De pé, ó vitimas do júri

A luta continua, e fica comprovado: a Europa não gosta de nós. Quero uma jangada de pedra, a flutuar por aí. Até ao Brasil.

(aqui entre nós: desculpem lá, mas a classe operária feminina, a camponesa nem tanto, na década de 70 arejava as pernas. era uma concessãozita, minimal, e tinha ajudado. isso e um decote)

Actualização: Brainpool, vão prá Eurovisão que vos pariu e para o corno que a amansou.

O Festival Eurovisão e os Homens da Luta

Por causa dos Homens da Luta fiz o que há muitos anos não me lembro de fazer: estive a assistir ao Festival Eurovisão (semifinal). Uma xaropada de todo o tamanho, um hino ao mau-gosto europeu, pimbalhice pura.

Os Homens da Luta não se apuraram. Podia ter sido ao contrário que a minha opinião não mudava um milímetro. Aquilo é tão mau que ninguém pode orgulhar-se de ganhar. Só participar, já envergonha.

Cenário pós eleitoral

-O sistema eleitoral português é o que é, não adianta agora discutir se deveríamos ter mais ou menos deputados, eleitos em círculos uninominais ou nacional único. Essas questões são totalmente pertinentes, mas irrelevantes no próximo dia próximo dia 5 de Junho. A eleição será realizada de acordo com as leis em vigor. O que proponho agora aos estimados leitores e colegas do blogue, é que pensem num cenário, a julgar pelas últimas sondagens, não será totalmente irrealista. Imaginem que o PS vence as eleições mas com menos de 1 por cento de vantagem sobre o PSD, no entanto o partido liderado por Passos Coelho, consegue eleger mais deputados. A primeira questão é, quem deverá ser indigitado Primeiro-Ministro? Para complicar um pouco mais a equação, o CDS/PP afirma-se claramente como a 3ª força política, mas não obtém mais votos que a soma entre CDU e BE, no entanto consegue eleger um número de deputados, que somados aos eleitos do PSD, ultrapassam os 116, logo entre ambos conseguem formar uma maioria absoluta no parlamento. Este cenário é ficção? Para já é mera especulação, mas seria o país governável a partir do próximo dia 6? Deixo à vossa consideração…

O imaginário das crianças: Os silêncios da cultura oral – Prefácio

Para minha neta Maira Rose van Emden, filha de Cristan van Emden e Paula (née Iturra-González)

I

O processo educativo é aquele que mais marca o quotidiano das nossas vidas e é o mais quotidiano dos processos que orienta o nosso agir. Todo o grupo social precisa de transmitir à geração seguinte a sua experiência acumulada no tempo, como condição da sua continuidade histórica. A intenção de entender a transmissão e aquisição do saber das novas gerações e seu desenvolvimento nas gerações que as acompanham, dá margem a uma disciplina que pretende conhecer, quer os meios, quer as estruturas dos processos de ensino/aprendizagem. [Read more…]

Eduardo Catroga é o melhor amigo de José Sócrates

 

Eduardo Catroga defende a mobilidade total. Um professor de Setúbal poderá ser convidado a trabalhar nas Finanças do Porto.

Descoberto aqui.

 

Eduardo Catroga, que terá sido convidado para Ministro das Finanças de um futuro governo PSD, sempre deslumbrado com a modernidade, terá afirmado que o futuro da função pública está na mobilidade, não só espacial como funcional. O funcionário público do futuro estará sempre munido de uma tenda e de uma mochila, porque outros amanhãs poderão cantar. É claro que um governo que se proponha fazer isto àqueles que estão sob a sua tutela, será ainda mais permissivo face às empresas que, qualquer dia, mesmo na Europa civilizada, poderão dispor do direito de vida ou de morte dos seus funcionários

É certo que seria importante conhecer o contexto em que estas afirmações foram produzidas, mas já temos duas ideias absolutamente chocantes:

1. A absoluta falta de sensibilidade relativamente àquilo que é a vida das pessoas. Passará pela cabeça deste senhor que alguém que trabalhe em Setúbal tenha família em Setúbal? Saberá o homem que o Porto não fica propriamente a caminho do Portinho da Arrábida?

