Portuguese Fenders,

de Frank Zappa. Efectivamente.

Hoje, obviamente, não há *contatos no sítio do costume

Das Älterwerden ist in der Tat eine Erfahrung, die man nicht vorwegnehmen kann und wahrscheinlich ist das Sterben erst recht auch eine solche Erfahrung, die man nicht vorwegnehmen kann.
Hans-Georg Gadamer

We’ve seen it hard, we’ve seen it kind of rough.
Clinton/Worrell

More specifically, all training conditions that included the visual modality lead to more on-target productions than the audio-only training.
van Maastricht, Hoetjes & van der Heijden (2019)

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A razão para não haver *contatos no Diário da República de hoje é simples e conhecida: ao sábado, não há Diário da República. Ontem, porque hoje é sábado, foi sexta-feira e, além disso, não foi feriado em Portugal. Por isso, houve Diário da República. Quando há Diário da República, a possibilidade de aparecerem espécies invasoras é extremamente elevada.

E essa possibilidade não tem a ver, note-se, com características concretas do Diário da República. O Diário da República mostra a quem quiser ver (há quem não queira ver) que o Acordo Ortográfico de 1990 afectou de forma negativa a consciência grafémica dos escreventes de língua portuguesa. Efectivamente, o Diário da República reflecte aquilo que actualmente acontece nas escolas de todos os graus de ensino, nas instituições de Ensino Superior, nas instituições de formação, nas instituições de investigação, nas empresas privadas, no sector público, nos partidos, nas agremiações, nas associações, na vida privada, enfim, em todo o lado. E o Diário da República, de facto, é uma montra. No entanto, como sabemos, uma montra não reflecte correctamente aquilo que se passa no armazém. O aspecto da montra é sempre óptimo e o espaço da montra é exíguo, sendo mostrada uma diminuta quantidade e uma reduzida variedade dos artigos que se encontram no armazém. O armazém, acreditai, é bem pior.

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Efectivamente, um cê dá muito jeito e faz imensa falta

–Looka there… They don’t care…
Frank Zappa

Me and Tim Ford stole a car once in San Bernardino. One of those early Austin Healeys with red leather tuck and roll and wire wheels.
Sam Shepard

L’arc aboli de tristesse élancée
Dans une lutte imperceptible, ultime
Se raffermit conjointement, minime ;
Les dés sont à demi lancés.
Michel Houellebecq

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Exactamente.

Embora, como sabemos, haja quem não saiba.

Apresentada mais uma excelente recaída do Expresso, resta-me desejar-vos a continuação de uma óptima semana.

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O Júri pode exigir o quê?

They are dumb proposals.
Frank Zappa

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O novo ano lectivo começa na próxima semana. Felizmente, como nos garantiram há uns anos, a aplicação do Acordo Ortográfico de 1990 corre sobre rodas.

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Hoje dá na net: Frank Zappa – Live Barcelona 1988

Palavras para quê? o músico do século XX em concerto.

A revolução do rock'n'roll existiu mesmo?

O leitor do Aventar vai a passar em frente de um edifício e sabe que no seu interior estão, em boa e pacífica convivência, nomes como Jimi Hendrix, John Lennon, Amy Winehouse, Beatles, Tina Turner, Little Richard, Rolling Stones, Mick Jagger, Kurt Cobain, Bob Dylan, Morrisey, etc. Que faz o nosso leitor? Entra?

Eu entrava, se estivesse em Nova York e passasse em frente ao Museu de Brooklin, onde, até ao fim deste mês, se encontra presente a exposição “Who Shot Rock & Roll: A Photographic History, 1955 to the Present” dedicada aos fotógrafos que acompanharam por dentro e por fora a história do rock & roll, gente que registou para a posteridade o Woodstock e Monterey, e andou tu cá tu lá com  Sex Pistols, Led Zeppelin, Kiss, Prince, Lou Reed, Elvis Presley, Janis Joplin, Frank Zappa e muitos outros.

Entre nuvens de fumos, alucinogénicos químicos e naturais, álcool a rôdos, pós de todas as proveniências e ressacas várias, é legítimo que se pergunte: a revolução do rock & roll existiu mesmo?

Existiu. As fotografias cá estão para o provar.