Francisco José Viegas, o anjinho da procissão

000z90cfO chamado acordo ortográfico (AO90) assentou em três ilusões: o “critério fonético” (traduzido na expressão “escrever como se fala”), a “simplificação” da ortografia para facilitar a aprendizagem e a uniformização ortográfica do mundo lusófono como meio de criar textos ortograficamente iguaizinhos.

Não foi necessário perder muito tempo a pensar para se chegar, rapidamente, à conclusão de que o “critério fonético” acabaria por impedir a criação de uma ortografia única, cuja inexistência, aliás, já estava patente no texto do AO90, em que se admite que ponto máximo a atingir será o da “aproximação ortográfica”, o que correspondeu a destapar de um lado e tapar do outro. Nada disto, no entanto, tem servido de impedimento para que pessoas investidas de autoridade continuem a mentir, anunciando um futuro em que deixará de haver versões diferentes do mesmo texto ou edições diversas do mesmo livro.

Defender a simplificação de qualquer conteúdo a fim de facilitar a aprendizagem é um logro que serve para desvalorizar a importância do esforço e faz parte de um programa facilitista que está na base, por sua vez, de um processo de desinvestimento na Educação. Ainda por cima, um sistema ortográfico mal concebido e, portanto, incoerente, é fonte de confusão e nunca será fácil de aprender. [Read more…]

Francisco José Viegas

PORQUE NÃO SE DEVE ATENTAR CONTRA A HONRA DAS PESSOAS LEVIANAMENTE:

Francisco José Viegas

Porque reconheço em Francisco José Viegas uma enorme integridade, não posso deixar de reagir a alguns posts que aqui no Aventar têm sido publicados, nomeadamente, este escrito pelo Ricardo Santos Pinto.

Todos temos direito a opiniões próprias. E quase todas as opiniões devem ser respeitadas. Agora fazer extrapolações de alguns factos reais para, expressa e literalmente, se pôr em causa o carácter de um Homem bom, sério e competente, é algo que nos deve inquietar. Assim:

1.- No ajuste directo em causa, a empresa adjudicatária denomina-se “Ideias e Conteúdos – Produções em Comunicação – Sociedade Unipessoal, Lda”., que, como a própria firma diz, tem apenas um sócio que se chama Ana Paula de Sousa Bulhosa (informação pública disponibilizável em qualquer Conservatória do Registo Comercial).

2.- O montante do ajuste, obviamente, que não foi entregue a FJV, mas sim à empresa adjudicatária que, presumo, com ele deve ter pago os necessários custos de produção (estudos, projecto, deslocações, filmagens, staff, etc.), bem como, garantido a sua legítima margem de lucro.

3.- Sinceramente, não sei nem posso asseverar que 138.600,00€ são ou não exagerados para pagar a produção de 7 documentários (para TV e DVD) de aproximadamente 1 hora cada. O que sei é que, na minha confessada ignorância, o valor em causa não me sugere, sem mais, quaisquer suspeitas.

4.- FJV foi a pessoa escolhida para coordenar e apresentar os referidos documentários. Como não disponho de quaisquer informações privilegiadas, presumo, novamente, que deva ter recebido honorários por tais serviços. O que é natural, normal e legítimo.

5.- Em defesa da verdade, o ajuste foi efectuado pela Direcção Regional de Cultura do Norte e não pela Secretaria de Estado da Cultura ou pelo Ministério da Cultura de então.

6.- O pagamento do montante da adjudicação teve o co-financiamento do Programa Operacional Regional do Norte, da Fundação EDP, da RTPN e das autarquias de Mesão Frio, Peso da Régua, Lamego, Sabrosa, Sernancelhe, Moimenta da Beira, Tabuaço, Mogadouro e Freixo de Espada à Cinta.

7.- A opinião dominante aponta no sentido dos referidos documentários além de possuírem qualidade, proporcionaram à região retorno económico (como resulta de breve procura na net).

8.- Por último, mas de maneira nenhuma menos importante, a decisão de fazer os documentários através da referida empresa estava tomada pela DRCN em Janeiro de 2009; Elísio Costa Santos Summavielle só se tornou Secretário de Estado da Cultura em 31 de Outubro desse ano.

A excelência na Blogosfera nacional!

“A pornografia televisiva em redor do Haiti vai no mesmo sentido. Eduardo Pitta fala do assunto — e bem. De um milhão, o número de vítimas passa a meio milhão; de meio milhão está agora em 50 mil, mas há quem avance 200 mil. Mas ajuda-ajuda-ajuda, vê-se pouco”. – uma posta fantástica, como sempre, de FJV no seu A Origem das Espécies.

Provavelmente, o melhor blog nacional “a solo”. Os seus “cantinho do hooligan” são melhores que ler A Bola, o Record e O Jogo por junto!