A arte como solução contra a epidemia de plástico no oceano e nas praias portuguesas

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Apresento-vos Goby, The Fish. Trata-se de um escultura feita de arame e malha de ferro ou aço, a fonte não é esclarecedora, instalada numa praia não faço ideia onde, algo que de resto é complemente irrelevante para o caso, onde se pode ler: “Goby loves plastic, please feed him”.

Esta foi a solução que as autoridades locais encontraram para substituir os velhos contentores. E o sucesso foi imediato, principalmente entre as crianças. Todas querem alimentar o Goby! E quanto mais se alimenta o Goby, menos plástico fica no areal das praias. Menos plástico chega ao oceano, que, neste ritmo, poderá em 2050 ter mais plástico do que peixes. [Read more…]

Câmara Clara

Não seria de espantar se um dia chegássemos à conclusão evidente de que a grande maioria das pessoas que temos ouvido opinar sobre a “questão Mapplethorpe” ouviu pela primeira vez falar do artista há quinze dias.

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Arte é arte

arte_santo_tirsoSilêncio, por favor. É arte.

Críticos de Arte

A Academia (Escola de Atenas), segundo Rafael:

e segundo o Google:

O único artista do mundo que…


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Os artistas antigos criavam as suas próprias tintas e tentavam esconder as fórmulas uns dos outros. Era um comportamento considerado normal, pouco merecedor de censura.
Agora, pela primeira vez, um artista (Anish Kapoor) tem o direito exclusivo de utilizar uma cor produzida industrialmente.
Ainda que mal comparado, é como a apropriação por registo de materiais da natureza, a privatização do ar ou da água, ou como se determinado escritor fosse o único autorizado a usar certas palavras.
Eu sei que não é bem a mesma coisa, mas…

Vandalismo ou arte?

comboio_vandalismoMarco Faria

Há uma certa tentativa maldosa para deturpar factos, fazendo com que um caso que é aparentemente claro, possa, aos poucos, transformar-se numa nuvem e numa polémica. Um grupo de jovens foi “grafitar” um comboio da CP, no Apeadeiro de Águas Santas-Palmilheira, na Maia. O episódio correu mal, e deu lugar a uma tragédia. Foi há uma semana. É de lamentar a perda de vidas humanas, sempre. Mas, por favor, não queiram fazer do revisor da CP o culpado da situação. Não adianta tentar inverter os papéis. Os jovens que vandalizam com tintas as carruagens em circulação – e eu sempre pensei que o fizessem em máquinas estacionadas durante a noite – conhecem os perigos em que se envolvem. Jovens tão corajosos para pisar carris com milhares de volts mas que se puseram a milhas e apenas se entregaram no conforto de uma esquadra policial em Madrid. Em consciência, sabem que cometeram um erro. E infelizmente foi fatal para três jovens. Mas não foi o pó do extintor que provocou a tragédia, foi sim a impertinência de rapazes que se achavam no direito de pintar e de danificar propriedade alheia. O Ministério Público irá arquivar o processo, obviamente. O revisor actuou de forma equilibrada e ponderada na protecção de interesses superiores (dos passageiros e da carruagem). Se há uma lição a retirar deste caso é que somos demasiado complacentes com estes comportamentos. As autarquias disponibilizam muitas vezes espaços adequados para os “graffiters”. Tenho a noção de que penalizar meramente comportamentos transgressivos pode, na verdade, não resolver nada, mas a criminalização é apenas um sinal de que se alguma coisa correr mal, os envolvidos poderão em teoria ser responsabilizados. Os pais que perderam os filhos têm o direito a constituir-se assistentes. Todos nós temos também o dever de pedir que os tribunais comecem a sancionar estes casos, obrigando, por exemplo, os miúdos a limpar as carruagens com o seu próprio esforço e pagando do seu bolso. Tendemos socialmente a desculpabilizar o “graffiti” como uma brincadeira de miúdos, ou arte de intervenção respeitável. Até ao dia em que alguma coisa corre mal, ou quando nos chega a casa o orçamento de remoção de pirataria decorativa pintada no nosso prédio. Sai-nos do bolso, caramba. Para que casos como este não se repitam, e também para que um certo esterco fértil das redes sociais não ande por aí a virar o bico ao prego e pretenda culpar e perseguir um revisor (e a sua família) que agiu com sensatez, eu tinha de dizer isto.

