A Escola Pública do camarada Belmiro

A 8 de Dezembro escrevi aqui no Aventar que eles “andem por aí” – Sócrates e seus amigos tinham avançado pela sala de aula dentro. Via orçamento, o Governo queria:
a) extinguir a área curricular não disciplinar de área de projecto;
b) extinguir a área curricular não disciplinar de estudo acompanhado;
c) acabar com o par pedagógico de E.V.T. (eram dois professores, passa a ser só um).

Um pouco depois argumentei sobre cada uma delas: área de projecto, estudo acompanhado.

E os pontos poderiam continuar porque a trapalhada do ME foi das grandes. Ali na escola havia uma discussão em cima da mesa: inglês ou história? Quem deve ficar com um tempo? Imaginem só que já há textos escritos a defender uma coisa e outra como se a Escola Pública fosse isto, uma mera contabilidade de mais para ti ou menos para mim…

É por isso que o camarada Belmiro avança com toda a confiança para o MERCADO da Educação!

Comments


  1. O camarada Belmiro deve ter mandado 3 murros na mesa quando descobriu que o Calvete e a Igreja se andavam há anos a encher, e ninguém lhe tinha dito nada. Hipermercados educativos, já. É para vocês verem aí para o Norte, e já agora que invista também para o Sul. Isto de só tramarem o eixo Coimbra-Leiria não tinha graça nenhuma.


  2. Área de Projecto e Estudo Acompanhado já haviam sido tentativas (da dupla diabólica da saloiada da “paixão pela educação” Guterres/Ana Benavente), destinadas à extinção progressiva de disciplinas propriamente ditas.

    A proposta original era a de essas “áreas curriculares não disciplinares” absorverem logo de início um rol de disciplinas, e ao fim de algum tempo toda a Escola Pública se transformar numa coisa muito alegre, muito lúdica, muito integrada, muito sociabilizante, muito modernaça, muito coisa nenhuma. A fazer lembrar as escolas públicas da África do Sul colonial, onde os nativos aprendiam a varrer e a lavar roupa, e os filhos da elite branca aprendiam a sério.

    Com a bênção de Sócrates (mais atrevido que o manso Guterres), a escola para a maralha será a rebaldaria habitual, campo para as tresloucadas teorias da educação das milus de plantão. Escolas-gueto, como por exemplo nos EUA. E como nos EUA, os filhos dos ricos (como o Obama), vão pôr os filhos a estudar nos colégios privados, e os menos abonados têm que se sujeitar ao público.

    Venho dizendo há muitos anos que o PS tem um acordo com o grande Capital para destruir o ensino público e abrir caminho ao ensino – negócio. A perseguição, a difamação, a calúnia vil destes últimos 6 anos, perpetrada pelo psicopata licenciado por fax, não visou outra coisa.

    Aí têm o que é o socialismo. Mais capitalista que o mais selvagem capitalismo. As teorias vanguardistas da treta são boas para o povão. Para os filhos deles é o colégio privado, e para lucrarem com os filhos da classe média alta, abrem caminho aos belmiros. Valteres Lemos e muitos outros licenciados a martelo, profissionais de nada fazer, de chular e de perder mandatos por faltas, serão bem recompensados.


  3. E talvez agora alguns defensores-encobridores da marginalidade nas escolas, entendam o que se escondia por trás da mentira dos CEF e da promoção activa da indisciplina. Se bem que haja experiências bem sucedidas, a generalidade dos CEF serviram para ir buscar alunos quase adultos e adultos, com os dois pés na marginalidade, para ajudarem a dar cabo do resto do Ensino Público. Nem é preciso ir-se à loucura total de algumas turmas CEF, aliás. A violência, as agressões a professores e a alunos, foram/são entusiasticamente festejadas pela anterior ministra e seus secretários, que apareciam de sorriso de orelha a orelha de cada vez que eram/são agredidos professores mais aparatosamente. O que mais rejubila é o chamado Pai da Nação, o senhor Albino, pai profissional.

    Há hoje escolas e são mais regra que excepção – em que agredir professores é banal, em que gangues diversos de inspiração “rap”, grupos de ciganos entram impunemente para fazer excursões punitivas, em que há alunos impedidos de ir à escola porque não aguentam mais ser espancados, em que professores, alunos e funcionários são empurrados, esbofeteados, cuspidos, insultados, em que os alunos mais novos são extorquidos, em que vicejam as drogas, o álcool e o caos. Etc., etc.. Basta estar atento ao pouco que os noticiários ainda conseguem fazer passar pela feroz censura socialista.

    Que,m pactuou e encobriu, por ser PS (e portanto parte interessada no saque) ou por ser “bonzinho”, tem aí o resultado. Rejubilai!

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