2. A ideia de que os funcionários públicos são profissionais indiferenciados e, no fundo, sem qualificações. Assim, um professor pode ser funcionário das Finanças de um dia para o outro, do mesmo modo se pode saltar de uma repartição de Finanças para uma sala de aula?

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Os amigos europeus

Vejam só quanto são nossos amigos os parceiros europeus.

Os 78 mil milhões da ajuda externa estão divididos em duas parcelas: uma assegurada pelo FMI (26 mil milhões) e outra garantida pelos países europeus (52 mil milhões). Acontece que os juros do empréstimo do FMI serão de 3.25% nos primeiros 3 anos e de 4.25% no quarto ano. Já a taxa de juro média dos empréstimos garantidos pelos países europeus será “claramente abaixo dos 6.0% e deverá ficar nos 5.5%” (afirmou Olli Rehn, citado pelo i).

Isto porque «as regras europeias prevêem que a taxa de juro aplicada aos programas de assistência financeira seguem a regra aplicada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) mais um “pequeno prémio” de risco (no Público.)»

Portanto, este “pequeno” prémio de 2.25% é quanto vale a ajuda dos nossos  parceiros. Ainda bem que não são nossos adversários…

Agora, vejam lá quem é o papão. Andou-se meses a falar que o FMI nos ia engolir vivos e, afinal, são aqueles que ficam para lá de Vilar Formoso que nos vão às canelas. Acresce ainda que o nosso iluminado engenheiro andou a tentar não pedir ajuda externa (leia-se FMI) à espera de uma eventual flexibilização do tal Fundo Europeu de Estabilização Financeira. Se tal tivesse acontecido vê-se agora quão bom teria sido. Não valia mais ter pedido ajuda ao FMI (leia-se FMI e não FMI+BCE+CE) em vez de se ter colocado a estratégia eleitoral à frente de tudo o mais? Valer mais, valia. Mas não era a mesma coisa.

C’um Catroga!

De Sócrates e da sua governação de 6 anos, os portugueses sabem o suficiente. O diagnóstico está  feito. Portanto, no presente, o que preocupa os cidadãos é o futuro, próximo e duro, sabendo à partida que o programa de governo, independentemente de partidos integrantes, é aquele que a troika estabeleceu neste memorando.

Relativamente às próximas eleições, os  votantes, em número normalmente abaixo dos abstencionistas, começam a dar indícios de poder a privilegiar o PS de Sócrates em relação à alternativa PSD. Esta sondagem do ‘Público’ é mais um sinal nesse sentido, a somar a outras divulgadas na última semana.

Parece-me oportuno interrogar: a que se deve esta quebra do PSD? Entre diversos motivos, cito: a imaturidade de PPC, a senilidade do ribatejano Catroga, um oportunista já denunciado no ‘Aventar’ pelo João José Cardoso; e sobretudo a incapacidade do conhecido economista falar claro e verdade. Nem sequer tem o cuidado de estar em sintonia com  Passos Coelho.

O líder social-democrata afirma-se contrário ao corte de salários, para compensar a´redução da TSU até 4%, preferindo aumentar os impostos sobre o consumo.  No entanto, Catroga, no ‘Prós e Contras’ de ontem, afirmou que os impostos não serão aumentados.

Bom, Catroga que manifesta  eloquente falta de condições comportamentais e intelectuais para o exercício de funções governativas, comunica mal, entrando gratuitamente em litígio  em diversas frentes. Ontem, foi com Silva Pereira, o que até seria natural, mas também com António Pires de Lima do CDS, seu antigo companheiro na Nutrinveste, e ainda com o Prof. Carlos Coelho que se encontrava entre a assistência.

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A comunicação do Primeiro-Ministro ao país, feita na véspera da troika apresentar o memorando

o ilusionista

É de ler e ouvir o que Sócrates disse ao país sobre o que o não seria o memorando da troika e o que, depois, se veio a saber. Engana-me, que eu gosto.

