Ouve-me

Liliana Garcia

E se em vez de um apagão feminino fizermos antes um clarão feminino?
Séculos de história já trataram de apagar o feminino. Nós conseguimos melhor que apagões. Colocar a mulher na obscuridade não me parece a melhor forma de luta para aumentar a visibilidade do papel da mulher na sociedade, seja para lutar contra a violência doméstica, seja para lutar pela igualdade de direitos. É no silêncio que se vão apagando mulheres vítimas de violência doméstica.
A igualdade de género não vai lá com apagões, mas sim com clareza, a começar pela clareza de pensamento. Quantas de nós se questionam sobre os papéis que assumem como seus (são uma clara vontade da mulher ou imposição social)? Quantas de nós educam os filhos, ou as filhas, no sentido da igualdade de género? [Read more…]

A surpresa vem do Porto

vanessaNo campeonato nacional de voleibol feminino o Colégio do Rosário (Porto) está a ser a surpresa, que, em boa verdade era esperada.

Depois do fim da primeira fase, ficaram apurados para a fase final os dois finalistas da época passada – o Ribeirense (Açores) e o Leixões (Matosinhos) – o Belenenses (Lisboa) e o Colégio do Rosário (Porto).

Nesta fase as quatro equipas jogam todas contra todas, mas em jornadas duplas. Este fim-de-semana o Rosário venceu, em casa, os dois jogos contra o Ribeirense e o Leixões ganhou também ao Belenenses os dois jogos.

Faltam ainda seis jogos a cada equipa e por isso o espaço de manobra é pouco. O Rosário tem 28 pontos, mais 5 que o Rosário e mais onze que o Leixões. Assim, mesmo que o Leixões recupere 6 pontos (dois jogos em casa contra o Rosário) ficará a cinco e …

Contado que o Belenenses irá perder os seis jogos, a chave para a qualificação estará nos Açores onde o Leixões tem que ir ganhar  para ter alguma possibilidade de chegar à final.

Parece-me, no entanto, que a final está desenhada e por isso a minha aposta vai para um Ribeirense / Rosário.

Elas também jogam

Portugal é um país com futebol a mais e desporto a menos. E, no feminino a situação, pelo menor protagonismo do futebol,ribeirense é mais delicada. Um olhar pela Comunicação Social, mais ou menos tradicional, mostra uma ausência da prática desportiva pelas mulheres, o que está longe, muito longe, de corresponder à realidade.

Nos últimos anos tenho vindo a acompanhar com atenção o Campeonato Nacional de Voleibol  e este ano voltarei aos pavilhões, nomeadamente aos do Grande Porto. [Read more…]

As Sereias estão na final com o Ribeirense

Está fechada a segunda fase do Campeonato Nacional Feminino de Voleibol.leixoes

O Ribeirense (Açores) e o Leixões (Matosinhos) são as duas equipas que vão disputar, à melhor de três, o título nacional.

Curiosamente, depois de o Ribeirense ter garantido um lugar na final há muito tempo, para este fim-de-semana ficou marcada uma jornada dupla entre o Leixões e o Gueifães. O Leixões tinha 4 pontos de vantagem e, por isso, tudo estava em aberto.

Na tarde de sábado, o Gueifães conseguiu vencer por 3-2 e, por isso, todas as decisões ficaram adiadas para o último jogo.

Hoje, Domingo e a jogar em casa, o Leixões tinha que conseguir, pelo menos 2 sets, que garantiam 1 ponto, tão necessário para o acesso à final.

O Gueifães entra no jogo a ganhar e vence o primeiro set. Mas, as Sereias, apoiadas por um público fantástico conseguiram dar a volta ao jogo e venceram, de forma muito clara o 2º set.

Com muita emoção e entrega de todas as Sereias, o 3º set  acabou por ser ganho pelo Leixões por 25-22!

Estava conseguido o objectivo da época: o Leixões está na final!

