Tudo começa

com um bom Professor.

Eu sei…

… É difícil perceber. Mas será para perceber?!

Para que servem os professores? Para o presente do país!

Andei uns dias com a pergunta na cabeça: “Para que servem os professores?

Fui pensando que, de facto, os Professores, enquanto classe são algo muito diverso que, na sua maioria, levam a sua prática profissional centrada em dois eixos:

– o trabalho com os alunos, na maioria dos casos, excelente, de grande empenho e de muita entrega;

– uma visão individualista da profissão, quer enquanto agente diário de mudança social, quer enquanto autor permanente de mudanças para o futuro.

A maior estrutura coletiva de professores, a FENPROF, tem, desde sempre, exigido ser um parceiro ativo nas questões educativas, mesmo que fora da  esfera profissional, mas os professores nunca se sentiram verdadeiramente envolvidos nessa dimensão. Penso, pois, que aqui está parte da resposta à questão colocada: os professores estão disponíveis (estiveram!) para sair à rua contra a sua avaliação, mas não se conseguem mobilizar para lutar por uma coisa tão “simples” como a ESCOLA PÚBLICA! [Read more…]

Concursos de Professores… Vai devagar

que NÓS temos pressa!

Manifesto pelo fim da divisão na carreira II

Escrevi um dia depois das eleições legislativas que este era o momento de acabar com o Estatuto Maria de Lurdes.

 

E tal convicção resultar apenas de um facto que ainda ninguém me provou ser errado. Vejamos.

 

Os entendidos da economia e da gestão, os tais que quase levaram o planeta à falência cavalgando as ondas do capitalismo são os que dizem: "Não podem chegar todos ao topo da carreira".

Pergunta-se qual a razão que sustenta tal convicção. Respondem: dinheiro.

 

O.K.. Tudo bem. Se a argumentação se coloca aí, não há nada para dizer. Uma pessoa que suba na carreira ganha mais que uma outra que não suba. La Palice não diria melhor.

 

Permitam-me outra pergunta: mas, do ponto de vista do funcionamento da escola, o que é que isso acrescenta, em termos de qualidade?

 

Ah… pois…

 

 

Podemos ainda ver a coisa de outro modo – na tropa, o novo parque de diversões do Malhador mor do reino, há uma hierarquia porque há funções diferentes, há tarefas que não são iguais. Isto é, não fazem todos a mesma coisa.

Acredito que em boa parte das empresas privadas – não ignoro as que geridas pelos mestres da gestão vão à falência deixando empregados na miséria – também aconteça a necessidade de divergir funções, logo, funções diferentes, carreiras diferentes. Na boa.

 

Mas, no caso da docência, o que distingue a função no primeiro dia de aulas do último dia de uma carreira? Nada. A natureza funcional da tarefa é exactamente a mesma. Sem tirar, nem pôr: por isso é que temos novos e velhos, homens e mulheres, colocados "à sorte" em todas as escolas do país, porque a função profissional é reconhecida por todos. E sempre igual!

 

Diria que para função igual, carreira igual. Aqui reside a impossibilidade do tal Estatuto Maria de Lurdes.

Que, claro, nos obriga a questionar outras coisas, mas sobre essas escreverei mais tarde.