A nova Ministra da Educação

Olá e adeus, mana.

Os lobbies de Maria de Lurdes Rodrigues, essa minúscula personagem a que a História dedicará menos do que um rodapé

À medida que o tempo passa, fica cada vez mais claro que a antiga Ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, dedicou todo o seu mandato à destruição da Escola Pública e que todas as medidas que tomou tiveram como único objectivo a imolação do prestígio dos professores junto da opinião pública. Há que saber ganhar a vida e Maria de Lurdes Rodrigues conseguiu parcialmente atingir os seus objectivos: apesar de os professores continuarem hoje em dia a estar entre os profissionais mais confiáveis junto da opinião pública, Maria de Lurdes Rodrigues garantiu o ordenado milionário, na FLAD, para o qual trabalhou ao longo de quatro longos anos.
Moralmente corrupta, Maria de Lurdes Rodrigues nunca «conseguiu» ver que a generalidade dos contratos de associação já não se justificava perante a oferta pública existente e que os mesmos não passavam de uma descarada defesa do ensino privado à custa da Escola Pública. Foi fácil bramir junto dos portugueses o fantasma dos sindicatos de professores, mas perante os lobbies dos Colégios Privados, já não teve pejo em acolher todos seus interesses e preocupações. Ao longo dos anos, Colégio de S. João de Brito e quejandos continuaram a receber milhões de euros da mama do Estado sem que Maria de Lurdes Rodrigues sentisse o mínimo impulso interior que a levasse a alterar a situação. [Read more…]

Quem nos salva desta ministra?

Maria Isabel Girão de Melo Veiga Vilar, outrora conhecida entre as crianças e adolescentes portugueses como Isabel Alçada, profícua escritora de Aventuras para a juventude, arrisca-se agora a ficar na História do Portugal recente como a ministra da Educação mais hipócrita e inquisitorial das últimas décadas.

Esta senhora ministra da Educação, num comportamento pré-fascista e censório, lembrou-se de dizer que é “extremamente indefensável” colocar “crianças na rua a fazer reinvindicações”, e isto a propósito da avassaladora onda de justos protestos contra cortes desproporcionais no ensino particular com contrato de associação face ao ensino “estatal”. [Read more…]

Uma aventura na rua Sésamo (II)

Educação – rir para não chorar…

A SIC num momento fantástico… da Srª. Ministra da Educação

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O livro da Ministra dos analfabetos

Fará no domingo um ano que comecei a escrever no Aventar, afoitando-me com uma enorme falta de jeito a  comentar um livro de Maria de Lurdes Rodrigues que acaba de ser lançado hoje.

Cada vez me dou pior com os livros, e desculpem a inexactidão: um livro de Miguel Real intitulado A Ministra onde se ficciona a vida e má obra da anterior Ministra, agora mais vocacionada para as relações luso-americanas, vulgo ganda tacho.

Desculpem lá outra vez: Miguel Real sempre disse que se tratava de uma obra de ficção, e estou baralhado porque a ex-ministra que iniciou o processo de privatização da escola pública agora em pleno progresso mega-agrupamental, acaba de lançar um romance a que chamou “A Escola Pública Pode Fazer a Diferença“. E fazia Maria de Lurdes e Valter Lemos, fazia antes de vocês terem chegado com a missão de a reduzirem a empresa privatizável, e até rentável, pague-se aos que nelas trabalham o que vocês deixam que os municípios paguem aos monitores das AEC, faça-se dela um armazém de miúdos com vagas funções estatísticas.

Quanto ao resto, como diz o Paulo Guinote:

Que Maria de Lurdes Rodrigues deixe um livro como testemunho da sua obra é bom, excelente mesmo. Porque se tornará muito mais fácil analisar o período que ainda estamos a viver e ter alguém que assume o que (des)fez.

Deputado ladrão, ministra desobediente

Portugal em todo o seu esplendor: depois de Ricardo Rodrigues, o deputado que gama gravadores, temos hoje a ministra que desobedece a ordens de tribunais e por tal é condenada, ainda por cima por causa de um concurso que nos termos em que decorre qualquer cábula do 1º ano de Direito (não sou, mas já fui) entendia à primeira que ia dar nisto.

