Polícia manda fechar “banca” da ILC-AO na Feira do Livro do Porto

Rui Valente

É no mínimo irónico que a Câmara Municipal do Porto tenha decidido homenagear um combatente da Liberdade na edição deste ano da Feira do Livro da “invicta”.

Liberdade foi tudo o que não houve ontem, dia 12 de Setembro, quando três elementos da Polícia Municipal cercaram a “banca” da ILC contra o Acordo Ortográfico, obrigando à sua desmontagem e à cessação imediata da recolha de assinaturas.

De nada serviu invocarmos a Lei 17/2003, que diz expressamente que a recolha de assinaturas é livre e gratuita, e não pode ser impedida por quaisquer entidades públicas ou privadas. A isto responderam os agentes da autoridade que o espaço em questão — em plena Avenida das Tílias, nos Jardins do Palácio de Cristal — é um “espaço privado”. [Read more…]

Feira do Livro do Porto: o regresso

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Organizada pela Câmara Municipal do Porto. O programa de actividades é variado.

O último a sair que apague a luz e feche a porta

Depois da Feira do Livro, isto.

O calote, o AO90 e a Feira do Livro do Porto

Vale Formoso

Rua do Vale Formoso, 1976 (http://on.fb.me/19cVSkJ)

O Porto é a minha cidade. Foi lá que nasci e cresci. É, sem sombra de dúvida, a melhor cidade do mundo.

O calote é um problema que afecta – há muito, há muito – a nossa sociedade. Quando me lembro do problema do calote, lá vem o Leitmotiv, lá vêm o Fasolt e o Fafner. Claro, o Wagner não podia faltar.

O problema do calote, segundo leio nos jornais de referência, é um dos Leitmotive desta carta. Contudo, ao ler abril, ação, afeta, afetação, Arquitetura (duas vezes!), ativamente, atividade (idem!), atratividade, atuação (três vezes!!), Diretor (quatro vezes!!!), Diretora, indireto, maio, projeto (três vezes!!), projetos, setor, setores e trajetória, grafias que violam as mais elementares regras da ortografia portuguesa europeia, aquilo que a carta pretende denunciar passa-me completamente ao lado. Em lingoagem: se não fossem os jornais de referência, não perceberia patavina daquilo que se pretende com a missiva. Há, pelo menos, cinquenta cúmplices desta deriva. Sim, porque, das duas, uma: ou não leram o que subscreveram, ou leram e não se importaram.

O problema da indiferença é ainda mais grave do que o do calote. O vergonhoso cancelamento da edição de 2013 da Feira do Livro do Porto já foi denunciado, aqui no Aventar, pelo António Fernando Nabais. Até o presidente do F.C. Porto quis ajudar. Nada. Uma vergonha. Como escreveu Pedro Guilherme-Moreira [Read more…]

O Diletante e a Quimera, de Pedro Medina Ribeiro

Saíu hoje, Dia Mundial do Livro, o novo título de Pedro Medina Ribeiro.

Ainda não o li e não posso opinar sobre ele. Mas sobre a escrita bela, luminosa e transparente de PMR, posso.

A seu tempo, aquando da saída do seu primeiro livro, dei disso notícia no Aventar. Volto agora a fazê-lo a propósito de “O Diletante e a Quimera” com a certeza comprovada e consabida de que recomendo um grande escritor, de voz clara e cristalina, alheio a modas e contemporaneidades algo vácuas e fúteis, como se o nosso tempo não fosse plural e vário, como se não fôssemos quase todos tocados pela emergência do “hoje cheirando a amanhã” na actual configuração multimédia do mundo.

Por isso mesmo a escrita de Pedro Medina Ribeiro se impõe como “diferente”, por parecer alhear-se da necessidade imediatista de afirmar-se “moderna”, por ser sua, genuína e extraordinariamente bela, por nos remeter para um tempo que, paradoxalmente, transporta algo de intemporal. [Read more…]

Dia Mundial do Livro

Como hoje, 23 de Abril, se comemora o Dia Mundial do Livro, vale a pena aproveitar o dia para reflectir.

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http://on.fb.me/12EwGRm

Eu sei…

… É difícil perceber. Mas será para perceber?!

Ficções sem hora marcada

Rui Oceano estacionou cuidadosamente o seu Simca de colecção. Tirou um paninho de flanela, friccionou com cautela todos os frisos, guardou cuidadosamente o paninho no estojo de pele, bateu a porta muito devagar e dirigiu-se para o palco da feira do livro. Era caro para a sua Câmara, mas valia a pena: os seus concidadãos acotovelavam-se nos escaparates, homens de letras abancavam em sítios combinados e faziam dedicatórias. O povo gostava, e Oceano, o Rio, (Rui, aliás) estava feliz.
Por dentro. Por fora, aquela máscara de mau feitio. De quem pensa que, pelo facto de ter estudado numa escola de referência, deve  ser olhado de baixo, para a sua superioridade. Aquele ar de quem tem sempre razão e nunca se engana, como o Outro. [Read more…]

A propósito da Feira do Livro do Porto

É obrigatório gostar: Quero a Feira do Livro do Porto de volta. Troco pelo Circuito da Boavista.

Código da Estrada no Porto: os livros perdem prioridade

feiralivroportoEstá suspensa a realização da Feira do Livro do Porto, em 2013. A Câmara Municipal, ainda presidida por Rui Rio, tem dinheiro para “sustentar os 700 mil euros de prejuízo do Circuito da Boavista, houve dinheiro para sustentar a empresa de Filipe La Féria em igual montante durante a sua polémica passagem pelo Teatro Rivoli, num negócio que saiu caro à cidade, aos seus artistas e aos agentes culturais” (Porto24), mas não está disposta a investir no apoio a um evento profundamente enraizado na história da cidade.

Tal como na estrada, é tudo uma questão de prioridades: no Porto de Rui Rio, a cultura e produtos derivados, como os livros, têm de deixar passar os carros, especialmente se forem desportivos.

A imagem de cima mostra a Feira do Livro noutros tempos e foi encontrada em Do Porto e não só. A imagem que se segue corresponde ao projecto de Rui Rio para a Feira do Livro deste ano. [Read more…]