Traposweiler

A empresa francesa Agents & Talents teve uma ideia brilhante para dar alguma utilidade a três títulos de publicações francesas: “Merci pour ce moment” da ex-companheira do presidente francês Valérie Trierweiler, “Le suicide français” uma dissertação xenófoba sobre a França que amedronta Eric Zemmour e “Et si c’était vrai” por esse colosso da literatura banal Marc Levy. Transformou-os em trapos cheios de estilo aptos a limpar o fundo de qualquer panelão, wok ou chaleira.

Pano da Loiça Trierweiler

Três tentativas para adivinhar

Quem é o “maior e mais completo coleccionador de arte português do século XX“?

Património e patrimóino

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Tanta água passou debaixo das pontes e a direita portuguesa, através dos seus opinantes, na hora da verdade,mostra o ar castiço e reaccionário que lhe é atávico, afastando-se de qualquer réstia de cosmopolitismo com que alguns dos seus raros letrados insistem abençoá-la. A discussão a propósito da venda dos quadros de Miró patenteou até à obscenidade esta alma pequenina.

Pulido Valente escreve, no Público, um texto confusamente bronco em que, após exorcizar a ignorância do povo a que, com náusea, pertence – tentando mostrar que mais de 99% da população,designadamente os jovens licenciados, em relação aos quais parece nutrir um ódio especial, não faz ideia de quem é Miró e, a bem dizer, não sabem nada de nada -, alinha umas confusas linhas com considerações sobre se o pintor catalão tem alguma importância na história da arte em Portugal. [Read more…]

Conselho de Ministros (parte II)

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Relatava o secretário de estado da cultura:

– Há, no Museu Nacional de Arte Antiga, uns painéis de um tal Nuno Gonçalves, coisa antiga que…

– Venda-se! – diz a Albuquerque das Finanças – se é tão velho, esse tal Gonçalves deve ser algum pensionista e é preciso garantir a sustentabilidade etc. e tal.

– Também há um do Bosch e…

– Isso não! Não quero chatices com multinacionais de electrodomésticos!

– E quanto à custódia de Belém?- perguntava o s.e.c.

– Se é de Belém, o sr. presidente da República que fique com ela e resolva o que fazer- deliberou o Passos. E segue.

Os Mirós do Japão*

        Nos últimos dias, alguns jornais, nomeadamente o Público, noticiavam que havia uma petição on-line no sentido de impedir que uma colecção de cerca de 85 pinturas de Juan Miró, propriedade do Estado Português, fosse vendida. Desde logo apareceram os “bitaiteiros” do costume. Que sim, o Estado não tem capacidade para ser proprietário de tal colecção, e o montante da venda serviria para abater ao prejuízo daquele banco. Que não, a venda da colecção é um crime de lesa pátria. E por aí fora.

Por aquilo que fui lendo, o assunto incomoda, e parece que ninguém (da comunicação social a responsáveis do BPN, passando pelo Ministério das Finanças, etc.) esclarece o que de facto se passou. Felizmente há alguém que tem escrito sobre o assunto, e de forma acutilante. Lendo o que Manuel de Castro Nunes escreve (vários posts)  percebe-se tudo. [Read more…]

FLAN Colectivo

Um belo e criativo blogue com um grande post: Povo e Banqueiros.

Jardim vs. Bruno e a Arte de Bem-Foder

????????????????Entre o actual presidente do Sporting, Bruno de Carvalho, e o actual treinador do Sporting, Leonardo Jardim, vai a enorme distância entre a ejaculação precoce crónica e a arte de bem foder habitual. [Read more…]

Banksy, o mestre, mete o dedo no nariz dos galeristas

Banksy não é só um mestre, é também um senhor. Quem viu Exit Through the Gift Shop, um tratado sobre o estado actual da arte e seu comércio em forma de vídeo-documentário, percebe isso. Sendo que a arte sempre foi mercadoria é cada vez mais uma mercadoria que flutua em mercados vigarizados, que vogam ao sabor de uma crítica profissionalmente indigente e dos empreendedores do marketing rápido. Uma mercadoria que é sinal do tempo da vigarice financeira que atravessamos.