Ao açoriano, que além de se ter demitido do governo regional no momento em que rebentou um escândalo de pedofilia na região, fora o envolvimento num gang internacional, chamei em Dezembro deputado banheiro “no sentido tradicional e veraneante do termo, aquele que nas praias arma barracas”. Enganei-me por pouco, homofonamente falando, afinal é o deputado que dá banhadas.

À senhora que faz de conta que é Ministra da Educação, pasta que Teixeira dos Santos e o Primeiro na prática detêm, desejo que se dedique à escrita de Uma Aventura nos Tribunais, de preferência com um consultor jurídico a sério. Parece que não, mas por vezes faz falta.

Violência e indisciplina na escola

Neste fim-de-semana TODOS falaram porque Mário Nogueira e o Conselho Nacional da FENPROF aparecem, obviamente, como a VOZ dos Professores. É apenas a demonstração da importância que TEMOS na sociedade Portuguesa.
A FENPROF sugere que a prevenção deve ser prioritária em relação à punição: acredito, desculpem-me camaradas, que Jacques de la Palice não diria melhor.
Mas, a FENPROF disse mais:
– as condições, nomeadamente ao nível dos recursos humanos tem que ser objecto de um projecto tipo, “Parque Escolar”, porque não são as paredes, nem os computadores que criam boas escolas. A presença de equipas multidisciplinares (psicólogos, educadores sociais, animadores, assistentes sociais, terapeutas) é urgente e o aumento do número de funcionários auxiliares é igualmente prioritária.
– a carga burocrática, absolutamente desnecessária e que nada acrescenta ao acto educativo tem que terminar: o horário dos PROFESSORES TEM que ser usado para aquilo que é a sua função, dar e preparar aulas, trabalhar com os alunos; não somos burocratas, nem técnicos oficiais de contas.
– “conferir ao professor, a exemplo do que acontece já em algumas comunidades espanholas, o estatuto de autoridade pública e a figura jurídica da presunção da verdade;”
E esta última referência tem merecido comentários ao longo do dia, quer por parte da Srª Ministra, quer por parte do Presidente de alguns pais.
A Srª Ministra, no seu habitual registo, “não sei de nada, só vim aqui ver a bola” diz que a proposta da FENPROF é uma possibilidade.
O sr. que não refiro o nome para não sujar o Aventar deseja que as faltas continuem a ser todas iguais, sejam elas justificadas ou injustificadas.
Sem margem para dúvidas: 99% dos problemas de indisciplina nas escolas são CULPA (com as letras todas) dos PAIS dos meninos. Eu, como Pai de dois alunos da Escola Pública, exijo que 99% dos alunos da “minha” escola não se percam por causa de alguns pais que não cumprem o seu papel.
Por mim, Pais de alunos violentos devem ter sanções financeiras.

Professores: Em força para Lisboa, já!

Basta ler a última proposta de revisão do Estatuto da Carreira Docente que o Ministério enviou aos Sindicatos e que o Aventar divulgou em primeira mão.
Não está lá nada daquilo que em devido tempo foi acordado entre as partes. Ao invés, estão lá muitas coisas que nunca foram sequer discutidas. Com evidente prejuizo para os professores, como não podia deixar de ser. O fim dos concursos, que nunca esteve em cima da mesa, é um dos exemplos mais claros.
E não venham com a história dos portugueses que estão a passar dificuldades, da instabilidade que se vive fora da Função Pública, dos baixos salários de toda essa gente. Isso é tudo verdade, mas também é cada mais verdade dentro da classe dos professores.
Não falo por mim – trabalho à porta de casa com salário certo, nesse sentido sou um privilegiado – mas falo naqueles milhares de professores contratados que vivem longe de casa, com salários reduzidos, com despesas que fazem com que não compense trabalhar (a não ser pelo tempo de serviço), que não têm direito à ADSE (como a generalidade dos portugueses não tem), que não têm direito a atestado médico mas sim a baixa (como a generalidade dos portugueses), que ficam desempregados em cada 31 de Agosto, que vão conseguindo aqui e ali contratos de um mês e que, não raras vezes, sofrem as humilhações de pais e de alunos.
É por esses que devemos lutar. E é por esses que, a meu lado, ontem, um colega dizia numa pausa para o café: «Esta ministra é realmente diferente da outra. A outra era só trombas, esta fode-nos com um sorriso».
E é por esses que, afinal, os professores devem voltar a Lisboa. Em força, já!

