Camaradagem

Wagner Os maestros cantores Coro

Foi, para mim, um grande prazer um dia de receber um telefonema de um professor do secundário para me convidar a escrever com um grupo dos seus amigos, todos do Norte de Portugal. Eu apenas conhecia os meus livros escritos e publicados pelas casas editoras das casas deste, hoje em dia, o meu país, por gentileza do Estado e dos amigos do governo passado. Fiquei impressionado. Agradeci e aceitei. Desde esse dia, nunca mais parei de escrever para este grupo, denominado Aventar, útil para deitar as penas e desabafar ideias abstractas. Além dos textos, havia uma conversa entre os camaradas, no denominado diálogo. Toda ideia o facto, era ai comentado. Com simpatia e bom humor.

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Dois milhões por um anúncio

Está explicada a dificuldade que tivemos em arranjar alguém que apoiasse Sócrates aqui no Aventar, apesar de termos recorrido a um anúncio. Primeiro é preciso ter dois milhões de euros em dinheiro vivo ou contrapartidas (é preferível que o dinheiro não seja nosso) e alguns boys que se saibam mexer, só depois é que se faz o anúncio de apoio. Estamos sempre a aprender. Viva a cidadania.

Le soutien (sutiã) = apoio

Quando a escritora e feminista Maria Velho da Costa comandou as mulheres no movimento de libertação feminino, começou pelo soutien. E com razão! Se há alguma peça de vestuário bem feminino e que caracteriza as mulheres é o apoio. Às mamas!

Fizeram uma bela fogueira ali entre o Marquês de Pombal e o Parque Eduardo VII, tiraram os soutiens e vá de fazer um “auto de fé” com a peça feminina por excelência.

Claro, que foi o ínicio de muitas outras coisas, como os jeanes, as t-shirts e as sapatilhas de que resultaram estas mulheres maravilhosas, eternamente jovens e meninas. Eu aderi imediatamente. Desde logo porque ficaram mais jovens e bonitas (nunca gostei do tipo mulher “marqueza” ) e porque tudo era mais simples e prático. Para elas e para nós.

Mas o problema (há sempre um problema) é que as mulheres querem fazer a vida militar e para andarem a correr e ” à batatada” não podem e não dá jeito andarem com as “pendurezas” a oscilar demasiado. E, aí está, o primeiro movimento a favor dos soutiens que já partiu das mulheres Suecas, que criticam não haver no seu uniforme uns soutiens “à maneira”.

São elas próprias que têm que comprar o seu próprio soutien, normal, que não está adaptado e que se rasga com relativa facilidade.

Agora começo eu ( e elas, aposto) a tentar perceber porque nunca foi colocada a questão de, em vez de se chamar ” soutien”, que dá logo a ideia de uma peça íntima e feminina, não lhe termos chamado aquilo que ele é na verdade. Um simples apoio. Lá se vai a carga erótica e feminina, mas eu, por uma vez, deixo de andar aqui feito “tolo”, ora bato palmas por deitarem fogo à peça (literalmente) ou grito de contente por ver as mulheres com as mamas a saírem do decote!