“Premiei um escroque da pior espécie” – diz João Duque, referindo-se ao mesmíssimo Ricardo Salgado que, há não muito tempo, quase canonizou no discurso de elogio que lhe fez aquando do doutoramento “honoris causa” promovido pelo ISEG. Brioso, o ex-admirador e deputado Carlos Abreu Amorim, com aquela coragem dos cachorros pequenos entre as pernas do (novo) dono, citou esta frase, atirando-a à cara do visado em plena Comissão Parlamentar. Ricardo Salgado é, já poucos duvidam, o lobo mau desta história. E os lobos maus metem medo (designadamente aos coelhos), mesmo quando acossados. Mas depois há estas lombrigas, ténias, carraças, pulgas e outros parasitas do sistema, servidores de quem manda na hora e sempre prontos a mudar de hospedeiro. Estes, metem nojo






Não foi isso que eu disse na entrevista ao jornal i.
João Duque
Li cuidadosamente a sua entrevista e as diversas declarações que fez sobre o assunto, Dr. João Duque. Assisti também à sessão da Comissão em que o deputado Carlos Abreu Amorim o citou nestes exactos termos, talvez por lhe faltar, a ele, coragem para criar os seus próprios insultos. Não escreveria isto se não tivesse compaginado as fontes que uso. Admito que o senhor tenha produzido estas declarações “off the record”, como se diz agora em português, mas a verdade é que elas aparecem nestes termos no jornal, embora fora do corpo da entrevista. Procuro compreender a sua decepção com Ricardo Salgado, mas a verdade é que esperamos todos que cidadãos com o seu nível de conhecimento – e conhecimentos – tenham percepção destas coisas em tempo útil à comunidade.
O meu comentário anterior radica na boa fé de que estou a falar para o próprio João Duque, a figura em causa nestes eventos. Pode tratar-se – é bem provável – de uma brincadeira. Enfim, nada se perde.
Efectivamente o que disse é que se tivesse recebido os email que recebeu antes do “honoris causa” não teria participado na cerimónia. E vais mais longe: quando vou para o altar têm que me avisar que a noiva é uma devassa.
E por falar em altar, o que nos tem a dizer sobre isto:
João Duque: entre a finança e as convicções cristãs
João Duque, presidente do Instituto Superior de Economia e Gestão, participou em novembro, na Capela do Rato, em Lisboa, num encontro onde crentes em Deus expuseram as suas dúvidas e dificuldades quanto à vivência das suas convicções cristãs.
Alguns excertos da intervenção
do docente universitário e comentador.
“Passo o tempo a ensinar às pessoas o contrário do que devia ensinar”
«Eu sou professor que ensina a génese do mal.» etc etc
José Gabriel
O meu comentário foi baseado na consulta do i online. Quando comecei a fazer o comentário havia apenas o de João Duque. O tempo que precisei para procurar as duas que reporto, permitiu que fizesse o comentário sem conhecimento dos seus.