Comparação entre Isabel Alçada e Maria de Lurdes Rodrigues (a propósito do acordo com os Sindicatos)

Do nosso leitor Joaquim Ferreira:

Excelente. Finalmente, parece que os professores encontraram uma postura de abertura da parte do Ministério da Educação. Esperemos que o acordo seja capaz, de per si, de contribuir para devolver a serenidade ao processo educativo. Que as escolas possam ter condições para desenvolver o processo educativo num clima de interajuda, de cooperação e não de individualismo, de atrito permanente.

Creio que hoje a vitória não foi nem dos Sindicatos nem do Ministério. Foi uma Vitória da Educação.

Do acordo alcançado, seguramente, não há vencedores nem vencidos. Os professores, se o acordo vai de encontro às suas aspirações, sentirão uma nova energia, uma nova dinâmica para continuar a desenvolver um trabalho em benefício de uma melhor formação das gerações de estudantes que amanhã, serão os governantes deste país. Assim, é o país que fica a ganhar com este acordo. Nenhum cante vitória. Seguramente houve cedências de parte a parte. E isso, sim, contrariamente ao que a notícia do Público que se questionava se Isabel Alçada teria falta de experiência negocial, esta minstra sabia bem o que queria! E preparou-se para levar a “bom porto” o navio que lhe foi confiado. Só os teimosos donos do Titanic insistiram em não querer ver o perigo em que se metiam e obrigaram o timoneiro (comandante) a aumentar a velocidade. para lá dos limites razoáveis suportados pelo navio.

A Ministra da Educação e os Sindicatos deram provas de compreender muito bem o que é negociar. Porque, quando o destino é o abismo, o melhor forma de avançar é “dar um passo atrás”. [Read more…]

Maria de Lurdes Rodrigues nunca existiu

Atirado para o caixote do lixo da história o tão defendido modelo de avaliação de professores e abolida a obtusa divisão da carreira entre professor e professor titular, em breve se poderá dizer que Maria de Lurdes Rodrigues nunca existiu.

Ou melhor, existiu em forma de nódoa. Estas nódoas saem com terebentina. E ontem, no Parlamento, já começou a sair.

A formidável derrota de Maria de Lurdes Rodrigues (1.º semestre de 2007)

continuação daqui

 

No discurso de Ano Novo, Cavaco exige «resultados claros» para a área da Educação em 2007, sem que se perceba muito bem, como é costume, o que quer ele dizer com isso. Seja como for, Maria de Lurdes Rodrigues não quis comentar.

Ou melhor, percebeu-se muito bem. Porque alguns dias depois, o Presidente Cavaco promulgava o novo Estatuto da Carreira Docente e a inenarrável divisão entre professor e professor titular.

Começa a falar-se na monodocência no 2.º Ciclo, ou seja, um só professor (no máximo dois), para leccionar o 5.º e o 6.º ano. Isto porque os meninos, coitadinhos, ficam traumatizados no fim da primária. Ideia de Mono, diz Paulo Guinote.

Ideia melhor só a do inquérito que por estes dias começou a circular em algumas das escolas portuguesas. As perguntas eram algo de surreal: «O teu pai insulta a tua mãe?»; «O teu pai bate à tua mãe?»; ou «o teu pai obriga a tua mãe a fazer vida sexual contra a vontade dela?». Habituada aos inquéritos como método sociológico, a Ministra mostrava aqui o máximo respeito pelos alunos e sua vida privada. Sobre isto, não consta que o Pai da Nação, Albino Almeida, tenha dito o que quer que seja.

 

 

 

Nos finais de Janeiro, Valter Lemos diz que seria uma estupidez acabar com a TLEBS a meio do ano lectivo. Na semana seguinte, Jorge Pedreira anuncia o fim da TLEBS. Para apaziguar os ânimos, que já não andam nada sossegados, o Ministério da Educação institui um Prémio anual, no valor de 25 mil euros, para o Melhor Professor. O «Lurditas de Oiro», como passará a ser depreciativamente conhecido graças à inspiração de Antero.

Um prémio profundamente ridículo. Porque, como é óbvio, os professores devem desempenhar bem a sua função. Porque sim e não por causa de um qualquer prémio.

