
Fonte: Rui Rocha.
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.

Fonte: Rui Rocha.
Naquele transe, Almiro estava disposto a tudo. A arriscar a vida se necessário. Por isso, mergulhou da borda do barco e nadou para a praia. Havia vagas e correntes, mas Almiro cortou as águas sem medo nem hesitação. O folgo começava a faltar, a espuma açoitava-lhe a cara, cegava-o. Mas ele prosseguiu, intrépido. Não podia faltar àquele encontro que o destino, providencial, pusera no seu caminho. Nadou, pois. Muito, quase até ao esgotamento. Chegado à praia – melhor se diria, atirado à praia pelas ondas – ainda havia um longo caminho na areia mole e pesada. Correu. Faltava-lhe a respiração, sentia-se desfalecer. O suor corria-lhe pelo corpo misturando-se com a água do mar. Ofegante, continuou. Já faltava pouco, o seu objectivo estava à vista, já lhe vislumbrava o sorriso. o longínquo brilho dos olhos azuis que tanto emocionavam Almiro. Corre, Almiro, corre. Mais se arrastando que correndo Almiro estava a chegar. Trôpego, caiu de joelhos e levantou o braço para que o alvo da sua demanda o visse. Mas era tarde. E, para desespero Almiro, que ali ficou, rastejante, com o braço no ar num gesto de derradeira súplica, já nada havia a fazer. O objecto do seu vão esforço partira no seu luxuoso carro .
Por isso, para seu lancinante desespero, ainda não seria daquela vez que Almiro conseguiria a almejada selfie com o professor Marcelo.

©Víctor Sainz / El País
A história conta-se em poucas linhas: um escultor decidiu oferecer a Segóvia, sua cidade adoptiva, uma estátua que representa uma lenda centenária, a de que o famoso aqueduto da cidade não foi erguido pelos romanos, mas sim pelo Diabo, numa única noite, a pedido de uma jovem, que conseguiu enganá-lo e salvar a sua alma. A autarquia aceitou a oferta com entusiasmo mas, quando a estátua ia ser colocada no lugar que lhe fora destinado, uma associação de católicos apresentou queixa, alegando que a obra ofende os seus sentimentos religiosos. O caso está em tribunal e a estátua mantém-se na oficina do seu criador.
As fundadoras da associação criada para apresentar esta queixa alegam que a estátua é uma exaltação do mal e que este Diabo, ao nem sequer estar próximo de uma igreja, é representado sem nenhum elemento que o repudie, o que o converte num chamariz irresistível para satânicos de outras paragens. [Read more…]

Um casal de polacos em férias em Portugal tentou fazer uma selfie à beira de um penhasco em 10 de Agosto de 2014. . . ambos caíram para a morte. [outras]
Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

Dos Tradutores Contra o Acordo Ortográfico
“Costuma dizer-se que quem não chora não mama. Ah, esperem, não é isso”.
#abortoortográfico #anedótico #ridículo #línguadescaracterizada #revogação

A primeira parte foi dos Buzzcocks. Se desacelerarmos o Ever Fallen in Love (With Someone You Shouldn’t’ve, tocado em Cascais, obtemos o The Only One dos Gun. Efectivamente. Mais uma para a colecção.
um estádio com cobertura. Acabe-se com esta palhaçada, de uma forma ou outra e de uma vez por todas. Como sabemos, dinheiro não falta.
«O Benfica é o meu clube do coração, mas apaixonei-me pelo FC Porto»
—João Manuel Pinto
Cruzes. Credo. Canhoto. Que os deuses nos livrem.
Por esse motivo, Cristiano Ronaldo não jogou na *seleção. Despediu-se hoje da seleCção. Em português europeu. Efectivamente, ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
O mesmo Ministério Público que se “esqueceu” dos podres do ministro Luís Neves.
O PGR foi nomeado pelo actual primeiro-ministro.
Mas alguém acredita na separação de poderes?
Os neonazis vão estar em festa na Maia. Não vai haver polícias para nos bater.
Para o presidente do FC Porto, isto é um “contacto” normal. Lembrei-me logo do inofensivo contacto do dia 16 de Fevereiro de 2016.
Efectivamente: 1, 2, 3, 4; 1, 2, 3, 4; 1, 2, 3, 4; 1, 2, 3, 4; 1, 2, 3, 4; 1, 2, 3, 4; 1, 2, 3, 4; 1, 2, 3, 4; 1, 2, 3, 4; 1, 2, 3, 4; 1, 2, 3, 4; etc.
O Bochechas é um castiço.
—Diogo Hoffbauer
Estive contigo há mais de 30 anos nas grades do Coliseu.
Agora é só descer a rua. Anda!
“A maior parte da música é uma merda”
–-Mário Barreiros
“Isto é muito confuso para a tua cabeça”
—Jorge Jesus
“Não está em causa o direito à opinião, está em causa o relativismo opinativo”
—Ana Cristina Leonardo
Mourinho é uma recente prova viva de que as derrotas não são inevitáveis, coisíssima nenhuma. E o jornalista da Cadena SER ficou sem resposta à altura e, pior, sem a informação.

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