Portugal-Tailândia: os 500 anos de uma grande embaixada


A Embaixada de Portugal ofereceu a esta comunidade cerca de 800.000 bath – que na Europa não é nada, mas para os Karen uma fortuna – para a edificação de uma escola dotada de biblioteca com ligação à internet, luz eléctrica, ventoínhas e até um pequeno laboratório de físico-química para aulas de introdução ao meio natural. Ao chegarmos à aldeia, fomos recebidos com júbilo por professores, autoridades locais e miudagem. Sem que ninguém o pedisse, retiraram da parede a bandeira portuguesa, aglomeraram-se no centro da sala e deixaram-se fotografar com a bandeira do longínquo país dos “farangues” para lá dos montes e oceanos que lhes quis oferecer uma migalha de dignidade que tantos outros, ricos e poderosos, lhes recusam. Confesso que me senti orgulhoso, pois desta gente nada temos a ganhar: aqui não temos interesses geopolíticos a defender, não somos candidatos à mercearia das barganhas comerciais nem seguimos o calculismo da intriga diplomática. Portugal veio a esta aldeia no fim do mundo só e apenas para fazer o bem. Isto lembrou-me a velha história que aqui venho contando sobre o sentido profundo e transcendente da missão portuguesa no mundo, uma ideia de fraternidade que outrora aqui trouxe missionários, capitães e soldados em busca de um novo lar português.

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