A tribo do Volei é uma tribo especial!
Há duas marcas que distinguem o ambiente do Voleibol daquele que eu conhecia melhor, o do futebol: a relação entre adversários, seja ao nível das atletas, das equipas técnicas, seja ao nível dos adeptos. Até a cumplicidade entre os atletas e as equipas de arbitragem é diferente.
E a segunda marca é o fair play, a capacidade de apreciar o jogo pelo jogo, a cumplicidade com o jogo no que ele tem de mais verdadeiro.
Fiquei fã e por isso tenho seguido com atenção os últimos campeonatos nacionais de voleibol feminino.
Em Portugal, a I divisão tem 10 equipas: o Sporting Clube de Braga, o Castêlo da Maia e o Gueifães, ambas da Maia, o Belenenses e a Lusófona de Lisboa, o Ginásio de Santo Tirso, o Leixões de Matosinhos, dos Açores, o Ribeirense (bi-campeão nacional) e da Madeira duas equipas: o Câmara de Lobos e o Madeira.
Nos últimos anos a equipa do Ribeirense, dos Açores, profissional, tem ganho com relativa facilidade as provas nacionais – este ano é, novamente, a principal favorita ao título. O campeonato vive numa situação algo estranha – de um lado as equipas insulares com dinheiro para investir em equipas profissionais e do outro as equipas do continente onde o voleibol é uma ocupação pós-laboral. É verdade que os ventos mudaram na Madeira e isso vai sentir-se na competitividade das suas equipas.
O finalista vencido do ano passado, o Gueifães e o Leixões serão as equipas que devem ter um lugar assegurado na final four que vai disputar o título. Em condições normais, o Castêlo e o Braga irão lutar pelo quarto lugar, sendo que as equipas de Lisboa podem também aparecer nesta disputa. É claro que isto são palpites de adepto e a prova do erro estará aí ao espreitar de cada jogo: o blogue da Vanessa Rodrigues, atleta do Leixões e o SOVOLEI, são duas sugestões para acompanhar este campeonato ao detalhe.
E agora, ‘bora lá servir!






Tenho muita pena de as TV só exibirem jogos de futebol – e por vezes volei e futsal e nunca os jogos só de meninas – ainda há muito machismo e o negócio da compra e venda de homens como quem compra vacas e carneiros é mais do que odioso – se calhar seria interessante haver também “quotas” para as TV públicas (como há para empregos de topo e de chefias de topo que são todos masculinos e nem fui nunca nem serei nunca feminista e odeio feministas só por serem feministas e yupies) e não só futebol embora até veja os jogos de bola na TV mesmo sem perceber nada de nada – mas vejo – só para ver e oiço os comentadores alguns que são tão ridículos que nem sei como são juristas e cirurgiões e presidentes de CM parecendo de uma infantilidade e tão ridículos, que são uma “lástima”
1-Voleibol profissional nos Açores, na Madeira? Quem paga?
2- no continente (ainda…) é uma “ocupação pós-laboral”??
Realmente, há muito, muito tempo que ando afastado do voleibol…
Luiz Carvalho
1 – http://aventar.eu/2012/02/05/eu-nao-quero-pagar-os-estrangeiros-das-equipas-madeirenses/
2 – Pois…
JP