Uma solução para a crise

menino de oiro

Vender o Menino D’Oiro

A mobilidade segundo Eduardo Catroga, o maratonista da economia portuguesa

Eduardo Catroga defende a mobilidade total. Um professor de Setúbal pode ser convidado a trabalhar nas Finanças no Porto.

Como o compreendo. Um homem habituado à mobilidade como ele, quer a solidariedade dos outros.

Vejamos: Eduardo Catroga tão depressa é presidente do Grupo Sapec (uma empresa que tem como maior accionista o grupo Luso Hispanic Investement, patrioticamente sediado no Luxemburgo); como vai a correr para vogal do Conselho de Administração da Nutrinveste (Compal, Frize, Nicola, Fula, Clarim, etc etc); acelera como membro do Conselho Geral e de Supervisão da EDP (percebem agora de onde veio a peregrina ideia de privatizar a Rede Eléctrica Nacional?) e ainda derrapa mas não cai na qualidade de membro não-executivo do Conselho de Administração do Banco Finantia (nunca ouviram falar? e na Sofinloc, sua subsidiária, especialista no crédito para que o povo tenha um carro novo? e na Sofinloc IFIC, o segundo maior agente de seguros em Portugal? e nas Ilhas Caimão onde o Finantia tem uma delegação para desviar mais uns milhões ao pagamento de impostos?). Nos momentos de ócio ainda recentemente encabeçou a lista vencedora nas eleições para o Conselho Leonino.

Tudo isto se compreende num homem que aufere uma reforma de 9693 euros, classe média, portanto.

Sigamos pois não o cherne mas o exemplo de quem ainda negoceia tudo e menos alguma coisa em nome do PSD, e é o candidato natural a ministro das Finanças num governo do Grupo Mello, cargo que já ocupou nos idos de Cavaco Silva, tendo sido o primeiro a colocar a dívida pública acima dos 60% do PIB. Isto é que é um político de primeira, carago.

Filhos de uma grandessíssima luta

O portuguesinho anda sempre muito preocupado em ser bem-comportado quando se devia revoltar, ao mesmo tempo que vive obcecado por quebrar regras sem importância em nome de direitos irrelevantes, o que o leva a não respeitar filas ou a deitar lixo para chão.

Os “Homens da Luta” conseguem o milagre de herdar o espírito de revolta que nasceu com o 25 de Abril, atacando o comodismo burguês, e, pelo caminho, ridicularizam a própria imagem dos que cultivam o espírito de revolta e cultivam, na clandestinidade, o mesmo comodismo burguês. Para usar uma expressão associada ao Jel, com os “Homens da Luta” vai tudo abaixo.

É verdade que, hoje, em Dusseldorf, não vão representar Portugal. Para o fazerem teriam de tentar imitar o pior que se faz na Europa, só porque é o que se faz na Europa. Pelo contrário, os “Homens da Luta” continuam, pelo menos, a abanar o país do respeitinho, o país que vive preocupado com o que vão pensar de nós, o país que, para ser o bom aluno, chegou a um ponto em que é muito menos país do que era.

Para o ano, espero que sejam os “Ena Pá 2000” a ganhar o Festival. Luta que os pariu a todos!

 

A caminho de Dublin (faltam 8 dias)


A cerveja é uma marca fundamental da cidade de Dublin, ou não fosse a bebida mais consumida nos inúmeros pubs que existem em toda a cidade. Ali, a cerveja escorre directamente da fábrica da Guiness para as goelas dos dubliners e seus visitantes.
A Guiness foi fundada em Dublin em 1759 por Arthur Guiness. Desde essa altura, a sua composição é a mesma: malte irlandês, água de Dublin, lúpulo e levedura. Produzida em 55 países, é consumida actualmente a um ritmo de 10 milhões de copos diários. O seu símbolo é a Harpa irlandesa.
Ir a Dublin e não beber uma Guinness é muito mais grave, mas muito mais, do que ir a Roma e não ver o Papa. Afinal, com uma Guinness à frente, quem é que no seu juizo perfeito quereria ver o Papa?

Hoje é dia de luta, com alegria

Como e quem pode votar na Eurovisão, meia-final de hoje:

1 – Não é permitido votar no país onde se está a ver o programa. Por exemplo, quem está em Portugal não pode votar na canção portuguesa.

