2010: o Regicídio foi necessário à República


Sugerimos que este estoriador seja urgentemente nomeado presidente da tal Comissão Nacional do Centenário. Ele tem a coragem de dizer desabridamente, tudo aquilo que o bando de percevejos oficialistas pensa em absoluta reserva mental.

‘Estas mortes* foram necessárias e a prova é que imediatamente à morte, o ditador foi exonerado, foi revogado o decreto-lei que mandava para o exílio grandes vultos da República detidos como consequência da sua intervenção de 28 de janeiro, e mais tarde a República que se veio a implantar’, sublinhou.

Por isso, não se incomoda que o regicídio tenha ficado à margem das comemorações oficiais dos cem anos da República.

‘Não estamos nada chocados por causa das comemorações oficiais não integrarem este acontecimento histórico porque todos os historiadores ligados à investigação já provaram que foi importante esse acontecimento para a implantação da República’, sustentou.

* O Regicídio

Comments

  1. XicoAmora says:

    O regicídio realmente fez cair um ditador, mas dois anos depois puseram lá outros piores que prenderam não só monárquicos como até republicanos. Vá-se lá entender esta gente.
    Mas ao ver esta imagem, não posso deixar de render a minha homenagem a uma rainha que defendeu a família com um ramo de flores e a um filho que vingou de imediato a morte do pai, com o custo da própria vida, ante a passividade dos guardas que não reagiram tão rápido como a rainha e o príncipe. Também não deixa de ser estranho. As elites de então não mereciam aqueles príncipes nem aquela mulher. Foi concerteza um alívio deixarem a piolheira e os piolhos que sugavam e continuaram a sugar o bom povo português.

  2. Luis Moreira says:

    Assassinar pessoas nunca é bom…

  3. Nuno Castelo-Branco says:

    Depende do conceito de ditador. Franco governou alguns meses com o Parlamento fechado, mas bastará ler o que os jornais publicavam, para depreendermos quão diferente era esse conceito à época. Liberdade de expressão e de manifestação. O mesmo fez ainda há pouco e durante SEIS MESES o minoritário 1º ministro do Canadá e ninguém o apodou de ditador.
    Na França republicana ou no Portugal do início do século, governar em “ditadura”, correspondia a governar decretando sem o aval do parlamento que depois de reabrir, aprovaria ou não a legislação. Nada de confusões ou de disparates como aqueles que ontem escutei pela TV.
    A exposição fotográfica presente na Cadeia da Relação do Porto, é um escarro na cara dos portugueses: “Da ditadura à Democracia 1891-1974”? Um autêntico escândalo de falsificação da História!
    1891-1910 ditadura? Como? E subrepticiamente apresentam 80 anos como tal. Que descaramento, que parvoeira.

  4. Carlos Loures says:

    O conceito de ditadura era diferente e nada tinha a ver com o que se passou na Europa a partir do Mussolini (para não falar do Estaline…). Nisso estamos de acordo. Quanto à utilidade do Regicídio para a implantação da República, não concordo. Continuo a pensar que foi um acto gratuito, impensado e errado (na perspectiva da estratégia republicana). O regime estava condenado e cairia, mais cedo ou mais tarde.

  5. Nuno Castelo-Branco says:

    “Le roi D. Carlos était un trés grand Roi, un trés grand patriote (…) Et la mort du prince… Un enfant, un innocent… Et cette mère courageuse, admirable… vous êtes dans une situation qui nést pas brillante. Oh, pas de tout, dans votre Republique!”

    Disse a João Chagas, Émile Loubet, presidente da República Francesa

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