O que é um sismo, quanto tempo dura, quando pode ocorrer?

Esquema representativo da libertação de energia, quando se dá um sismo

Em Junho de 2008, profissionais de camionagem e algumas empresas de transportes fizeram um bloqueio em alguns pontos do país que teve a duração de quatro dias. Tal bastou para que se formassem longas filas nas bombas de gasolina, os combustíveis esgotaram em algumas regiões, a água, o peixe, carne, frutas e legumes frescos faltaram noutras, as dificuldades de distribuição ameaçaram paralisar Portugal. Numa sociedade tão interdependente como a actual são vários os riscos (naturais ou artificiais) que podem conduzir rapidamente a situações de caos: greves, ataques terroristas, pandemias, quebras no fornecimento de energia electrica e de água, derrames petrolíferos, incêndios, etc. De todos esses factores, poucos terão o potencial destruidor de um sismo de grande magitude. Mas o que é, afinal, um sismo, como acontece, quando pode ocorrer?

Eis o que nos diz a Autoridade Nacional de Protecção Civil:

Um sismo é um fenómeno natural resultante de uma rotura mais ou menos violenta no interior da crosta terrestre, correspondendo à libertação de uma grande quantidade de energia, e que provoca vibrações que se transmitem a uma vasta área circundante.

Na maior parte dos casos os sismos são devidos a movimentos ao longo de falhas geológicas existentes entre as diferentes placas tectónicas que constituem a região superficial terrestre, as quais se movimentam entre si.

Ao longo dos tempos geológicos, a terra tem estado sujeita a tensões responsáveis pela construção de cadeias montanhosas e pela deriva dos continentes. Sob a acção dessas tensões as rochas deformam-se gradualmente e sofrem roturas. A rotura do material rochoso ocorre após terem sido ultrapassados os seus limites de resistência, provocando vibrações ou ondas sísmicas, que se propagam no interior da terra. São estas vibrações que se sentem quando ocorre um sismo.

Os sismos também podem ser originados em movimentos de falhas existentes no interior das placas tectónicas.

A actividade vulcânica e os movimentos de material fundido em profundidade podem ser outras das causas dos sismos.

Mais raramente podem ser provocados por deslocamentos superficiais de terreno, tais como abatimentos e escorregamentos.

A zona no interior da terra na qual se dá a libertação de energia designa-se por foco ou hipocentro.

O ponto à superfície da terra situado na vertical do foco é o epicentro e corresponde à zona onde o sismo é sentido com maior intensidade.

Os movimentos dos terrenos à volta do epicentro, são provocados pelas ondas sísmicas quando estas alcançam a superfície terrestre. Estes dependem da profundidade do foco, das características (geológicas, topográficas, etc.) e da magnitude do sismo.

Quando a actividade sísmica é gerada no oceano, pode ser acompanhada por tsunamis, provocando grandes destruições em estruturas costeiras ou ribeirinhas (embarcações, casas, pontes, etc.). Em Portugal Continental, a ocorrência de tsunamis, resultantes da actividade sísmica tem sido fundamentalmente registada no Algarve, na Península de Setúbal e em Lisboa.

QUANTO TEMPO DURA UM SISMO?

A duração de um sismo varia desde poucos segundos até dezenas de segundos, raramente ultrapassando um minuto. Após o sismo principal geralmente seguem-se reajustamentos do material rochoso que dão origem a sismos mais fracos denominados réplicas.

PODEMOS PREVER UM SISMO?

Embora muitos cientistas estejam a fazer investigação nesse sentido, ainda não é possível prever os sismos. No entanto, é possível tentar minimizar os seus efeitos identificando zonas de maior risco, construindo estruturas mais sólidas, promovendo a educação da população, nomeadamente no que diz respeito às medidas de segurança a serem tomadas durante um sismo, e elaborando planos de emergência.

Ver mais artigos sobre este assunto em Sismos, discussão no Aventar

Comments

  1. Luis Moreira says:

    texto e foto do melhor…

  2. Frederico Mendes Paula says:

    De facto não é possível prever um sismo. Mas sendo um sismo o resultado de uma rutura provocada pelo movimento das placas tectónicas podemos, através do registo da frequência com que um sismo ocorre em determinado local, ter a ideia de qual será o tempo de retorno para cada intensidade. Ou seja, quanto menor for a intensidade do sismo, maior a probabilidade de ocorrer e vice-versa. Nesta lógica é possível estabelecer um quadro com duas variáveis _ o tempo e a intensidade do sismo. É por isso que se diz que um sismo como o de 1755 deverá ocorrer cada 1.200 anos, um sismo de magnitude 6 tem 90% de possibilidades de ocorrer cada 50 anos ou um sismo de grau 1 pode ocorrer praticamente todos os dias.

  3. Frederico Mendes Paula says:

    Para medir um sismo utilizam-se duas escalas -Mercali e Richter. A escala de Mercali, que determina a intensidade, não quantifica o sismo, mas descreve as destruições que provoca, conforme os vários graus. A escala de Richter, que determina a magnitude, mede a energia libertada, comparando-a á explosão de TNT. Começa no grau 1 com a explosão de 56 kg e por cada grau o valor é multiplicado por 30. É por isso que se diz que o sismo do Haiti correspondeu á explosão de 35 bombas de Hiroshima e que o sismo de Portugal de 1969 foi 900 vezes mais forte que o do passado dia 17 de Dezembro.

  4. Pedro says:

    Aí está o tal potencial destruidor de um sismo de grande magitude.
    São muitas bombas de Hiroxima todas juntas e de uma vez só.

  5. EVA PEREIRA says:

    Eu detesto sismos é orrivel

  6. miguel capitao says:

    na minha terra ja aconteceu 5 sismos de grau x (10)


  7. Na minha terra nunca aconteceu mas eu gostaria d me prevenir pra k nan me pegasse d surpresa

  8. Carlos Vando says:

    Sera que existe uma diferenca entre os dois termos Sismo e terramoto?


  9. espero que isso me ajude na escola

  10. Manuel Leonardo Mucove says:

    De acordo com a definição do sismo! será que podemos classificar sismo artificial como um sismo?

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