2 – Só podem votar na Semi-Final 1 (10 de Maio às 20 h de Portugal) os 19 paises a concurso mais a Espanha e o Reino Unido.

3 – Cada pessoa (telef) só pode votar 10 vezes.

4 – Os portugueses que estejam num dos países abaixo referido devem sintonizar o canal que nesse país estiver a transmitir o evento e votar através do número que aparecer no ecrã para votação. A canção portuguesa acaba em 16 seja qual for o país.

5 – Só quem estiver nestes países pode votar na canção portuguesa:

Polónia, Noruega, Albânia, Arménia, Turquia, Sérvia, Rússia, Suiça, Geórgia, Finlândia, Malta, Sam Marino, Croácia, Islândia, Hungria, Lituânia, Azerbaijão, Grécia, Espanha, Reino Unido.

As Grandes Promessas Eleitorais

O Pacote das Grandes Promessas para o seu verão 2011!

Sem emenda

O Sr. Candidato e o Sr. Deputado, dirimiram as suas contas de balcão de carvoaria, interessando-se pelos remoques e responsabilização mútua de alegadas malfeitorias. Num país com dezenas de milhar de quilómetros quadrados de terras abandonadas, com uma costa subaproveitada e uma Zona Económica (pretensamente) Exclusiva ignorada e sem defesa, pois se vivêssemos em normalidade, teríamos 16 patrulhas oceânicos, 6 submarinos, 10 fragatas, aviação naval e uma frota pesqueira capaz de lançar redes em todos os oceanos, colocando-nos nos congeladores uma Pescanova nacional. Os dois convivas limitaram-se a escrever na água. Nada, nem uma ideia, nem uma frase que indicasse a esperança num projecto viável. Ignoraram o espaço lusófono, desconhecendo ou desinteressando-se da potencialidades do mesmo.  Com as cidades e os respectivos centros históricos a caírem aos pedaços, sem elevação falaram de betões, de carris chiques que não queremos nem podemos pagar e nem sequer um suspiraram acerca dos sempre úteis “grandes desígnios” que ninguém percebe como coisas atingíveis.

Definitivamente, esta gente – toda ela – já é passado. Com  um absurdo “empate técnico” na forja acesa à beira da estátua de Afonso de Albuquerque e alimentada pelo ambicioso interessado na fraqueza dos outros, já pouco há a esperar quanto a um projecto exequível e sem dúvida austero, mas com credibilidade.

Há 101 anos caiu sem defesa, o regime que na nossa longa História, mais se parecia com estes dias de descontentamento. Pelos vistos, mais tarde ou mais cedo, teremos uma reedição de acontecimentos.

Um País Amarrado

-Tolo é aquele que afundou seu navio duas vezes e ainda culpa o mar-
Publilius Syrus (~100 BC)

A crise também tem coisas boas

Cartazes eleições legislativas 2009Por exemplo, ao que parece, este ano não vamos ver as nossas cidades inundadas de lixo como este. Em 2009, os gastos da campanha eleitoral  (que decorreu durante o então claro rumo à banca rota) custou ao país:

  • PS: 5,54 milhões de euros
  • PSD: 3,34 milhões de euros
  • PCP: 1,995 milhões de euros
  • BE: 993,8 mil euros
  • CDS-PP: 850 mil euros

    Fonte (inclui estimativas para 2011)

Frustração, por outro lado, para as gráficas, que perdem assim uma oportunidade adicional de muito boa facturação. É a vida…

Cartas a Sócrates – [7]; As Minhas Cartas São Mais Bo-ni-tas que as de Catroga :)

Já não sinto nada, amor, para além da tua falta. Já nada nem 
ninguém, amor, me obriga a não esquecer a tua falta.

E tu, sem pressa, percorres em sossego todas as ruas, todas 
as cidades, todas as palavras sem monção alojada nos teus olhos, 
como eu amor, demolida por dentro, à tua beira quebrando 
interiormente, disfarçada de qualquer coisa para que de mim 
não sobre nada.

F-Se! #ILoveSocrates Ever 🙂