Nas mãos dos ‘filhos das jotas’, é bué Fitch!

A pedagogia é um bem precioso. No meu caso, aprendi e viciei-me na metáfora (ou metonímia?) ‘partidos do arco do poder’. Não a dispenso. De uma assentada, refiro-me ao CDS, PS e PSD e toda a gente entende.

Aplicada a demais componentes dos aparelhos partidários, a metáfora é muito útil. Um outro exemplo é a expressão ‘os filhos das jotas’ – José Sócrates, Paulo Portas e Pedro Passos Coelho, uma vez que passaram os três pela JSD, até poderiam ser designados por ‘filhos da jota’. Mas apenas o último permaneceu fiel às origens e optemos pelo plural.

Nas ‘jotas’, os mais destemidos e arrasadores da concorrência vencem. Não é por mero acaso que  os três dirigem os famigerados ‘partidos do arco de poder’ e, mais precisamente, um deles (des)governa o País da maneira que sentimos; os outros dois preparam-se para lhe suceder em próximas eleições, sem sabermos o que (nos) farão.

Em síntese, como os partidos do poder arqueado, Portugal está nas mãos dos ditos ‘filhos das jotas’. Bué Fitch! Então não é? Caíram para níveis muito baixos as notações de ‘rating’ a seis bancos portugueses, três deles com ‘BB’ equivalente a “lixo”. Bué Fitch mesmo pá!

Como nem sequer lhes interessa saber o que dizia Nouriel Roubini (e outros) há meses, concentram-se em debates, entrevistas e falatórios. Os pífios discursos também abundam. Entretanto, o País vai-se degradando às mãos de um obstinado prepotente e no vácuo das tiradas inconsequentes dos outros dois “jota-descendentes”.

Com a anunciada subida da taxa de juro de referência do BCE, a Irlanda já teme ficar mais debilitada. Os nossos jovens políticos  do arco desvalorizam  essas coisas – carreirismo é a força propulsora dos ‘loopings’ que vão executando nesse maldito arco, o arco do poder.

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