Peões Mortíferos

A semana passada começou uma campanha com o objectivo de reduzir a morte por atropelamento. Uma das razões apontadas por Carlos Barbosa, presidente do ACP é o facto de que “em portugal há um costume horrivel de atravessar fora das passadeiras”.
A má colocação das próprias passadeiras, como esta que leva a um jardim ou a um estacionamento, não terá certamente nada que ver com isso

Não lhe ocorreu que talvez o facto de quase nenhum automobilista parar para dar passagem aos peões fosse talvez a explicação mais simples para (voltando à frase espantosa do presidente do ACP) “o peão muitas vezes acha-se no direito de atirar-se para as passadeiras e atravessar de qualquer maneira” (ver afirmações na rtp).

Ou então, o facto de por exemplos os semáforos serem só pensado na óptica do automobilista, mesmo que isso obrigue ficar 2 minutos à espera para atravessar uma rua.

Apesar disto, e esquecendo talvez que em portugal também há o hábito horrível de não cumprir limites de velocidade, o presidente do ACP achou que o factor mais importante a destacar para reduzir as mortes por atropelamento é o comportamento sádico dos peões nas passadeiras… será que acha o mesmo em relação aos atropelamentos em semáforos? Será que aí podemos confiar que estando verde para os peões podemos atravessar sem correr o risco de atropelar nenhum carro?

Comments

  1. Jovita Fonseca says:

    A passadeira está mal colocada. Certo! Mas já existia antes do “jardim”. E os peões para utilizarem a passadeira viram-se obrigados a calcar o relvado e “criar” aquele caminho que se pode ver… ou então indecisos sobre qual a forma de atravessar o tão movimentado cruzamento da R. da Alegria com R Prof. Correia de Araújo!!! E do lado oposto, nesse cruzamento, os peões também ficaram sem passeio!!! Até quando??? Faliu a empresa que ia constuir um condomínio de luxo, aproveitando a fachada antiga da fábrica… pode ser que no Inverno acabe por cair não só no passeio como na via! É o país que temos, a cidade que temos! Vive-se mal …e torna-se dificil atribuir culpas quer a automobilistas, quer a peõs! Mas, lembremos o seguinte: este local, para efeitos de IMI,, tem un coeficiente de localização elevado, logo a seguir à Foz! Onde está a qualidade, nomeadamente para a circulação de peões e veículos?

  2. Pisca says:

    A questão passa essencialmente pelo civismo e educação de cada um, mas este post parece um que anda pelo Spectrum, na mesma linha.

    Aí comentei o seguinte, basta copy/paste:

    Umas perguntas simples:

    1 – Quando o sinal fica verde para os carros e um ou mais peões resolvem continuar a atravessar mesmo na passadeira e com o Policia a olhar, é uma legitima Ocupação Revolucionária ?

    2 – Quando um ou uma anormal, resolve atravessar, fora da passadeira, sem olhar para outra coisa que não seja o telemovel a escrever um SMS, é o quê ? Direito à Informação ?

    3 – Quando um Peão, estende o braço e aí vai ele, fora das passadeiras a atravessar e o carro que pare, é o Direito dos Desprotegidos ?

    4 – Quando alguém resolve que o sitio mais cómodo para levar o carro da criancinha é rua fora, na estrada, é o Direito dos Mais Novos ?

    Uma resalva, neste caso o passeio é larguissimo e não nem nenhum carro em cima dele, a Senhora vinha na estrada, porque sim

    Só falo do que já me sucedeu, nem mencionei as duas amigas que se cruzam na passadeira e ficam no meio da rua a conversar e o sinal a mudar, se disser alguma coisa apontem para o chão e lá vão em amena cavaqueira devagar até ao passeio

    Muitos mais exemplo poderiam ser dados

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