçam de trabalhar – Fátima desemprego jovem GIL – numa história – sociedade portuguesa está resignada debaixo de aparência calma com o costume de não mostrar – mas está cada vez mais em turbilhão e excesso – e essa transformação não aparece ao de cima – Fátima – revolução ?? Gil não posso dizer isso – há estudos sociológicos mas há perigo no alastramento do desespero em cada vez maior população e desemprego galopante e um presente inexistente que tira toda a energia – Fátima e Europa – vamos buscar energia – Gil não tenho receita mas um dos obstáculos para isto não mudar – não vemos um futuro – vamos aos mercados fazer o quê ?’ – os gov e politicos não estão à altura e vamos buscar energia às IDEIAS e falar mais indiferentemente – mas há um tom de um comentador e de político e comentário que JÀ CHEGA e CANSA e não avança no pensamento – não imteressa denunciar e as palavras têm de se tornar ACÇÔES e pensamento sobre Portugal que não está nas estatisticas nem psicólogos nem estatisticas – os que têm dever de pensar têm de mudar – não posso adivinhar, e se há contaminação e as forças adormecidas inibidas, ou morrem e de repente se transformam ganham violência – precisamos de ganhar liberdade que está a ser diminuída pelas vias únicas + o mêdo dos nossos superiores – agradeço ter vindo ao programa do serviço público – amanhá regressamos com Freitas do Amaram-21:35H-4 setembro 2012
    SIC-21:35-José Luis Arnault + não quero ouvir este senhor sobre lei autárquica + Alberto Martins – dizem o mesmo de sempre

  3. clara says:

    Desculpem, mas não posso ouvir falar em escolas. Isto começou nos anos 90, não começou agora. Foi aí que começou. Quando nós tínhamos que “dar” notas. As notas que o sistema queria. Nessa altura, eu saí.
    Fui para a cooperação.
    Quando cheguei, em 2001, tudo tinha piorado, então quando entrou a lurdinhas, Jesus!!!!
    Isto não aconteceu de repente. Foi progressivo.
    A quantidade de professores que se reformaram… imensos! Com imensas e graves penalisações. Porquê? não vou explicar.
    Os professores têm muita responsabilidade nisso! Não se unem.
    Não consigo ouvir falar de escola! irrita-me!

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