Isto já é gozar com o Diabo

Simplória Demagogia, Bésame Mucho!

Cartaz 11Há certos espíritos dobrados sobre si mesmos, a boca autocolada à pilinha-pombinha, num círculo fetal perfeito fecal, que insistem em revisitar o passado como se a respectiva reescrita a martelo e a respectiva releitura marreta fossem passíveis de operacionalização. Não são. Por exemplo, algures por Março de 2011, houve efectivamente uma alma peregrina, com as mãos sujas de comissões atrás de comissões em razão do seu poder, alma aliás sobre a qual decidi nunca mais escrever, que baseou toda a sua pré-campanha e campanha eleitorais na afirmação aflitiva do que não faria, daquilo a que se recusaria, caso fosse reeleito: governar com o FMI. Tipo: um gajo está teso, endividado até ao caralho-sem-pescoço, mas faz peito e diz ao testa-de-ferro dos credores: «Pá, devo-te cem. Ganho trinta. Vai-te foder, mas nem penses que conto com a tua ajuda para te pagar.»

Estou para saber como é que a Argentina não resistiu a disponibilizar-se para o FMI que veio destruir ainda mais o que estava debilitado. Estou para saber como é que mesmo o Brasil não foi capaz de passar sem a mesma disponibilidade, já longínqua, para que o FMI viesse cagar leis, pareceres e medidas, como conselheiro e messias autorizado por Brasília. O que é que estava na cabeça dos gregos, dos irlandeses, dos argentinos, dos brasileiros? Como puderam disponibilizar-se para governar com o FMI?! [Read more…]

Adolf Hitler

Ele anda por .

grécia

Juros da Troika equivalem a 20 linhas TGV Lisboa-Madrid

Segundo a revista Visão, os juros a cobrar pela Troika ( 34.400 milhões de euros num empréstimo de 78.000 milhões) correspondem a:

38 pontes Vasco da Gama

10,5 novos Aeroportos de Lisboa

20 linhas TGV Lisboa-Madrid

123 aviões Airbus A 380

17,5 fábricas Autoeuropa

265 hospitais

Não será isto aquilo a que chamam “viver acima das nossas possibilidades”?

A comunicação do Primeiro-Ministro ao país, feita na véspera da troika apresentar o memorando

o ilusionista

É de ler e ouvir o que Sócrates disse ao país sobre o que o não seria o memorando da troika e o que, depois, se veio a saber. Engana-me, que eu gosto.

Finalmente, uma linha de discurso no PSD

PPC veio com a linha de discurso ou nós ou eles. Na verdade, ele disse ou eles ou nós mas isto é apenas um detalhe. Por uma vez se vê uma argumentação que possa ser desenvolvida para pôr a descoberto os anos de governação que nos levaram à bancarrota. Sim, porque é disso que se trata neste empréstimo de 78 mil milhões de euros. 7800 euros a cada um de nós, seja bebé, seja moribundo. E atendendo a que apenas pagam impostos cerca de 3.5 milhões de portugueses isto dá hmmm é só fazer as contas.

Sobre a participação de Teixeira nos Santos no One Man Show Sócrates

sócrates e teixeira dos santos - comunicação ao país sobre a troika

Sócrates pede à oposição “sentido de responsabilidade” e elogia Teixeira dos Santos (e comprova-se que Teixeira dos Santos ainda não foi para as Caraíbas ou para outro lugar distante da próxima campanha eleitoral).

 

Adenda
Se procura a tradução do  ‘Memorando do acordo estabelecido com o FMI-BCE-CE’, siga este link.

A mensagem de Sócrates ao país sobre a ajuda externa

Nota: Se procura a tradução do  ‘Memorando do acordo estabelecido com o FMI-BCE-CE’, siga este link.

 

Citando de memória, foi isto que Sócrates disse ao país:

Governo chegou a acordo hoje. É um acordo que defende Portugal. A imprensa andou a dar notícias especulativas. Não há mexida no subsídio de férias nem de Natal. Não há mais cortes na FP. Não é reduzido o salário mínimo. Cortes nas pensões a cima dos 1500 €. Aumento das pensões mínimas. Não é precisa revisão constitucional. Não há privatização na CGD. Não há despedimentos na FP. Saúde continua tendencialmente gratuita. Mantém-se a escola pública. Não é privatizada a SS. Nem alterações nas idades da reforma.  Ainda não pode adiantar detalhes [Se não é completo qual é a credibilidade disto?].

As principais 5 medidas são:

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Dia complicado para os pavões

The Dead PeacockSócrates vai falar ao país em S. Bento. No mesmo local onde deu à TVI a última entrevista. Dia complicado para os pavões.

 

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Vai anunciar que se vai demitir…

ups, isso já ele fez.

