O país que vive acima das suas possibilidades

No Governo Sombra, o melhor programa de actualidade política do momento, que por acaso até tem graça, é sublinhado que 50% dos trabalhadores portugueses ganham até pouco mais de 700€ e 75% ganha até pouco mais de 1100 €.

Atendendo a que é um facto que o país vive acima das suas possibilidades (estamos falidos) e olhando para estes números vergonhosos, será pedir de mais que nesta campanha eleitoral isto seja um assunto a esclarecer? Pode o engenheiro explicar onde está o seu estado social, fora da recorrente propaganda? Podem os partidos da oposição apontar para onde vão os impostos? Desde já agradecem os que vos pagam os salários.

Comments


  1. Eis uma coisa que António Costa, o branqueador, talvez possa testemunhar no bairro para onde deslocou o seu gabinete – o Intendente.

    http://supraciliar.blogspot.com/2011/05/nova-prostituicao-face-indizivel-da.html

  2. JOES SILVA says:

    CRIANÇA DE 37 ANOS ROUBADA PERANTE DEZ MILHÕES DE TESTEMUNHAS! POR FAVOR, PARTILHE ESTA MENSAGEM!

    Até poderia ser uma daquelas mensagens que todos recebemos nas nossas caixas de correio digitais, mas não é – e mais: qualquer semelhança com a ficção é pura não-coincidência!

    Roubaram-me a minha criança, o meu delfim por qual tanto tento olhar, ajudar a crescer forte e saudável, para dar passos seguro de si e dos seus milhões de pais e mães.

    Hoje ouvi num seminário dedicado à política, cidadania e poder, que os Portugueses olham para o Estado como um pai, que toma conta de nós e dos nossos direitos.

    Parei por um momento o meu lapso na realidade circundante e cingi-me à minha pessoa, interrogando-me: é assim que eu vejo o Estado Português?
    Não! Decididamente e convicta mente minha, o Estado é o meu filho!
    Sou eu que trato dele, que o alimento , que o conforto e aconchego nas horas agrestes.
    Sou eu, orgulhosamente português, que lhe celebro todas as datas da sua imensa história e feitos imortais.

    E isto porque só me sinto no direito de reclamar direitos após ter cumprido os meus deveres – tipo, escola: se fiz os meus deveres, tenho direito ao meu mimo.

    E essa foi a minha segunda questão: fiz os meus deveres?

    Ao longo deste últimos anos, cumpri com os meus deveres? Portei-me bem para com o meu infante estado democrático?
    Quis saber se estava com febre ou se comeu a sopa toda?

    Não.
    Falhei.
    Tenho vergonha de o admitir, mas falhei.
    Por distracção, porque estava sentado na mesa do café a ver um jogo de futebol, que nem me diz respeito, entre o Croesyceiliog e Llansawel.
    Por ócio, porque estava a discutir a mórbida curiosidade dos reality shows dietéticos e selvagens.
    Por preguiça, porque pedir o livro amarelo das reclamações dá muito trabalho e a auto-justificação do eu-tenho-mais-que-fazerismo.
    Por embriaguez novelística e de concursos de estrelas idolatradas e musicadas, sem canas verdes nem corridinhos.
    Por estar viciado nos telejornais que dedicam tempo de antena à hora do jantar de como correu o treino da bola.
    Por estar drogado com os jornais sensacionalistas e mercenários, onde a pouca realidade real pode ser encontrada apenas na secção diversa dos classificadas da venda de carne branca e nos tomos das execuções fiscais e vendas em hasta pública de bens penhorados do Instituto Financeiro da Segurança Social.

    Onde andava eu para que isso tivesse acontecido? Sou isento? Deixei que roubassem a minha criança à minha frente, com dez milhões de testemunhas e nem eu, nem ninguém fez nada?
    Estaria eu à espera que outros fizessem por mim o que eu, CIDADÃO PORTUGUÊS, tenho de fazer?
    O meu dever!
    Não os meus direitos… a minha obrigação!

    Português! Vizinho e amigo, conterrâneo de toda a nossa vasta rosa dos ventos!
    Deixámos que nos roubassem a nossa criança – todos nós o vimos acontecer – e ainda há quem queira que o ladrão que o fez seja a nossa pessoa pública que resgate o saque que de denunciada mente, sem vergonha, larapiou?

    Haja coragem, Português!
    Haja coragem de cercar o pelintra que nos roubou a nossa criança e dai-lhe com Santiago aos Mouros!
    Haja a coragem de encorajar o vosso irmão, amedrontado pela ameaça de perder o sustento pelo vil maroto – levai-lhe a confiança que somos mais nessa luta, que não vamos entregar novamente o ouro ao bandido!
    Haja, mais, coragem mais e mais…castigue-se o gatuno! Marcai-o! Que nunca mais passe despercebido e que toda a gente saiba o que ele fez!
    Porque eu deixei…
    Mas agora não vou falhar! Não mais! E basta!
    Que me envergonhe do meu passado, da minha falta, da minha ausência – mas que hoje me honre e eu que honre hoje!

    Haja hoje coragem!
    Aja hoje, coragem!

    A partir de agora essa quadrilha vai conhecer o Juiz de Soajo!
    Porque, agora, eu chamo a mim o MEU DEVER!

    O meu dever é salvar e proteger essa minha criança chamada PORTUGAL!
    E esse dever não o deixo na mão de ninguém.!
    É meu!
    Sou eu!
    Eu, o Português!

Trackbacks


  1. […] que o Governo Sombra é, de facto, o melhor programa de actualidade política do momento e que, por acaso, até tem graça. Um caso de extremo bom gosto, com temas pertinentes e […]

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