Também tu? E tu?

Estou longe, felizmente muito, de perceber o que é uma swap. Dá para perceber que é uma forma de alguns ganharem dinheiro à custa do Estado. Sempre em grande quantidades e por isso passível de distribuições generosas pelos amigos.

visao

E, se Rui Machete é o exemplo supremo do centrão Luso, não deixei de me espantar com o PSD ontem. Fiquei de boca aberta quando vi o Marco António  a falar destas coisas. É que também por cá, por Gaia, há muito que se fala da relação impossível entre Menezes e as boas contas, bem como das Swaps que Guilherme Aguiar (Vereador PSD) seria responsável. A visão de hoje confirma e demonstra o que todos já sabiam – Guilherme Aguiar, uma das escolhas do PSD para Gaia, é responsável por uma boa parte dos problemas financeiros de Gaia. E, se foi assim como Vereador, o que poderia acontecer, na Presidência? [Read more…]

Rostos da Crise

Acontece em Barcelos, como bem pode estar a acontecer em Famalicão, Braga, Guimarães, Trofa ou Vizela; há muitas fábricas fechadas, muitas a fechar, muitas mais a implodir porque já só tiveram dinheiro para entregar o IVA de mercadorias que ainda não lhes foram pagas. Acontece em Barcelos. Estamos cercados.

As perversas receitas da troika

Ainda recentemente,  9 de Abril, Stiglitz escrevia aqui o seguinte:

Com efeito, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Central Europeu (BCE) estão exigindo por norma a trabalhadores irlandeses e aos cidadãos a suportar o fardo de erros que foram cometidos pelos mercados financeiros internacionais. Mas é importante reconhecer que estes erros sejam, pelo menos em parte, atribuíveis à sequência da desregulamentação e das políticas de liberalização que foram defendidas pelo FMI e pelo BCE e que estas políticas proporcionaram benefícios significativos para o sector financeiro.

Sem esquecer, deixemos, por instantes, as cedências à direita de Sócrates (código do trabalho, isenção de tributação fiscal de mais-valias avultadas e privatizações em sectores estratégicos), assim como as propostas neoliberais de Coelho (redução ao mínimo do Estado Social). Olhemos o longíquo horizonte, do mundo e dos poderes dominantes. Só por incapacidade visual ou falsa fé, é concebível aceitar que este género de receitas, também divulgadas aqui (embora rapidamente desmentidas desta forma: Governo
diz que FMI não propôs trocar subsídios por certificados
),  não são sejam perversas e duras para a economia portuguesa.

Talvez fosse escusado salientar que os significativos efeitos da quebra de rendimentos do funcionalismo público, mediante a conversão do pagamento de Subsídios de Natal e de Férias em  certificados de aforro ou títulos do tesouro, se repercutirão muito negativamente no consumo privado. Com a inevitável intensificação de falências no comércio e pequena indústria, bem como a consequente quebra de receitas do Estado em  encargos sociais, impostos directos e indirectos.

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Mais insolvências e sem surpresa

Uma das coisas mais chatas destes nossos dias é que há cada vez menos surpresas. Por isso, ler que “há mais de mil as insolvências registadas em território nacional até ao final do primeiro trimestre”, não é nada de propriamente excitante.

Antes pelo contrário, é algo que surge como natural. Mas não deveria ser. Encolhemos os ombras e pensamos ‘onde está a novidade?’. A questão é saber se merecemos isto. Se calhar merecemos.

Cego é quem não quer ver e Sócrates não quer!

Boys abandonam o navio! Justiça se faça vamos todos para o fundo mas Sócrates tambem vai!

O desemprego está a crescer como não pode deixar de ser. As empresas fecham todos os dias, não há investimento, há a maior retracção ao crédito dos últimos anos e a duplicação do crédito mal-parado!

A procura interna e externa retraiu-se é pois normal que a tesouraria das empresas não tenha capacidade de expansão. Todos sabemos isso menos o primeiro ministro que continua no convés do navio a tocar clarinete enquanto o navio se afunda, como se viu e ouviu em recente entrevista.

O Boletim Estatístico do Banco de Portugal (tambem tu, Constâncio?) vem confirmar os maus presságios, pior, vem-nos dizer que a tendência é a de piorar mas  a dimensão e o ritmo dessa tendência é muito preocupante. Em apenas um ano o crédito mal parado cresceu de 2.5 mil milhões para 4.5 mil milhões o que quer dizer que as empresas estão moribundas.

As falências e o desemprego vão continuar a um ritmo crescente durante todo este ano e, na altura de contar os despojos , a situação vai estar próxima de uma falência mas esta nacional. O que sobrar não vai aguentar o esforço necessário para pagar pensões, fundos de desemprego, serviço da dívida.

Entretanto, o nosso primeiro ministro, sozinho e com a água pelo pescoço, desafina no convés!

As falências não falecem

Todos os dias temos notícia de falência de empresas deitando para a o desemprego milhares de trabalhadores.

 

Inexoravelmente, a crise, pese embora a propaganda e os números falsos atirados contra a miséria, vai fazendo o seu caminho, perante a incapacidade dos governantes. Da mesma forma que nada são capazes de fazer contra o desemprego, tambem nada são capazes de fazer a favor do emprego, criar postos de trabalho, criar riqueza, única forma de manter o nível de vida das pessoas.

 

Milhões atirados para cima dos bancos, que supostamente chegariam às empresas, pouca relevância têm quando o que está em jogo é a dura realidade do mercado de trabalho, dos mercados que deixaram de comprar ou dos preços que deixaram de ser competitivos.

 

Bem podem os políticos socialistas colocar os seus nas empresas públicas, controlar bancos e escolher a dedo os negócios que ajudam ou os que deixam cair, que não substituem a iniciativa da sociedade civil na produção de bens transaccionáveis e exportáveis e que substituem importações.

 

Endividar o país e construir pontes e autoestradas é fácil , muito fácil. Daqui a dez anos estamos tão pobres e sem tecido empresarial como estamos agora e aí íniciaremos um novo ciclo de obras públicas e assim sucessivamente. Alimentar a besta insáciavel.

 

Desde " o condicionamento industrial de Salazar" que é assim, o Estado e a visão centralista de meia dúzia de grandes grupos económicos, a ganhar dinheiro em monopólio

e/ou em cartel, sem risco, abafando a iniciativa privada, tolerando aqui e ali iniciativas mas nunca fazendo delas " a paixão" de governar.

 

Todos os dias fecham empresas, apesar dos milhões disponibilizados, das medidas gritadas aos quatro ventos, dos 600 000 trabalhadores no desemprego.

 

Percebi bem esta incapacidade quando o ex-Presidente Eanes dizia, que o que mais o horrorizava no poder ,apesar dos imensos meios colocados à sua disposição, era a incapacidade de poder resolver os problemas concretos das pessoas.

 

Ninguem diz a Sócrates que é mais fácil calar uma voz incómoda na TVI do que criar um único emprego?