Reflectir é desarrumar os pensamentos

jean_rostand

Esta é uma boa resposta para quem vive formatado num determinado registo de pensamento. Talvez seja a hora de fazer uma reflexão profunda.

A Internet entrou na nossa vida

Na revista 2 do PÚBLICO de hoje, um artigo sobre como a Internet entrou na nossa vida e como poderá ser daqui a dez anos: a Internet tornou-se num “meio privilegiado de troca de mensagens, partilha pública da vida privada, meio de organização colectiva, instrumento de ajuda à democracia e às ditaduras. Daqui a outros dez anos, ninguém arrisca dizer como será um meio que todos os anos se transforma de forma avassaladora.”

Uma das constatações de especialistas entrevistados pelo PÚBLICO, é que “perdemos a capacidade de afastar as distracções e de sermos pensadores atentos, de nos concentrarmos no nosso raciocínio” ou, dito de outra forma, “está a fazer-nos perder a capacidade de concentração e a tornar-nos menos reflexivos”.

Usamos a Internet para trocar mensagens e para namorar, repara a jornalista em conclusão.

Não é perda de tempo pensarmos nas vantagens e desvantagens da Internet. Eu, por mim, vejo mais prós que contras. A Internet permite, só para dar um exemplo, esta troca de ideias concordantes e discordantes entre os leitores e os autores dos artigos no Aventar. Entre gente que não se conhece pessoalmente mas que, há medida que o tempo passa, ganha o título de «familiar». Sem nos conhecermos, escrevemos «caro»; «cara»; «abraço». Por que fazemos isto?

Os leitores poderão ajudar nesta reflexão!

Baralhar e dar de novo ou simplesmente fazer macete

Professores.

Este, como quase todos os meus escritos, é sobre professores e é uma espécie de ponto de ordem à mesa, na discussão que cresce na blogosfera educativa, sendo que, há algo irrefutável: ninguém foi de férias.

O Público trazia há dias um texto onde se fazia a dicotomia entre as redes sociais e a rua e onde defendi que em algum momento teremos de voltar à rua, porque, considerem ou não moderno e chique, é também na rua que se ganha o futuro.   A minha experiência como sindicalista (SPN, FENPROF), com muitos anos de trabalho em torno dos professores contratados e das questões da precariedade levam-me também a concluir que nada consegue substituir o contacto pessoal, a troca de ideias e de argumentos, olhos nos olhos – isto não vai lá só com facebook e blogues. Não vai! Como diria o outro, de bons likes está o inferno cheio.

E na rua, as vitórias são proporcionais à sua força, a mobilização de que fala o Miguel, e para isso o papel da FENPROF é fundamental. A luta dos professores na rua só acontece com a FENPROF – façam as leituras históricas que quiserem fazer, mas ou há FENPROF e temos os professores na rua ou não há FENPROF e não teremos os professores na rua. Até prova em contrário, esta é uma verdade sem contraditório.

Mesmo não o assumindo é isso que escrevem, sem escreverem, o Nuno e o Ricardo. Equacionam a necessidade de uma maior ligação entre os professores e os sindicatos, que naturalmente subscrevo. O Nuno acredita que “É possível imprimir uma nova dinâmica aos sindicatos fazendo-os sair da zona de conforto”, enquanto o Ricardo vê cada  vez com “maior dificuldade a tão necessária reaproximação dos professores aos sindicatos“, mas defende que “primeira fase de uma qualquer estratégia, passa exatamente por discutir.” [Read more…]

Relectir sobre o país

Um minuto de silêncio para reflectir sobre o que correu mal…

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Já está? Ok, vamos lá fazer essa campanha e ganhar votos. Não se esqueçam de dizer que somos os maiores. Os erros, já sabem, são dos outros. Nós somos os bons.

Mais um 2010

(adao cruz)

(Dedico este quadro aos netos do amigo Raul Iturra)

A simplicidade pode estar fora dos nossos padrões habituais de reflexão, o que torna muito mais difícil a compreensão da maravilhosa complexidade dos seres e do mundo. (adao cruz)