A liberdade dos mercados

Ricordi politici e civil

Levo vinte anos relendo assiduamente um pequeno conjunto de autores cujos escritos, quase todos sob a forma de máximas, apotegmas e conselhos, nos deixaram um retrato desencantado da natureza humana: Castiglione, Guicciardini, Maquiavel, Gracián, La Rochefoucauld, Chesterfield. Aprendo muito devagar, e por isso talvez demorarei a vida inteira para compreendê-los. A cada ano que passa, as releituras ganham outro sentido — e iluminam mais o presente. Foi o que senti neste serão, quando repassando Guicciardini me pareceu encontrar uma descrição lapidar do autoritarismo que se prepara sob o nome da “liberdade dos mercados”, apregoada pelos admiradores de economistas como Hayek, Mises e Friedman:

Não acreditem naqueles que pregam fervorosamente a liberdade, porque quase todos, senão todos, têm por objectivo satisfazer os seus interesses particulares; e a experiência mostra-nos claramente que se eles conseguissem obter os seus propósitos por meio de um Estado autoritário, correriam ao seu encontro”. [Read more…]

Crónicas de Timor-Leste VIII

António José

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Eu queria que a nota 8 fosse sobre Ataúro mas não vai ser… Ataúro fica a marinar pois merece tempo e a calma necessária para soltar os sentidos. Sentidos retraídos não é solução mas tem que ser. Não há pedal. Preciso de tempo. Dar-lhe-ei atenção em devido tempo. Sentidos, coisa que por aqui não escasseia mas volto a dizer, para mim claro, não é nada fácil. Pela segunda vez, em pouco mais que 15 dias, levar de xofre com mais uma partida… desta vez, ontem, a mãe do Ivo Rosa… e tinha adorado estar, dias antes, numa amena cavaqueira com o pai. É denso. Eu que me digo agnóstico, respeito mas a este ritmo, é complicado. São momentos tristes e dos quais não escapo, por querer estar.
Amanhã, se tudo estiver conforme, saio de Dili… vemo-nos por aí!

Deixo aqui esta imagem para o Ivo e para o Helder e para quem a apanhar… e muita força, como Sempre!

Corporativices

thatcher blair

Pedro Tadeu entreteve-se com mais um deslize de linguagem de António Costa: capital humano, usou o líder do PS, presidente de um município onde não se trabalha, há colaboradores. A apropriação da linguagem neoliberal pelos partidos da Internacional Socialista é um facto há muito adquirido, e nada tem de coincidência, corresponde ao desabrochar, ascenção e agora queda do chamado social-liberalismo, que de Blair em diante os levará, a todos, ao ilustre destino do PASOK.

Recordo que Sócrates, entre nós, esteve na vanguarda da coisa, traduzindo o clássico NIMBY quando decidiu vingar-se da cidade de Coimbra, coisa injusta, sempre cá tirou um curso a sério.

Vai daí, um certo blogue, encanitou-se, que até Estaline teria usada a mesma expressão (como se Estaline e toda a Escola Austríaca não repousassem muito bem no mesmo panteão). [Read more…]