Em Fevereiro, Maria de Lurdes justifica o fim das Provas Globais, que eram «localmente viciadas». Viciadas pelos professores, como não podia deixar de ser. Como não pôde deixar de ser ao longo de quatro anos.

Entretanto, o Ministério apresenta a sua proposta para o concurso de acesso a professor titular. As primeiras rondas são marcadas pela discórdia e os Sindicatos ameaçam recorrer aos Tribunais. 

Todos os dias, são agredidos dois professores, no ano de 2006 foram 400, mas isso não parece preocupar a Ministra.  Enquanto isso, Valter Lemos gritava e atirava os papéis ao ar na Comissão de Educação da Assembleia da República. O mesmo Valter Lemos que considera que duas agressões por dia a professores «se dilui rapidamente» num Universo tão grande.

 

 Ao mesmo tempo que Salazar vencia o concurso dos «Grandes Portugueses» da RTP, o que diz bem da História que se dá nas escolas portuguesas, o Ministério da Educação tecia loas ao programa de generalização do ensino de Inglês nas escolas básicas. Só faltou referir que tal «sucesso» se deve à exploração laboral de milhares de professores por esse país fora, a maior parte deles a trabalhar com recibo verde e a 6/7 euros à hora (ou seja, é feriado, não recebem).

O mês terminava com Maria de Lurdes Rodrigues a assobiar os alunos no final de um corta-mato escolar em Santa Maria da Feira. Porque, como ela disse, «eu grito mais alto».

 

  

E eis que rebenta a polémica da licenciatura manhosa do primeiro-ministro, obtida num Domingo, via fax, na defunta Universidade Independente. Mariano Gago gagueja quando lhe falam do assunto, o «Público» noticia que antes da «licenciatura» na Independente já o título de Engenheiro estava na sua biografia oficial na Assembleia da República, Sócrates desfia o novelo do costume na «clarificadora» entrevista à RTP.

Entretanto, o Ministério da Educação toma medidas contra o abandono escolar. O fim das reprovações por excesso de faltas é a medida mais eficaz, porque se nunca reprovam, pode sempre dizer-se que continuam na escola.

Ao mesmo tempo que quase não há candidatos para o Prémio de Professor do Ano, o Lurditas d’Oiro, e que se debate os «rankings», ou falta deles, no ensino superior, chegamos ao 25 de Abril. E como a Revolução se fez para que houvesse igualdade entre todos, ficamos a saber que, para os dirigentes superiores da Função Pública, não há quotas para a avaliação do desempenho.

Continua o encerramento de escolas e a colocação de alunos noutros estabelecimentos com tantas condilções como aqueles que são encerrados. Sempre, sempre, sempre num interior cada vez mais esquecido e desertificado por causa de medidas como estas.

De um Governo que nem o direito à Greve respeita, vem a notícia de que « o Ministério das Finanças estipula que todos os serviços pertencentes à administração pública façam uma contabilização, obrigatória e imediata, dos trabalhadores que adiram ou não à greve». Ou como todas as estratégias são utilizadas para que os funcionários públicos tenham medo de exercer o seu inalienável direito – o direito à greve.

Estamos a chegar ao fim de Maio quando a comunicação social é atingida por um novo caso em que as liberdades democráticas estão ameaçadas – o caso Charrua, professor suspenso das suas funções na DREN por ter dito numa conversa privada, que alguém ouviu, que o Primeiro-Ministro é um filho da puta.

O caso Fernando Charrua representa o que de pior teve o regime socratino que agora finda. O terror, a censura, o culto do chefe. Numa conversa privada, Fernando Charrua terá dito que José Sócrates era um filho da puta. Tal qual nos tempos da PIDE, um inominável bufo ouviu o desabafo e foi contar às chefias. O professor foi suspenso de imediato e a sua comissão de serviços terminada. Iniciou-se então um processo disciplinar.

Num país decente, que não num lamaçal como Portugal, a Ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, teria sido demitida de imediato, bem como a directora-geral da DREN, Margarida Moreira, e o respectivo bufo. Num pa
s
decente, o Presidente da República concluiria que estava em causa o normal funcionamento das instituições.

Ao invés, o bufo foi promovido, a directora-geral foi reconduzida e a Ministra assobiou para o lado como se nada fosse – o mesmo fizeram o primeiro-ministro e o Presidente da República.

