Noções básicas de urbanismo revolucionário

Planta de Puerta del Sol. Clique para aumentar.

Em Prole da… Censura…

Gabriela Canavilhas, para além de achar que um paredão de 90 metros nada interfere com a eventual classificação do vale do Tua, insiste em confundir o ministério da Cultura com uma delegação de um partido político.

Ainda ontem se podia ler num blogue mantido pelo Ministério da Cultura (pensava eu, de todos e para todos os portugueses) um manifesto eleitoral do PS, tal como ontem denunciámos. Ontem estava lá escrito, hoje não está escrito nada, o post foi apagado. O post foi apagado e o “blogue da cultura” foi terminado porque “cumpriu a sua missão“.

Simpaticamente, a sra. ministra agradece a preferência e a interacção com o blogue. Interacção? – Só não percebo é como, se o blogue não publicou comentários assinados… Lapso? Erro de Sistema? Censura?… Asco…

ps: versão em cache do belo naco de propaganda.

Os dias que vivemos são como os de Allende

Allende

Os dias que vivemos são delicados: dois partidos neoliberais disputam o poder, vários partidos radicais tentam mas não têm força. Lembremos o que um dos países viveu em dias como este, em que falar é delicado e escrever, pior. Mas quem não se arrisca, perde tudo, incluindo pessoas de bem, maltratados pelos seus ditos compinchas.

Viví isto, este abandono e solidão, em campo de concentração faz já quase 40 anos, e nesse continente. Mas por quem o fiz, nem todo o ouro do mundo podia pagar a sua honra: [Read more…]

A dívida a quem a contraiu

No debate com Sócrates, Francisco Louçã aflorou um tópico que não chegou a ser desenvolvido: que parte da dívida é que estaria associada à corrupção? Sócrates, imediatamente, encetou a fuga, acusando o oponente de demagogia, usando a técnica habitual de atingir o adversário, sem, na realidade, argumentar. No entanto, essa é uma questão que deveria ser colocada por qualquer cidadão: em que medida é que estamos a pagar uma dívida que não contraímos e cuja origem está na corrupção?

O que se afirma no Compromisso Eleitoral do Bloco de Esquerda, no ponto ENFRENTAR A DÍVIDA, é da mais elementar justiça: “A dívida deve ser paga por quem a cria. A parte do Estado é a mais pequena, mas inclui já hoje parcelas ilegítimas, resultantes de juros abusivos e negócios de corrupção e favorecimento.”

O conceito de corrupção, claro, não é apenas legal, mas também (ou, até, sobretudo) ético, como lembra Luís de Sousa, no livro Corrupção. O mesmo é dizer que uma auditoria poderá chegar ao ponto de descobrir factos legais que, no fundo, são exemplos de corrupção. Na realidade, que nome dar, por exemplo, a tantas parcerias público-privadas tão ruinosas para o Estado?

O castigado continua a ser o cidadão contribuinte, como se pode ler nestes dois textos publicados em 2010 (aqui e aqui). Para os responsáveis pela ruína, no entanto, haverá sempre uma prateleira dourada, já acautelada pela corrupção legalizada que campeia, há anos, num país demasiado latino, no mau sentido.

Twilight Zone Press:

O dia em que comprei o JN e levei o Acção Socialista

O Ministério da Cultura não é apartidário

Notícia no PÚBLICOSegundo as palavras da própria ministra da cultura, «o Ministério da Cultura (…) não é apartidário nem independente na concepção ideológica da sua estratégica política.» É sempre bom saber que um organismo estatal é mais um braço de um partido, neste caso do Partido Socialista. Importa lá que a propaganda eleitoral seja paga com os nossos impostos? Ou que a cultura seja uma extensão das obras públicas?

É de recordar que na campanha das legislativas 2009, grande barulho fez o PS porque Manuela Ferreira Leite foi uns metros no carro do Governo Regional da Madeira. Em causa estava, precisamente como agora, o uso de meios públicos na campanha eleitoral. Fico agora à espera que as mesmas vozes de então sejam coerentes o suficiente para condenarem este caso com a mesma veemência.

O euro e a peseta

Alguém quer traduzir para escudos?

Sócrates, Coelho e a Nossa Senhora de Fátima

nuvem

Como é habitual, abro o computador de manhã, hoje para ler os comentários sobre o debate dos candidatos a Primeiro-ministro de Portugal, e nada de novo encontro. Reflexo do próprio debate de ontem à noite.

A reiteração da crise económica que afecta o país é uma temática ouvida vezes sem fim desde finais de 2010. Ontem, não houve novidade, talvez os candidatos com esta estratágia procurem convencer eleitorado fora dos seus partidos. Estou certo que os membros do PS e do PSD devem aplaudir para animar os seus amados confrontantes.

Fiquei surpreendido ao ouvir a temática da crise económica. Não havia motivo nenhum para continuar com uma temática que está mais do que resolvida, com os empréstimos que o mal fadado FMI já resolveu. Ou os empréstimos da Alemanha, da Finlândia que mudou de posição e do não passou ao sim, e os fundos da União Europeia reservados para crises dos seus Estados Membros, quase esgotados a partir da Grécia, da Irlanda e, evidentemente, de nós. [Read more…]

Expresso: Vaidade ou Ignorância?