Leixões e Ribeirense a caminho da final

Está aí a segunda volta da fase final do Campeonato Nacional de Voleibol Feminino.volei2

O Ribeirense (Açores) está no primeiro lugar e das três equipas do grande Porto que procuram um lugar na final, o Leixões aparece com maiores possibilidades de lá chegar.

Hoje, domingo, joga-se o segundo jogo da 4ª jornada dupla – ficarão a faltar 4 jogos a cada equipa – no Castêlo da Maia, às 15h, a equipa da casa recebe o Leixões. Nos Açores o Gueifães tenta manter-se na corrida.

Para as próximas semanas teremos a visita das Açoreanas a Matosinhos e os jogos do Leixões, também em casa com o Gueifães. Claro que também teremos os jogos, sempre em dose dupla por fim-de-semana: Castêlo / Gueifães e Castêlo / Ribeirense.

Voleibol – vai começar a fase final

Está concluída a primeira fase do campeonato nacional de voleibol feminino.IMG_4636

Não houve, em termos de classificação, grandes surpresas – as equipas que se apresentaram como favoritas conseguiram, todas, o apuramento, natural para a fase final:

Ribeirenses (Açores), Leixões (Matosinhos),
o Gueifães e o Castêlo (ambas da Maia).

A  2ª fase disputa-se a duas voltas, com todos contra todos, mas sempre com jornadas duplas, um jogo ao sábado e outro “igual” ao domingo: na primeira ronda, este fim-de-semana, o Ribeirenses joga com o Gueifães e o Leixões recebe o Castêlo.

As duas primeiras passam para a final e em função do que se viu na primeira fase, aposto no Leixões e no Ribeirenses.

Leixões já está na frente

do Campeonato Nacional de Voleibol.

Voleibol Feminino – campeonato começa a aquecer

O campeonato de Voleibol Feminino continua e já se começa a evidenciar a força das quatro equipas com mais argumentos – neste momento o Castêlo, o Leixões, o Ribeirense e o Gueifães ocupam os 4 primeiros lugares. Se não houver surpresas, serão estas as 4 equipas que vão disputar a final four do título.

Este fim-de-semana, em Matosinhos, as Marias do Leixões têm jornada dupla:

– Sábado, 15h – Leixões / Belenenses;

– Domingo, 17h – Leixões / Castêlo.

A entrada é grátis.

 

Voleibol a quantas andas?

Não começa bem a época em termos de organização, pelo menos é o que parece a quem é observador externo: há jogos adiados, outros que não se realizam…

Não é fácil fazer o ponto de situação, mas aqui fica o esforço possível:

– Na 1ª jornada o Ribeirense dos Açores ganhou, em Matosinhos, 3-2 ao Leixões;

– Na 2ª a equipa dos Açores perdeu em casa com o Gueifães, num resultado que, à primeira vista, surpreende.

– Na 3ª jornada, o Leixões não jogou e o Ribeirense também não. Sobrou o derby da Maia, onde as meninas do Gueifães conseguiram vencer as do Castêlo por 3-2.

Nestas três primeiras jornadas houve jogos entre as candidatas e o Belenenses foi quem mais aproveitou. Depois de perder com o Gueifães na 1ª jornada, viajou até à Madeira onde ganhou 2 jogos. De regresso a Lisboa venceu o St. Tirso por 3-0 e com 3 vitórias segue na frente do campeonato.

Mas amanhã, dia 1 de novembro, em Matosinhos, às 19h, há mais:

Leixões  – CS Madeira.

Aparece! É grátis!

(E aqui entre nós: tem miúdas giras!)

Campeonato Nacional de Voleibol Feminino

A tribo do Volei é uma tribo especial!

Há duas marcas que distinguem o ambiente do Voleibol daquele que eu conhecia melhor, o do futebol: a relação entre adversários, seja ao nível das atletas, das equipas técnicas, seja ao nível dos adeptos. Até a cumplicidade entre os atletas e as equipas de arbitragem é diferente.