Alcochete, esse deserto da Margem Sul, «Jamais!», proclama o ministro Mário Lino. Até porque se houvesse um atentado na ponte, a ligação a Lisboa seria cortada, junta Almeida Santos. Tudo numa altura em que o ano lectivo está a terminar e os funcionários públicos, professores incluídos, exercem de novo o seu direito à greve. Mais do que a adesão, cujo verdadeiro alcance esbarrou na habitual guerra dos números, ficava o ensaio geral para um empolgante ano lectivo de 2007/2008, fértil em lutas e em manifestações.

São finalmente publicitados os lugares existentes para professores titulares. Começa a inenarrável, original e efémera divisão da carreira em professor e professor titular.

O primeiro semestre termina com os Exames Nacionais de acesso ao 12.º ano. Foi especialmente escandaloso o exame de Matemática, como Nuno Crato bem fez notar. Havia até perguntas do 1.º Ciclo. Assim, realmente, é fácil brilhar nas estatísticas.

 

 

 

Os 49 mil professores que pensaram que eram excelentes

são uma boa opção para leccionar nas turmas mais complicadas das escolas mais especiais. Parece-me óbvio – se são assim tão bons, devem ser eles a trabalhar nas escolas TEIP, por exemplo.

Isto parece-me tão interessante que estou tentar a apresentar esta proposta à senhora Ministra. Estou certo que os senhores professores e as senhoras professoras que tão rapidamentente espetaram a faca na classe estão absolutamente disponíveis para abraçar a causa. É que além de serem instrumentos nas mãos do Sócrates são certamente os melhores. Alguém tem dúvidas?

Esta ministra encontrou-se com os sindicatos, a outra encontrava-se consigo própria

Das reuniões de Isabel Alçada com as duas principais organizações sindicais de professores sai para já um facto: tudo se torna mais simples quando existe um mínimo de bom senso.

Não sei se daqui sairá um acordo, um meio acordo, ou uma mera manobra política para ganhar tempo. Sei que da parte do governo não existe vontade política de desfazer o seu principal cavalo de batalha durante quatro anos, mas apenas necessidade de salvar a face perante a iminência de perder na Assembleia da República uma guerra que já tinha perdido na rua.

Mas tem de se registar uma palavra no comunicado da Fenprof:

 

"Já em relação ao futuro modelo de avaliação, houve consenso nos grandes princípios por que se deverá orientar – formativo, com implicação na carreira e relevante para o desenvolvimento profissional dos docentes – faltando agora conhecer quais as propostas que o ME apresenta para a sua concretização."

 

Está sublinhada por mim, a palavrinha consenso. Não dói nada, viram? A sensação que fica é que com a anterior ministra e seus ajudantes nem sobre se estava a chover ou a fazer sol era possível empregar a tal palavra. O que já faz parte daqueles capítulos onde combate político e imbecilidade se misturaram, e que espero não se volte a repetir tão depressa.

Boston Legal

Curriculum de Valter Lemos

 

 

Curriculum de Isabel Alçada

 

 

Sobre estes Mestrados feitos em Boston, ver  aqui.

Isabel Alçada – a mentira começa no próprio nome

 

Começa mal, a nova Ministra da Educação Isabel «Alçada».

Primeiro, mentiu descaradamente sobre o convite para o Governo – obviamente que não foi feito na véspera, mas sim muitos meses antes. Ana Maria Magalhães, colega de escrita, confirma-o explicitamente quando refere que aceleraram a escrita do último livro da colecção «Uma Aventura», dada a perspectiva de ela poder vir a ser Ministra.

Depois, vem a mentira do nome. Como já li por aí, deve ser a primeira vez que um Ministro é conhecido pelo pseudónimo e não pelo nome verdadeiro. Neste caso, Maria Isabel Girão de Melo Veiga Vilar. Claro que dá jeito em termos comerciais, não é?

Pelo menos, não mente no «curriculum», como fazia a outra. Foi professora do 2.º ciclo e assume-o sem vergonha. Sempre achei que fazia falta no Ministério da Educação alguém que soubesse como realmente funcionam as escolas portuguesas.

 

 

 

Manifesto pelo fim da divisão na carreira VI

No seguimento de alguns dos posts anteriores, permitam-me que aborde uma questão central nesta discussão: de um lado os professores. Do outro o país.