 

o pecador calimero

(imagem republicada)

Uma Troika Atrasada e Desatinada

Será do clima, da água ou de alguma coisa que por cá se põe na sopa, mas os símbolos da pontualidade e da eficiência adquiriram rapidamente características de nativos, tal e qual os emigrantes portugueses no Luxemburgo.

Então não é que a troika anda atrasada e desentendida, desconversando da raiz à ponta dos cabelos, sem acordo interno -entre si mesmos- que possibilite o tal acordo externo? Ora, para ficarem assim, bem podiam ter permanecido em casa, isso fazemos nós melhor do que eles sem a ajuda de ninguém. Em matéria de atrasos, desacordos e desconversas nós somos os mestres e os rapazinhos estagiários.

Não tarda vêmo-los aterrar na Portela com fatos de astronauta, a beber Perrier e com rações de comida liofilizada nas pastas de executivo. Ou, então, começamos a exportar clima, água e sopa para todos, da Grécia à Finlândia. Uma europa ao nosso ritmo é melhor do que uma a várias velocidades e sempre diminuímos, por essa via, o raio da dívida externa.

Finlândia, a inspiração para Sócrates

Como certamente se recordarão, a Finlândia foi até há dias o modelo socrático para tudo e mais alguma coisa.

Esqueceram-se estes copiadores de soluções dos outros que em Portugal vivem os portugueses e que na Finlândia vivem os finlandeses. Como agora ficou bem claro, quando quase metade dos finlandeses se está nas tintas por ter sido o modelo de Sócrates.

Os troca-tintas e a troika-tintas

Em adição aos troca-tintas internos – por culpa de alguns destes, diga-se –  outros de fora vêm ao nosso encontro com idêntico ímpeto. É o caso, por exemplo,  de Olli Rhen, comissário europeu, e de Dominique Strauss-Khan, director-geral do FMI, ao pronunciarem-se sobre a ‘ajuda externa a Portugal’. Quase em simultâneo, Rhen afirma: “Apoio deve estar concluído nas próximas semanas””; Strauss-Khan, por sua vez, garante: “Não vai ser rápido, nem fácil”.

Afinal em que  ficamos? A pergunta é legítima.  Talvez fosse útil esclarecer junto do terceiro comandante da troika, o Sr. Trichet do BCE. Ou talvez não; correríamos o risco de levar com uma resposta do tipo: “Não vai ser lento nem rápido, nem fácil, nem concluído”.

Quanto aos homens de terreno da troika, lá andam por Lisboa. A ver documentos, contas e broncas  armazenados em computadores. Que se saiba, já chegaram à brilhante conclusão de que as casas em Portugal devem ficar mais caras, porque 76% dos portugueses vivem em casa própria. Como não tivemos bolha imobiliária – por enquanto – há que providenciar o seu enchimento artificial e promover o mercado de arrendamento. [Read more…]

Um país a afundar

Um barco que há muito começou a meter água, a afundar, encalhado, em agonia. Assim é, assim está Portugal! Como a maioria dos portugueses, senão todos, sinto que caminhamos para o abismo.

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Os políticos não se entendem, criticam, acusam, e nada fazem para tirar o país desta crise sem fim. A oposição conseguiu finalmente o que queria: derrubar o Governo e obrigar o país a recorrer à ajuda externa, sem pensar nas consequências que isso trará para o país, para os portugueses.

Sinto que, para os políticos de hoje, o que interessa é chegar ao poder, custe o que custar. Nem que isso implique arrastar os portugueses para a miséria, onde muitos já se encontram. O PSD não apoiou o PEC IV, levando à demissão do Governo, o que a meu ver, veio agravar ainda mais a situação económica do país – as principais agências de notação financeira baixaram a classificação da dívida pública e dos bancos portugueses, que por sua vez, “fecharam a torneira” ao Estado, tornando insustentável a governação.

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Relectir sobre o país

Um minuto de silêncio para reflectir sobre o que correu mal…

… … … …

… … … …

Já está? Ok, vamos lá fazer essa campanha e ganhar votos. Não se esqueçam de dizer que somos os maiores. Os erros, já sabem, são dos outros. Nós somos os bons.

A economia, parente pobre da “Ajuda Externa”

Ao querer centrar as culpas apenas em Sócrates – e ele é um dos máximos culpados, mas não o único – pratica-se um acto de branqueamento de outros altos responsáveis pela situação económica a que Portugal chegou. Em editorial de hoje, o ‘El País’ é certeiro na análise, quando diz:

A sociedade portuguesa enfrenta agora uma situação paradoxal. A ajuda financeira da UE não significa que os problemas económicos do país tenham terminado; apenas se evita uma situação pior para a insolvência do país, falhar pagamentos. Em troca do resgate europeu, a economia portuguesa terá de aplicar um programa drástico de ajustamento, similar ou mais duro do que o plano de Sócrates reprovado no Parlamento.

