Excedente Orçamental

Fui à Conservatória da Trofa, de manhã, para tratar de um documento para o meu filho.

Já lá não ia há algum tempo, e deparei-me com um serviço com evidentes sinais de degradação, falta de pessoal e equipamentos fora de serviço.

A máquina das senhas não funcionava.
O ecrã onde acompanhamos as senhas estava desligado.
Os poucos trabalhadores de serviço estavam com ar exausto.

Uma hora e meia após ter lá chegado, fomos informados que o documento em questão já não poderia ser tratado hoje.

Tinham ficado “sem sistema”.

Algumas das pessoas, fartas da espera, exaltaram-se.

Como se a culpa do mau funcionamento do famoso sistema fosse dos funcionários da Conservatória.

Eu limitei-me a perguntar se havia previsão para o problema estar solucionado.

Não havia.
Viemos embora.
Uma hora e meia perdida para nada.

O excedente orçamental também é isto.

Optimismo revisto em baixa

Apesar do excedente orçamental que Montenegro vai herdar, o maior na história da democracia portuguesa, o discurso da máquina de propaganda da AD começou a mudar no dia a seguir as eleições. Já o cenário económico, nacional e internacional, continua o mesmo. Exactamente o mesmo.
Onde até dia 9 havia optimismo desmesurado, crescimento económico perto de 4% e soluções para os trabalhadores da Educação, da Saúde, da Justiça e da Administração Pública, em geral, a par de espaço para descidas significativas nos impostos, existe agora uma revisão em baixa das promessas eleitorais. Sem que nada, rigorosamente nada, tenha mudado.
Parece-me, por isso, uma questão de tempo até percebermos que pouco ou nada vai mudar. Talvez se satisfaçam as exigências dos polícias, mais para conter André Ventura do que para responder às necessidades dos agentes de autoridade, mas é possível que só a elite económica e os avençados do novo regime sintam os efeitos da almofada socialista. Resta-nos a ironia.

António Costa, o bom aluno

Tenho aqui uma reflexão para partilhar convosco.

É o seguinte:

O governo anunciou um excedente orçamental de 0,8%. Qualquer coisa como 2.190.000.000€.

Há quem olhe para isto e veja o copo meio-cheio.

Eu vejo um governo que optou por andar mais rápido do que aquilo que se propôs, para mostrar a Bruxelas que é o “bom aluno”, prejudicando, para o efeito, o funcionamento dos serviços do Estado.

Prejudicando as condições dos profissionais da Educação, da Saúde, da Justiça e da generalidade da Administração Pública.
Com as consequências que se conhecem: greves, escolas disfuncionais, urgências encerradas e processos adiados e prescritos.

E porquê? [Read more…]