Sobre a mais recente indignação no universo futebolístico português

O Benfica está indignado? O Porto também, Fernando. Acho que era de aproveitar a onda e exigir a abertura de uma comissão de inquérito para esclarecer esta pouca-vergonha.

P.S: As imagens/repetições que vi durante o jogo de ontem não foram conclusivas. Pelo menos no calor do jogo, que não as voltei a ver. Mas digo-o, sem grandes rodeios, que o penalti que deu origem ao primeiro golo do Porto me pareceu uma grande treta. Não obstante, quer-me parecer que, na presente temporada, ainda temos saldo positivo.

Penálti sr. Árbitro

Escrever sobre bola é sempre um momento muito delicado em terras lusas – como alguém terá dito um dia, o futebol é a mais importante das coisas, de todas aquelas que não têm interesse algum.benfica

Mas, em Portugal há uma forma muito estranha de ver futebol – muito pouca gente vê futebol e quase todos, com umas lentes coloridas, observam apenas o que o coração quer ver, mesmo que os olhos teimem em mostrar uma realidade diferente.

O Sport Lisboa e Benfica só foi grande porque Salazar queria. Mais tarde, outros ganharam, apenas e só porque a fruta era de qualidade. De um lado ignoram-se craques como Jardel, Falcão ou Hulk e do outro, jogadores como Oblak, Aimar, Saviola ou Enzo não eram suficientes para se esquecerem colinhos e túneis.

Nos tempos mais recentes, o JJ mudou de lado, lá na BCI da mouraria e assiste sentado e em silêncio aos comentários do seu patrão, que um dia atrás do outro, insiste em dizer que todas as vitórias que Jorge Jesus teve vestido de vermelho, se deveram às caixas do Eusébio. Já agora, uma nota de interrogação: não há por aí uma só alma jornalística que pergunte ao JJ o que pensa ele desse comentário do patrão?

E, chega todo este paleio redondo aos vossos ecrãs, porque o fim-de-semana foi fértil em erros de arbitragem. Jonas saltou para uma falta inexistente, a mesma falta que levou Maxi ao chão. [Read more…]

Faltam 431 dias para o Fim do Mundo:

Organizar uma revista de imprensa ao Domingo não é pêra doce. Boa parte das notícias é como o arroz do dia anterior, requentadas.

O futebol domina e a tragédia de Cardozo poderia servir para um remake do filme: A Angústia do Guarda-redes na Hora do penalti só alterando para a angústia do atacante. E como o futebol é o ópio do Povo, o Euro 2012 marca a agenda com outro tipo de ânsias lusas: será a Dinamarca mais forte?  Fica uma pergunta: será que vão gastar o mesmo em estádios que se esbanjou em 2004? O Octávio, esse, não se cala.

Porém, o Mário Crespo e o processo Face Oculta dominam a agenda mediática da política nacional. As escutas, nas suas diferentes nuances, continuam a ser escutadas por todos com a máxima atenção. Um avisa que permite. Outro nem confirma nem desmente. Todos vão rumar à AR.

Enquanto tudo isto se passa mesmo em frente dos nossos olhos, Marco António Costa (e bem) sublinha o óbvio: o actual PSD não está à altura do momento. Na minha terra define-se o actual PSD desta forma lapidar: “Nem f… nem deixa f…er”. Ou em linguagem adaptada ao convento: nem procria nem deixa procriar.

Agora quero esse acordo muito bem explicadinho

Neste caso fala um gajo sindicalizado. Estou na fase da angústia do gajo sindicalizado no momento do acordo.

E ainda não percebi para que lado vai a bola, quanto mais se o remate é forte ou mais em jeito que em força.
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Pelo menos espero que não nos saia um penalti à Panenka, que são os mais abusados.

Já agora, o tal de acordo está aqui.