Esta foi a formulação básica (em todos os sentidos) que o ME usou – dizem agora, os que estão de saída, que a culpa foi do assessor, mas eu, que vejo muitos filmes, acho sempre que o Mordomo nunca é o culpado.

Vamos imaginar que o modelo de avaliação (que não está em prática porque o que existe é uma anedota) e o estatuto (outra aberração) são os melhores do mundo.

Sim, eu sei que é um esforço grande, mas tentem.

O.k. Está a ser complicado… deixa ver… conseguiram? Não…

Mas, vamos fazer de conta, a sério… Mesmo a brincar, do tipo, é a sério.

 

O que é que melhorou na vida e nas aprendizagens dos nossos alunos com esta trapalhada toda?

Depois de 4 anos de um (des)Governo maioritário e ditatorial na Educação, o que é que melhorou na Escola Pública?

Quantos Pais, hoje, depois de 4 anos, preferem meter os filhos na Escola Pública do que numa instituição Privada?

Porquê?

Manifesto pelo fim da divisão na carreira II

Escrevi um dia depois das eleições legislativas que este era o momento de acabar com o Estatuto Maria de Lurdes.

 

E tal convicção resultar apenas de um facto que ainda ninguém me provou ser errado. Vejamos.

 

Os entendidos da economia e da gestão, os tais que quase levaram o planeta à falência cavalgando as ondas do capitalismo são os que dizem: "Não podem chegar todos ao topo da carreira".

Pergunta-se qual a razão que sustenta tal convicção. Respondem: dinheiro.

 

O.K.. Tudo bem. Se a argumentação se coloca aí, não há nada para dizer. Uma pessoa que suba na carreira ganha mais que uma outra que não suba. La Palice não diria melhor.

 

Permitam-me outra pergunta: mas, do ponto de vista do funcionamento da escola, o que é que isso acrescenta, em termos de qualidade?

 

Ah… pois…

 

 

Podemos ainda ver a coisa de outro modo – na tropa, o novo parque de diversões do Malhador mor do reino, há uma hierarquia porque há funções diferentes, há tarefas que não são iguais. Isto é, não fazem todos a mesma coisa.

Acredito que em boa parte das empresas privadas – não ignoro as que geridas pelos mestres da gestão vão à falência deixando empregados na miséria – também aconteça a necessidade de divergir funções, logo, funções diferentes, carreiras diferentes. Na boa.

 

Mas, no caso da docência, o que distingue a função no primeiro dia de aulas do último dia de uma carreira? Nada. A natureza funcional da tarefa é exactamente a mesma. Sem tirar, nem pôr: por isso é que temos novos e velhos, homens e mulheres, colocados "à sorte" em todas as escolas do país, porque a função profissional é reconhecida por todos. E sempre igual!

 

Diria que para função igual, carreira igual. Aqui reside a impossibilidade do tal Estatuto Maria de Lurdes.

Que, claro, nos obriga a questionar outras coisas, mas sobre essas escreverei mais tarde.

 

 

Ministros não contam – quero saber é de política

Não me interessa saber quem é a nova Ministra e estou ainda menos interessado em saber o que vai acontecer à velha. Ministra, pois claro.

Quero saber é se o Estatuto vai ou não ao ar.

Quanto à avaliação continuo a achar que andar com ela a fazer de bandeira é um erro.

Ministra só há uma, o fim do estatuto e mais nenhuma!

Isabel Alçada: Um «post» óbvio

 

 Será que Isabel Alçada já estava a pensar neste dia quando escreveu «Uma Aventura na Casa Assombrada»?

E qual será a alma penada que vai assombrar aquela casa de má fama a partir do dia de hoje? 

O que está a dar é a literatura

mesmo a juvenil. O Ionline confirma Isabel Alçada como nova Ministra da Educação, baseando-se nas movimentações em curso para a substituir como directora do Plano Nacional de Leitura, o que faz sentido.

Tendo a vantagem de ter sido professora, e de não o omitir da sua biografia como o fez Maria de Lurdes Rodrigues, o que sempre lhe dá algum conhecimento da realidade, não deixa de trazer a marca sagrada do eduquês em Portugal: o mestradozinho em Boston.

É certo que alguns superaram a formatação, mas são excepções, e duvido que Isabel Alçada fuja da regra.