A Internet entrou na nossa vida

Na revista 2 do PÚBLICO de hoje, um artigo sobre como a Internet entrou na nossa vida e como poderá ser daqui a dez anos: a Internet tornou-se num “meio privilegiado de troca de mensagens, partilha pública da vida privada, meio de organização colectiva, instrumento de ajuda à democracia e às ditaduras. Daqui a outros dez anos, ninguém arrisca dizer como será um meio que todos os anos se transforma de forma avassaladora.”

Uma das constatações de especialistas entrevistados pelo PÚBLICO, é que “perdemos a capacidade de afastar as distracções e de sermos pensadores atentos, de nos concentrarmos no nosso raciocínio” ou, dito de outra forma, “está a fazer-nos perder a capacidade de concentração e a tornar-nos menos reflexivos”.

Usamos a Internet para trocar mensagens e para namorar, repara a jornalista em conclusão.

Não é perda de tempo pensarmos nas vantagens e desvantagens da Internet. Eu, por mim, vejo mais prós que contras. A Internet permite, só para dar um exemplo, esta troca de ideias concordantes e discordantes entre os leitores e os autores dos artigos no Aventar. Entre gente que não se conhece pessoalmente mas que, há medida que o tempo passa, ganha o título de «familiar». Sem nos conhecermos, escrevemos «caro»; «cara»; «abraço». Por que fazemos isto?

Os leitores poderão ajudar nesta reflexão!

Comments

  1. Konigvs says:

    A internet tem imensas vantagens, são tantas e que todos conhecem que nem vale a pena enumerar. Mas é como tudo, em excesso faz mal.
    Sobre as efeitos nefastos da internet relembro uma entrevista de Ingrid Betancourt ao Vaz Marques no programa “Pessoal e Transmissível” da TSF:

    “Qual foi a transformação mais surpreendente, para si, que encontrou no mundo quando foi solta em 2008 após seis anos e meio de cativeiro na selva Ingrid Betancourt?

    Os telemóveis. Quando me sequestraram os telemóveis eram pesados e não serviam senão para telefonar. Hoje em dia com um telemóvel fazes de tudo (…) isso foi para mim uma incrível descoberta.

    E a outra coisa foi o tema aquilo que hoje em dia serve para publicitar-se….devo dizer facebook, twitter (…) devo confessar (…) que não gosto….
    Dá-me a impressão que estamos perdendo o que é essência da comunicação humano, que é sentar-se num café e falar com as pessoas, hoje em dia não há tempo para estar num café para falarmos com as pessoas, porque sentamos num computador falando com as imagens virtuais de muita gente. O contacto pessoal estamos a perdê-lo.

    (…) De alguma maneira pergunto-me como será o mundo amanhã, quando os jovens perderam a sensação do que é “perder tempo” com uma pessoa a falar. (Pois eu penso que é ganhar)
    É importante também perder tempo… é importante que nos dediquemos a coisas profundas…e eu creio que não há nada mais profundo que dedicarmos o tempo aos outros. Não a si mesmo, porque o problema é que na internet dedicamos tempo ao nosso ego…a nos vendermos a nos publicitarmos da melhor maneira, a criar um espaço virtual onde mostramos uma imagem virtual de nós mesmos da forma que nos queremos vender… hmm . Sim sou cética.”

  2. António M. C. Carvalho says:

    O que mais me preocupa é o abuso que dela podem fazer os mais novinhos. Para nós, adultos, (eu não arrisco adivinhar a idade da Maria do Céu mas pelas suas preocupações deve ser “adulta com sólida formação moral”…) é na realidade uma faca de dois gumes extraordinária.
    Um dos maiores perigos que encontrei são os blogues. Pior do que as drogas, que nunca fui tentado a experimentar e dos facebooks, twitters e quejandos que nunca me atrairam. Mal nos descuidamos estamos viciados e a perder inutilmente tempo que nunca nos chega para fazer o que é preciso.

  3. maria celeste d'oliveira ramos says:

    O Sorriso do encontro casual dos que hão-de sempre de ficar desconhecidos (FP)

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