Irão, China e Jeffrey Epstein entram num bar israelo-americano

Why did US and Israel attack Iran and how long could the war last? - BBC News

Não choro a morte de Ali Khamenei. Um fanático totalitário a menos causa-me zero comoção. E já foi tarde.

Digo mais: por mim arranjava-se uma daquelas bombas do Gajo de Alfama, que fosse lá pelo cheiro a fundamentalista religioso, e antecipava-se o encontro com o Criador a todas as criaturas sedentas de o encontrar e de nos levar com elas. Independentemente da religião. Win-win.

O regime iraniano é execrável. E é também um produto directo da política externa norte-americana, parido pelo mesmo golpe de Estado que, em 1953, derrubou Mohammed Mossadegh. Seja como for, o fim do regime dos ayatollahs seria uma excelente notícia para qualquer pessoa que tenha a Liberdade como valor inalienável, mas a morte de Ali Khamenei não o garante.

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Nova Ordem Mundial

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Ainda sou do tempo em que Donald Trump era diferente dos outros, garantiam milhares de trumpettes no país e no mundo.

Ia acabar com a guerra na Ucrânia da noite para o dia, até se tornar mordomo de Vladimir Putin.

Ia denunciar pedófilos e revelar os ficheiros Epstein, até perceber que o seu nome aparecia muitas vezes nos documentos sobre o maior escândalo de pedofilia da história.

Ia defender os valores cristãos até transformar o velório de Charlie Kirk no Super Bowl neofascista.

Ia drenar o pântano até perceber que podia transformar os EUA numa oligarquia onde o nepotismo e as suas amizades pessoais seriam critério de selecção. E assim foi.

Ia acabar com a corrupção, mas depois percebeu que podia lucrar com ela e optou antes por normalizar o suborno e a usar a presidência para corromper e ser corrompido.

Ia combater as elites, mas mudou de alvo e decidiu combater a sobrevivência do americano médio para dar borlas fiscais aos mais ricos entre os mais ricos.

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Fugiu-lhe a língua para a verdade

Há quem tenha ficado surpreendido com o momento “ui que se me escapou uma pedofiliazita” do Dalai Lama. Eu não fiquei.

Quer dizer, fiquei surpreendido com o grau de obscenidade sem pingo de vergonha na cara. Alguém que pede a uma criança que lhe chupe a língua, com aquele à vontade, parece confortável com a perversão. E não parece estar a fazê-lo pela primeira vez.

Mas aquela surpresa-choque, sendo que falamos de um líder religioso, não senti. Se as instituições do Cristianismo e do Islão têm o historial que têm a abusar de crianças, com e sem pedofilia, porque é que haveria de ser diferente com o budismo tibetano?

Já para não falar nas companhias, e no facto da luta pela qual dá a cara ser frequentemente alvo de instrumentalização no âmbito da política externa de Estados pouco recomendáveis. E preparem-se: qualquer dia descobrimos que também andou pela ilha do Epstein.

O Dalai Lama, o príncipe Andrew e o Donald Trump entram num bar

na ilha do Epstein.