O Jornal de Notícias apanhado no acto

As noted by e.g. Poutsma, rather few prepositions “… exhibit no clear trace of having been formed from other words…”.

— Arne Olofsson, “A participle caught in the act. On the prepositional use of following

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A ausência de notícias acerca dos contatos e fatos no Diário da República não se deve à inexistência de contatos e fatos no sítio do costume: deve-se apenas a tarefas que me têm impedido de apresentar a sempre desagradável actualização do ponto da situação.

Quanto ao sítio do costume, voltaremos a falar em Janeiro de 2018.

Por ora, recordo que, actualmente, tudo continua, de facto, como dantes

e que 2018 – 2012 é muito, muito tempo, não é = 10, mas é = 6.

Por seu turno, o Jornal de Notícias  foi apanhado no acto. [Read more…]

Não faltam tentações para as mulheres sérias

Temos a janela sempre aberta, até fazem pouco de nós, as acaloradas, mas chega-se a uma idade em que é mesmo assim. E porque temos a janela aberta ouvimos a música dos vizinhos o dia inteiro. Naquele dia, era uma colectânea de êxitos dos anos 50 e 60 e passamos a manhã a ouvir o «Oh, Carol» e o «Sweet Caroline», que são canções que até dispõem bem. Só que depois o vizinho trocou o disco por uma colectânea do Elvis. Ui, o Elvis, disse a Filomena.

Começou a tocar o “Hound Dog” (conheço-as todas), e foi então que o espírito dele, do Rei, subiu por entre o quarteirão de escritórios, entrou-nos pela janela, muito pesadão, com o fato branco e a capa (capa!) dos concertos de Las Vegas, quando ele cantava com olhinhos de carneiro mal morto, e se lhe via o suor a pingar para cima das quarentonas na primeira fila, e lançava ursos de peluche para a plateia. E então as paredes do escritório estremeceram, o chão começou a vibrar, as pastas de arquivo saltitaram nas prateleiras, o fax começou a despejar páginas e páginas em branco, e o espírito do Elvis materializou-se naquele espaço entre as secretárias onde metemos a máquina do café. [Read more…]

A revolução do rock'n'roll existiu mesmo?

O leitor do Aventar vai a passar em frente de um edifício e sabe que no seu interior estão, em boa e pacífica convivência, nomes como Jimi Hendrix, John Lennon, Amy Winehouse, Beatles, Tina Turner, Little Richard, Rolling Stones, Mick Jagger, Kurt Cobain, Bob Dylan, Morrisey, etc. Que faz o nosso leitor? Entra?

Eu entrava, se estivesse em Nova York e passasse em frente ao Museu de Brooklin, onde, até ao fim deste mês, se encontra presente a exposição “Who Shot Rock & Roll: A Photographic History, 1955 to the Present” dedicada aos fotógrafos que acompanharam por dentro e por fora a história do rock & roll, gente que registou para a posteridade o Woodstock e Monterey, e andou tu cá tu lá com  Sex Pistols, Led Zeppelin, Kiss, Prince, Lou Reed, Elvis Presley, Janis Joplin, Frank Zappa e muitos outros.

Entre nuvens de fumos, alucinogénicos químicos e naturais, álcool a rôdos, pós de todas as proveniências e ressacas várias, é legítimo que se pergunte: a revolução do rock & roll existiu mesmo?

Existiu. As fotografias cá estão para o provar.

 

Em memória de Elvis: Long Live The King!

Um pouco por toda a parte, Elvis Presley está a ser recordado pelo seu 75º aniversário.

Não é caso para menos: foi um dos artistas mais influentes de todos os tempos.

Hoje, mantem toda a actualidade, como se pode ver pelas adaptações das suas canções, como é exemplo a do vídeo.
Long Live The King!

Elvis Presley nasceu há 75 anos

Se fosse vivo, Elvis Presley faria hoje 75 anos. Não criou o rock, era um cantor pouco mais que sofrível, apesar de um registo vocal amplo, um actor medíocre. Mas sabia mexer bem as ancas. E tinha imagem. E algum carisma. Sabia do que era ou não capaz, daí ter reconhecido nada saber sobre música. No seu estilo não precisava.

Elvis Presley tinha 42 anos quando morreu. Pelo menos é o que consta.