As falências não falecem

Todos os dias temos notícia de falência de empresas deitando para a o desemprego milhares de trabalhadores.

 

Inexoravelmente, a crise, pese embora a propaganda e os números falsos atirados contra a miséria, vai fazendo o seu caminho, perante a incapacidade dos governantes. Da mesma forma que nada são capazes de fazer contra o desemprego, tambem nada são capazes de fazer a favor do emprego, criar postos de trabalho, criar riqueza, única forma de manter o nível de vida das pessoas.

 

Milhões atirados para cima dos bancos, que supostamente chegariam às empresas, pouca relevância têm quando o que está em jogo é a dura realidade do mercado de trabalho, dos mercados que deixaram de comprar ou dos preços que deixaram de ser competitivos.

 

Bem podem os políticos socialistas colocar os seus nas empresas públicas, controlar bancos e escolher a dedo os negócios que ajudam ou os que deixam cair, que não substituem a iniciativa da sociedade civil na produção de bens transaccionáveis e exportáveis e que substituem importações.

 

Endividar o país e construir pontes e autoestradas é fácil , muito fácil. Daqui a dez anos estamos tão pobres e sem tecido empresarial como estamos agora e aí íniciaremos um novo ciclo de obras públicas e assim sucessivamente. Alimentar a besta insáciavel.

 

Desde " o condicionamento industrial de Salazar" que é assim, o Estado e a visão centralista de meia dúzia de grandes grupos económicos, a ganhar dinheiro em monopólio

e/ou em cartel, sem risco, abafando a iniciativa privada, tolerando aqui e ali iniciativas mas nunca fazendo delas " a paixão" de governar.

 

Todos os dias fecham empresas, apesar dos milhões disponibilizados, das medidas gritadas aos quatro ventos, dos 600 000 trabalhadores no desemprego.

 

Percebi bem esta incapacidade quando o ex-Presidente Eanes dizia, que o que mais o horrorizava no poder ,apesar dos imensos meios colocados à sua disposição, era a incapacidade de poder resolver os problemas concretos das pessoas.

 

Ninguem diz a Sócrates que é mais fácil calar uma voz incómoda na TVI do que criar um único emprego?

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