Eugenio Merino, mais uma polémica na ARCO de Madrid

Eugenio Merino apresentou mais uma escultura surpreendente na actual edição da Arco 2010. Habitualmente polémico, Merino tornou-se conhecido do grande público com a escultura “Still Staying alive” onde Bin Laden aparece travestido de John Travolta em “Saturday night fever”

Na ARCO 2008 Eugenio Merino protagoniza nova polémica, desta feita com “Viva Fidel Zombie”. Eu próprio testemunhei que, num espaço por vezes acusado de ser demasiado extenso e com um rol de obras difícil de absorver, ninguém passava indiferente perante esta inquietante representação caricatural de Fidel Castro. (ler mais)

Conhecidas ficaram também obras como “Punching Bush”,um convidativo saco de pancadas com a cara de George Bush

ou “Acorralado” em que o Dalai Lama surge representado como um guerrilheiro

A escultura que agora suscita nova polémica, intitulada “Stairway to Heaven” e vendida logo no primeiro dia da feira por cinquenta mil euros, representa um rabi judeu em pé sobre os ombros de um padre cristão, o qual, por sua vez, se ajoelha sobre as costas de um muçulmano prostrado no chão. A embaixada de Israel em Espanha foi a primeira a protestar, mas prevê-se que outras reclamações venham a surgir.

Já o artista explica assim a peça: “A minha ideia era representar uma imagem de coexistência entre as três religiões fundamentais. Destacar o esforço comum, para chegar a Deus, de uma forma quase literal. Por isso a Stairway to Heaven, em que eles próprios fazem uma torre para chegar a Deus”.


Comments

  1. carla romualdo says:

    E ainda dizem que a arte contemporânea é chata

  2. pedro says:

    Pois dizem. Mas também dizem isso da filosofia, do D. Quixote, do Eça, etc, etc.

  3. Alfacinha says:

    2010 anos de historia nesta obra do eugénio.

  4. Francisco da França says:

    Stairway to Heaven é mais uma excepcional escultura de um grande artista que critica os grandes deste mundo assim como os crimes cometidos em nome da religião. Bem hajas Eugénio!

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  1. […] excetuando a grifada; Ángel Díaz para a Agência EFE, de onde se traduziu a declaração grifada; A. Pedro Correia no blog Aventar para as obras anteriores de […]

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