O problema do país é mesmo uma questão de capacidade

Os desafios existem, como sempre existiram. Tal como cada um de nós, também o país facilita quando as coisas vão bem, e confiam quando não vão. É normal, faz parte do nosso modo de ser.

Em mais de 800 anos de história, não nos faltam grandes momentos, para o melhor e para o pior, e continuamos aqui, portugueses.

Tal só se consegue quando, com todos os defeitos e virtudes, um país tem gente capaz: seja de liderar, seja de pensar, seja de se sacrificar. Tivemos de tudo, e chegamos até aqui. E daqui continuaremos.

Tivemos, e temos, gente com capacidades: de liderança, de pensamento, e de sacrifício. O número, obviamente, vai crescendo de um grupo para o outro: há poucos capazes de liderar, há mais com capacidade para pensar, e a esmagadora maioria consegue sacrificar-se.

O problema, está num grupo que se mede, também, pela sua capacidade: são que não são capazes de nada, e os que são capazes de tudo.

Este grupo composto de extremos, que trespassa as instuições da República, os partidos políticos, os grupos económicos de maior peso – banca, seguros, comunicação social, energia, etc. -, aparelho empresarial detido ou que conta com a participação do Estado -, conseguiu dominar a situação política, económica e social do país. Estamos reféns dos que não são capazes de nada e dos que são capazes de tudo, que na sua aparente luta de opostos  se complementam, e que, assim, jogam entre eles o futuro do país, enquanto exaltam a liderança, exortam ao pensamento, e demandam-nos sacrifícios.

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