Miguel Sousa Tavares anda desfasado da realidade ou perdeu toda a vergonha

Miguel Sousa Tavares continua a surpreender-me em cada uma das suas intervenções televisivas.
A última delas deve ter batido todas os records da hipocrisia e do lambe-botismo a Sócrates. Seria cómica, se não fosse trágica, a postura de alguém que dantes se ufanava da sua independência.
Passando ao lado do ataque aos Capitães de Abril – para ele, quem está contra o actual estado de coisas é porque quer o poder (aqui no Aventar, por exemplo, queremos todos é o poder), quero concentrar-me no que disse o filho de Francisco Sousa Tavares sobre o Ministro das Finanças. Que era um elemento perturbador da actividade do Governo, que tinha errado sistematicamente as previsões e que, pelo tipo de discurso nos últimos meses, mostrava ser uma pessoa desfasada da realidade.
Sobre o Primeiro-Ministro, o mesmo que apoiou e subscreveu todas as medidas do Ministro das Finanças ao longo dos anos, e cujo discurso foi muito, mas mesmo muito mais desafasado da realidade, nem uma palavra. A estratégia é simples e é a mesma que Sócrates está a utilizar: culpar o Ministro das Finanças pela situação económica e financeira para dessa forma ilibar-se a si próprio.
Os almoços entre José Sócrates e o filho de Sophia, como se pode ver, dão reslutado.

Comments


  1. CHEGA DE PERPETUAR SEMPRE OS MESMOS

    Num país pequeno, acaba por ser normal o que temos visto ao longo dos anos após 1974. Desde essa altura, parece que invariavelmente estamos parados no tempo. Senão vejamos alguns exemplos: são quase sempre os mesmos actores no lado da política; os mesmos a defender os trabalhadores; e opinadores nem se fala. Esta perpetuação de algumas figuras da vida pública portuguesa, que se julgam com toda a razão deste e do outro mundo, é irritante. É como se tivéssemos que ver sempre a mesma a cara a apresentar o telejornal. A partir de uma certa altura é, no mínimo, irritante.

    José Sócrates é o que é como ser humano (mentiroso, manipulador e com um ego do tamanho da ditadura que impoõe no PS), mas não é o único responsável pela forma como é feita a política à portuguesa. Com os portugueses afastados e desinteressados no envolvimento da vida partidária, a sociedade civil tem nos “opinion makers” uma importante forma de ver o que se passa em seu redor.

    Infelizmente, exceptuando poucas pessoas, a maioria está igualmente a fazer um determinado “boneco” televisivo ou noutras platarformas comunicacionais somente para garantir o seu salário ao fim do mês. São poucos os que contribuem seriamente para a evolução de conceitos que ajudem a levar este país para a frente. É mais tricas do que contéudo. É mais “peixarada” (equivalente ao que se tem visto na Assembleia) do que soluções consistentes.

    Não peço um novo 25 de Abril (pois esse, por mais que haja defensores a dizer o contrário, não foi feito pelo povo, que foi de arrasto), mas um pouco mais de humanismo. Abutres há muitos – principalmente na política – e a cultura do mais do mesmo é coisa dispensável.

    Pode não ser nesta década que apareça uma geração mais humanista – relativamente aos que chegam ao topo da liderança nos vários sectores da sociedade-, mas mais vale tarde do que nunca. Renovação é a palavra de ordem e desejada. Espera-se é que não seja tarde demais para Portugal.

    juaryreis@gmail.com


  2. Não percebi o texto, confesso. Mas o filho da Sophia recebeu alguma herança? Como é que ele pode ter perdido o que nunca ninguém lhe conheceu?


  3. O Miguel de Sousa é aquilo a que já nos habituou! Um obituário. Porque na vez de desfraldar o estandarte dos ofendidos e fragilizados “caso dos retornados” chama-lhes energúmenos e ergue o dos poderosos. Coitado que está a ficar chéché. O que queria que acontecesse sempre que morre uma personalidade que eles têm como responsáveis pelo que lhes aconteceu. Já vem do tempo de Melo Antunes, Almeida Santos, agora Mário Soares, e vamos ver se a seguir se não será o Miguel. Nem queiram saber os comentários que por aí viriam.
    PS :os retornados a que me refiro são os trabalhadores, da Diáspora do império

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