Ano lectivo abriu

E não ia ser uma trapalhada por causa dos alunos que tinham saído dos colégios?

Manuel Rangel

Um Professor de corpo inteiro, numa homenagem da Revista “A Página“.

Exames daqui a uns dias – sim ou não?

Na terceira semana de maio vamos ter, mais uma vez, os exames nacionais dos 4º e 6º anos (poderá consultar todo o calendário em formato pdf).

Tal como tem acontecido nos últimos anos, esta atividade avaliativa, implica a paragem de todo o trabalho das escolas e, nesse sentido, uma vez que os professores estão envolvidos nas vigilâncias, boa parte dos alunos dos anos sem exames, tem uma semana de férias. Ao preparar o último trimestre de aulas, dei por mim a pensar nas vantagens e nas desvantagens dos exames. [Read more…]

Escola: conteúdos e memória

A Educação mudou muito nos últimos anos e não foi para melhor – poderia citar os 30 mil professores que NUNO CRATO despediu nos últimos três anos, mas desta vez vou falar de Educação pelo lado dos alunos e das suas aprendizagens.

O que é um bom aluno?

A resposta mais comum andará em torno destas respostas: um aluno que tira boas notas, um aluno que aprende bem, um aluno que tem sucesso, que

Ora, tenho vindo a pensar nisto porque enquanto profissional me sinto cada vez mais condicionado a dirigir a minha prática pedagógica para um caminho que está errado – os exames (ou os testes).

Na Escola de hoje tudo parece ser mensurável e para medir nada mais fácil do que quantificar tudo o que mexe como se a escola fosse uma linha de montagem. Não é e não pode ser.

Com a febre do accountability às Escolas são pedidos resultados que se medem pelas notas que os alunos têm nos testes, isto é, nos exames. Ora, qualquer pessoa que tenha passado pela Escola sabe que há uma diferença MUITO significativa entre ser um bom aluno e ter boas notas nos testes (exames).  E trago apenas dois argumentos para abrir uma discussão a que quero voltar mais vezes: [Read more…]

Liberdade para Educar

Logo do SPN, concurso de professoresA viagem foi de transporte público e o hospital que a recebeu também. Quem a despachou foi o privado, esse reino maravilhoso dos BES e BPN’s. E, ao contrário de alguns camaradas aqui da casa, nada tenho contra o privado, desde que não funcione à pala dos dinheiros públicos o que, em boa verdade, acontece com quase todos os grupos económicos. Serve esta regra também para a Educação: se há pessoas que querem para os seus filhos uma formação com uma forte dimensão religiosa devem ter o direito de o fazer. Não podem é exigir que seja eu a pagar, isto na base do argumento da direita, o famoso utilizador / pagador.

Não era por aqui que eu queria levar o post, mas saberá o caro leitor que a competência na escrita não é uma coisa matemática. Vamos lá então colocar as palavras no eixo para que vieram ao mundo.

As confusões que Pedro Passos Coelho plantou nos concursos de professores levaram um conjunto de ignorantes a tomar como certo um conhecimento que, manifestamente, não faz parte das suas propriedades e, a ignorância é uma coisa do C….! O concurso teve uma fase nacional que correu bem, uma centrada nas escolas que correu como todos sabem e qual é a proposta que nos chega da direita? Acabar com o concurso nacional ( o que correu bem!) e ampliar o concurso local (o que correu mal).

São muitos e variados os motivos que me levam a defender um concurso nacional, único e onde a graduação seja respeitada. Aliás, partilho de tudo o que aqui foi escrito.

Mas, há uma dimensão que gostaria de desenvolver e que se prende com a autonomia do exercício da profissão. [Read more…]

O Homem que mais sabe sobre ensino da matemática

Escreveu no Público! Finalmente o artigo que eu gostaria de ter escrito!

JUNTOS contra o vEXAME

As organizações de Professores deram mais um passo no sentido da unidade na acção que a o vEXAME de Nuno Cratovexame nos exige. Este é o tempo de agir, mas não vale a pena trazer para a discussão argumentos sem sentido – eu quero lá saber o que tiveram ou deixaram de ter na, igualmente estúpida, avaliação de desempenho!

Vamos lá então, tentar sistematizar as questões:

a) Decisão política: para Nuno Crato a qualidade é uma consequência da avaliação. É assim no 1ºciclo, com o exame no fim da “antiga 4ª classe”, ou no 2º, com os exames no 6ºano. Para esta gente e, em certa medida para parte da equipa de Maria de Lurdes Rodrigues, avaliar é classificar e qualquer aprendiz na formação inicial de Professores sabe que a avaliação é muito mais que isso. Logo, o exame aos Professores é um elemento de coerência políticas nas práticas de Crato. Já o mesmo não poderemos dizer do PSD que em 2008 se colocou ao lado dos professores contra a prova.

E, em jeito de avaliação da medida política, o chumbo é mais que certo: ninguém vai tratar da poluição do Rio Tinto junto à Marina do Freixo. [Read more…]