O epicentro do pedido de resgate foi o sistema financeiro, com particular protagonismo dos banqueiros; banqueiros estes que, com afiada ganância e em concertação com os grandes empreiteiros de obras públicas e sociedades advogados, inundaram o Estado de dívidas de PPP’s  e outras – o actual PR foi quem, como PM, inaugurou a moda em Portugal. Outros seguiram-no. Já aqui, em Janeiro passado, chamávamos a atenção para o facto de haver banqueiros interessados na entrada do FMI em Portugal.

A economia foi engolida pela onda de alienações a estrangeiros de unidades industriais e da destruição das produções agrícolas e pesqueiras. O turismo, o comércio dominado pelas grandes superfícies, mais as exportações da Auto-Europa, de uns vinhitos, de cortiça desvalorizada e ainda uns trocos formam parte substancial do nosso PIB .

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A Avenida do Centrão desemboca no FMI

Percorremos a longa ‘Avenida do Centrão’ desde 1985, com Cavaco, Guterres, Barroso e Sócrates – Santana praticamente não contou. Estafámos tudo o que houve para estafar. De bolsos vazios, andrajosos e descalços, desembocámos no abismo: FMI!.

Falar de abismo é exagero? Não, estou certo. Evitem-se comparações com o passado. O mundo hoje é muito mais complexo. Uns conselhos: leia-se o que escreveu aqui Joseph Stiglitz; tome-se em atenção o lucro do FMI gerado pelas ajudas à Grécia e Irlanda, segundo o blogue ‘Ironia d’Estado’; e ainda mais uma achega, olhe-se para a evolução dos juros de financiamentos a 10 anos aos Estados da Grécia e da Irlanda, após intervenção do FMI:

Grécia

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Irlanda

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Fonte: Bloomberg, aqui e aqui.

Depois das “ajudas” da UE e FMI – ambas em 2010, em Maio à Grécia e em Novembro à Irlanda – as taxas de juro da dívida pública de um e outro país registaram um movimento ascendente acentuado: ontem, 6 de Abril, a Grécia pagava 12,72%/ano e a Irlanda 9,37%/ano.  [Read more…]

Não é a democracia que leva o país a bancarrota

Sócrates disse que a crise actual se deve à queda do governo. Por acaso, ele próprio podia então ter evitado a crise, não se demitindo. Mas não é a democracia que leva o país à bancarrota. Já o mesmo não se pode dizer de quem nos governa há seis anos e que foi o grande impulsionador da dívida pública.

Chegou o FMI: como o mundo mudou em 8 horas

Hoje de manhã, o governo jurava a pés juntos que não tinha pedido ajuda ao FMI. Oito horas depois, aí está. Convém observar o progressivo aumento das taxas de juro desde 2010 para se perceber que não é a democracia que leva o país à bancarrota.

 

juros da dívida pública em 2010 e 2011

 

O jornal i tem um alerta dizendo “Sócrates faz declaração às 20h em São Bento”. Aqui fica o sumário do discurso.

O PSD e o PSD e ainda o PSD, sendo que o PSD mais o PSD, sem esquecer a oposição. A oposição e a oposição e ainda a oposição, sendo que a oposição mais a oposição, sem esquecer o PSD. Foram irresponsáveis o PSD e a oposição, irresponsáveis, a oposição e o PSD e, sobretudo irresponsáveis, a oposição e o PSD irresponsáveis. Patrioticamente, sem o PSD, sem a oposição e sem o PSD e sobretudo sem o PSD e sem a oposição, salvar o país. Mas o PSD, irresponsável, a oposição, irresponsável.

FMI a caminho

Alerta no ionline: Portugal já estará a negociar com Bruxelas a ajuda externa, avança o “Financial Times”

De qualquer das formas, os socialistas já entraram em modo volte-face e já começaram a admitir a necessidade de pedir ajuda, um mês depois de termos um superávit nas contas…

Cabra cega

Quando alguém vai ao banco pedir dinheiro emprestado, tem de ser elucidado acerca das condições, taxas, spreads, prazos, das obrigações, das garantias e suas extensões, etc. antes de decidir.
Quando um país é empurrado para se ir financiar num fundo internacional ou de uma Europa dita solidária e unida, que até lhe chamam União Europeia, ninguém diz quais são as condições.
Fala-se que Portugal vai ter de recorrer à ajuda externa. Criou-se, até, um sentimento de inevitabilidade. Mas ninguém diz o que vamos ter de fazer. Há palpites, há teorias, possibilidades, perspectivas e mais um conjunto de coisas que ficam bem ser ditas mas que espremidas não dão nada.
Nenhuma instituição diz o que vamos ter de fazer para pagar, qual vai ser o resgate.
Esta profunda contradição entre um cidadão ou uma empresa e um Estado é exemplificativo daquilo em que os países se tornaram face aos tais histéricos mercados que passam a vida a precisar de tranquilizantes que nos saem do corpo: uns meros capachos. [Read more…]