O Orçamento passa…

O CDS negoceia medidas concretas avulso, tira dali põe acolá, não aumenta despesa nem retira receita. Maiores apoios à agricultura, deixar cair o Pagamento Especial por Conta, maior exigência ao nível dos apoios sociais.

O PSD negoceia grandes linhas gerais. Controlar a Dívida e o Déficite. E uma e outra impõem congelar grandes obras públicas que não são prioritárias mas que Sócrates, teimosamente, quer levar por diante. A verdade é que chovem de todo o lado alertas sobre a nossa situação. As contas públicas estão em roda livre, as instituições internacionais já começaram a baixar o “raking” do país, o que quer dizer que a factura é mais pesada.

Com a Dívida Pública aos níveis actuais não há crescimento da riqueza, como vários estudos mostram  e de que Portugal é exemplo. Aumentar a dívida ainda mais é transferir para fora do país uma fatia muito significativa da riqueza nacional.

O BE e o PCP nem sequer vão a jogo, tal é diferença que os separa do governo.

Os sinais que Sócrates já cedeu no que é mais importante, já fazem parte do discurso de Portas e de Manuela F. Leite. Pode esconder-se a verdade durante algum tempo mas o momento da verdade chega sempre.

Trazer banhistas para a Caparica a partir de Madrid parece não constituir uma prioridade, até porque só funcionaria nos três meses de verão, nos outros nove meses teríamos os empresários virem a Lisboa de manhã e voltar à noite.

O que levará um político tão mal preparado como Sócrates a querer ser primeiro- ministro?

A resposta não está no Orçamento…

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