E a segunda marca é o fair play, a capacidade de apreciar o jogo pelo jogo, a cumplicidade com o jogo no que ele tem de mais verdadeiro.

Fiquei fã e por isso tenho seguido com atenção os últimos campeonatos nacionais de voleibol feminino.

Em Portugal, a I divisão tem 10 equipas: o Sporting Clube de Braga, o Castêlo da Maia e o Gueifães, ambas da Maia, o Belenenses e a Lusófona de Lisboa, o Ginásio de Santo Tirso, o Leixões de Matosinhos, dos Açores, o Ribeirense (bi-campeão nacional) e da Madeira duas equipas: o Câmara de Lobos e o Madeira. [Read more…]

O processo masculino-feminino

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Esqueçamos mais uma vez a nossa falência, falemos de amores e dos debates sobre as formas de amar que existem.

O grande debate do dia é: ser homem, ser mulher, namoro heterossexual, namoro do mesmo sexo, namoro entre o mais novo e o mais velho.

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É a pressão familiar, estúpidos

O Público descobriu ontem uma evidência estatística com décadas: o sexo feminino anda a alcançar melhores resultados escolares que o masculino. Desde a década de 80 que o número de raparigas inscritas na Universidade de referência em Portugal é superior em quase todos os cursos. As explicações também são fantásticas: basicamente parece que o ensino é mais virado para elas, os professores não se preocupam com as diferenças, e mais meia-dúzia de idiotices pegadas, dignas de quem nunca meteu os pés numa escola, e faz pseudo-ciência através de uns inquéritos e similares.

A razão, meus senhores e senhoras, é muito simples, e nada simpática: o tratamento familiar dado à menina não é o mesmo que é dado ao menino. A menina é mais reprimida, mais pressionada, não a deixam sair de casa tantas vezes, e sabe que prosseguir estudos é hoje o equivalente ao matrimónio para se pirar de casa.

É a mentalidade arcaica que funciona como alavanca de algo que nada tem de especial: qual é o problema de termos gerações onde o saber é maioritariamente feminino, se durante séculos a inversa foi verdadeira?

Le soutien (sutiã) = apoio

Quando a escritora e feminista Maria Velho da Costa comandou as mulheres no movimento de libertação feminino, começou pelo soutien. E com razão! Se há alguma peça de vestuário bem feminino e que caracteriza as mulheres é o apoio. Às mamas!

Fizeram uma bela fogueira ali entre o Marquês de Pombal e o Parque Eduardo VII, tiraram os soutiens e vá de fazer um “auto de fé” com a peça feminina por excelência.

Claro, que foi o ínicio de muitas outras coisas, como os jeanes, as t-shirts e as sapatilhas de que resultaram estas mulheres maravilhosas, eternamente jovens e meninas. Eu aderi imediatamente. Desde logo porque ficaram mais jovens e bonitas (nunca gostei do tipo mulher “marqueza” ) e porque tudo era mais simples e prático. Para elas e para nós.

Mas o problema (há sempre um problema) é que as mulheres querem fazer a vida militar e para andarem a correr e ” à batatada” não podem e não dá jeito andarem com as “pendurezas” a oscilar demasiado. E, aí está, o primeiro movimento a favor dos soutiens que já partiu das mulheres Suecas, que criticam não haver no seu uniforme uns soutiens “à maneira”.

São elas próprias que têm que comprar o seu próprio soutien, normal, que não está adaptado e que se rasga com relativa facilidade.

Agora começo eu ( e elas, aposto) a tentar perceber porque nunca foi colocada a questão de, em vez de se chamar ” soutien”, que dá logo a ideia de uma peça íntima e feminina, não lhe termos chamado aquilo que ele é na verdade. Um simples apoio. Lá se vai a carga erótica e feminina, mas eu, por uma vez, deixo de andar aqui feito “tolo”, ora bato palmas por deitarem fogo à peça (literalmente) ou grito de contente por ver as mulheres com as mamas a saírem do decote!