Na sua presente estadia em Nova Iorque deu agora um golpe de mestre: durante horas obras suas estiveram à venda, na rua, em Central Park. A 60 dólares quando o valor comercial de cada uma anda pelos 160 000 euros. Parece que ninguém comprou, não era uma galeria, quem ira acreditar na autenticidade das peças?

Gosto muito do P3 e do Público online (onde é por exemplo possível neste momento assistir ao primeiro webdocumentário português). Mas o facto de o Público remeter para o P3 aquele que é o grande acontecimento da arte mundial de 2013, precisamente a residência de Banksy em Nova Iorque, sem uma linha na secção de Cultura do seu online, diz tudo sobre a decadência de um jornal que já foi culto. Acordaram. Haja esperança.

Uma Nova Geração de Fotógrafos

fotografia-arteA internet, o facebook, as câmaras fotográficas digitais e os telefones que também fazem chamadas telefónicas têm catalisado o surgimento de uma nova geração de fotógrafos um pouco por todo o mundo.
Portugal, que faz parte deste mundo e do outro também, não poderia ficar para trás; depois de um bizarro portefolio ter animado a discussão em torno da fotografia pós-moderna em Portugal, surge agora nos Açores uma nova vaga de talento, ultra-modernismo e avant-garde.
Tudo é mais-que-perfeito na mise-en-scéne: a criteriosa selecção de cenários, a inclusão avisada de adereços, o uso divertido do flash, a extasiante assertividade tipográfica, as verosímeis referências ao meio marinho, a pose sensual e malabarística, tudo.

Virar ao contrário

Aqui está a saída para o nosso país – é só virar tudo ao contrário, não?

Mundo estranho, Leonardo da Vinci – O homem que queria entender de tudo

Excelente documentário, legendado em português, sobre a vida e obra de Leonardo da Vinci um dos nomes maiores do Renascimento. Sobre da Vinci, de resto, o mais difícil é escolher, tal a quantidade e qualidade de documentários e filmes diponíveis na net. O clássico A vida de Leonardo da Vinci, por exemplo, também está disponível. Com mais de 5 horas de duração, não esá legendado.

Da série Filmes para o 8.º ano de História
Tema 5 – Expansão e Mudança nos secs. XV a XVI
Unidade 5.2. – Os novos valores europeus

Pussy Riot, arte, punk e futurismo

Ou o neo-futurismo russo explicado aos portugueses.

What You see Might Not Be Real


Chen Wenling, What You see Might Not Be Real,  2009 [Read more…]

Impérios de Pedra – Coliseu

Documentário legendado em português sobre o Coliseu de Roma, um dos monumentos mais importantes da capital do Império.
Um anfiteatro «dedicado à morte», que surgiu a partir de um contexto político que é explicado no filme. O ideal para iniciar o estudo da arte em Roma.

As Sete Maravilhas da Grécia Antiga


Um documentário falado em português que aborda alguns aspectos da religião e da arte na Grécia Antiga, sendo que há espaço para factos e monumentos de que não se fala habitualmente durante as aulas. Ideal para terminar o estudo da Grécia Antiga.
Da série Filmes completos para o 7.º ano de História
Tema 1 do Programa: Das sociedades recolectoras às primeiras civilizações
Unidade 2.1. – Os Gregos no século V a. C.: O exemplo de Atenas

Segredos do Partenon

Documento em inglês, para traduzir, acerca do Parténon. Explica a sua construção e a sua importância no contexto da arte em Atenas.

Da série Filmes completos para o 7.º ano de História
Tema 1 do Programa: Das sociedades recolectoras às primeiras civilizações
Unidade 2.1. – Os Gregos no século V a. C.: O exemplo de Atenas

Francisco Tropa

Francisco Tropa, Scenario, 2011

Cultura, coesão e sanidade mental

« É difícil convencer os políticos de que a cultura não pode ser negligenciada“, disse a comissária da Cultura da UE em Lisboa. Acrescentou ainda:

A arte é um factor de coesão e que pode ser uma garantia de sanidade mental.

A sanidade mental…

Cultura, precisa-se!!

 

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