Que o jornalismo anda pelas ruas da amargura, já sabíamos. Agora, que o Expresso ignore o que os outros sabem, não abona a seu favor. E nem falo de blogues, esses fazem comichão a alguns jornalistas encartados e, no caso do Aventar, chega a provocar coceira.

Mas o Expresso não lê o Público, o Correio da Manhã, o TVI24, a Bola, a Sábado, etc.? Não se vê por lá a SIC? O trabalho deles não é estarem informados para poderem informar?

Ignorância? Não, não creio, seria demasiado grave. Vaidade e arrogância, só isso.

Declaração de Voto: diga o que pensa, pense por si

Finalizados os debates televisivos, com eleições a aproximarem-se e os partidos a manterem distâncias relativamente fixas nas sondagens, o Aventar dá voz ao (e)leitor, convidando-o a expressar-se e a influenciar, se possível, os resultados finais. Pronuncie-se, tenha uma palavra a dizer, a tribuna é sua.

Porque devemos votar ou não votar, porquê num certo partido e não noutro, porquê num certo candidato em vez de outro? Qual a sua opinião?

Faça a sua declaração aqui ou, se preferir, na caixa de comentários deste post.

Quais as empresas, dr Louçã?

O que eu gostaria de saber, mas Francisco Louçã não informa, é quantos destes administradores trabalham para empresas públicas ou participadas pelo Estado, e já agora se não for pedir muito, quais as empresas…

Maio de 2011

Quem São e o Que Dizem os nossos Deputados


Já está disponível um novo serviço público da chamada sociedade civil.
Chama-se demo.cratica e permite visualizar de uma forma mais apelativa alguma da informação do site da nossa Assembleia da República.

O Demo.cratica existe graças ao trabalho levado a cabo no Transparência Hackday Porto, onde têm sido desenvolvidas formas de organizar, compreender e catalogar bases de dados de informação pública em Portugal.

Surgiu como ideia e começou a ganhar forma na Open Data Hackathon, um evento anual internacional que propõe um dia dedicado a um “sprint” de trabalho e reflexão sobre a informação pública e formas de a analisar e publicar, evento que inspirou também a criação do projecto DespesaPublica.com.

E assim, aos poucos, vamos ficando com ferramentas para um Portugal melhor.

Manuel António Pina sobre as «Novas Oportunidades»

O António Almeida relembrou um post antigo que escrevi sobre as Novas Oportunidades. Um post que se baseava num caso concreto, o do atleta Pedro Póvoa, e que transcrevia parte de uma crónica de Manuel António Pina sobre o assunto.
Porque o tema é muito actual, fui procurar e encontrei o resto da crónica do novo Prémio Camões, publicada em Dezembro de 2008 no JN. Todo o texto, como sempre, é muito bom, mas o final é delicioso.

A propósito do generalizado tratamento de “doutor” em Coimbra, contava-se a história de um barbeiro que, enquanto escanhoava o cliente, metia conversa com ele: “O sr. dr. não é o engraxador que pára lá em baixo na Portagem?” Entretanto todo o país se “coimbrizou” (e o que não se “coimbrizou” está a “bolonhizar-se”) e a piada perdeu-se.
Hoje, no supermercado, devemos dirigir-nos à menina da caixa dizendo: “Pago com Multibanco, sra. dra.”, e à empregada doméstica: “Dra. Irene, sirva o leite-creme”, do mesmo modo que não podemos esquecer-nos de que o lavador de carros pode ser engenheiro pela Moderna ou pela Internacional: “Lavagem completa, sr. engenheiro”.
A revista “Sábado” conta a história de um atleta de “taekwendo” que, sem nunca ter feito o ensino secundário, em poucos meses conseguiu, como tantos outros, um diploma “simplex” do 12.º ano nas “Novas oportunidades” e já está a caminho da Faculdade de Medicina.
Um dia destes, juntamente com um anestesista também “simplex”, estará a operar o leitor num hospital público, os dois cheios de curiosidade sobre o que haverá dentro de uma barriga.

mais um para a colecção

O imaginário das crianças: Os silêncios da cultura oral – Indíce

  • Prefácio
  • Capítulo I– As culturas da cultura: infantil, adulta, erudita
  • Capítulo II – Amas-me como eu te amo?
  • Capítulo III – É de ti que aprendo a fugir dos meus pais.  A criança significativa
  • Capítulo IV – Vejo e não entendo, pergunto e não sabes. O processo de aprendizagem
  • Capítulo V – Queres que leia. Mas eu pratico para entender os textos. O processo de ensino.
  • Capítulo VI –  Eu sou homem e mando. Eu sou mulher e obedeço. Meninos e meninas.  O comando da ordem social.
  • Genealogias
  • Bibliografia

A Estação de Coimbra em 1870

A locomotiva 32, fabricada em 1865 e adquirida pela Companhia Real dos Caminhos de Ferro à Schneider, posa na  Estação de Coimbra, Linha do Norte, por volta de 1870.

O cenário pouco mudou.

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