O Aventar está presente:

Programa “Discursos cruzados” que  vai para o ar às Terças, pelas 21.30 na rádio Digital FM (http://www.digitalfm.pt/webtv/) conta com a participação do nosso José Mário Teixeira. Eu vou ouvir!

Novas Oportunidades: O Rei vai nu…

Então vamos falar a sério.

Vamos falar sobre um sistema que criou a falsa ilusão de ser igual ao sistema normal de ensino mas não o é. Vamos falar sobre um programa que criou expectativas aos seus “alunos” mas que o mercado de trabalho ridicularizou (com piadas como: “pois, o teu certificado deve ser das Novas Oportunidades” ou “olha este deve ter vindo das novas oportunidades”, etc.). Os motivos? Simples:

Falta de credibilidade por via de um gritante deficit de exigência. Serviu para maquilhar dados estatísticos mas não foi uma mais-valia para a esmagadora maioria. Depois, causou situações gritantes como estas:

É mais uma história de sucesso do Programa Novas Oportunidades, o tal prograna tão elogiado pelo primeiro-ministro. Um programa que conduzirá Portugal ao primeiro lugar mundial nas estatísticas sobre Educação. Agora, ficamos a saber que Pedro Póvoa, atleta de Taekwondo, vai entrar em Medicina sem nunca ter posto os pés numa escola secundária

‘Melhor’ estudante do País chegou à universidade só fazendo um exame e teve 20

Tradução do memorando da troika: a desculpa oficial

No Jornal da Noite da SIC de hoje surge a desculpa oficial por o governo não ter disponibilizado a tradução do memorando da troika. Cintando de memória, dizem do lado do governo que o documento não foi publicado antes porque era secreto; que só hoje, depois de aprovado no ECOFIN, é que pode ser tornado público. Secreto?! O Expresso e o Público e outros órgãos de comunicação social estiveram a praticar um ilícito? E o próprio governo, andou na ilegalidade por divulgar um documento oficial? Enfim, engole patranhas quem quer.

Fica bem a quem erra ter a humildade de reconhecer o erro, o que constitui um passo da aprendizagem. Não foi o que o governo fez. Pelo contrário, procurou ludibriar os portugueses com um pretenso secretismo nunca antes usado nem pela troika nem pelo governo. Longe vai o tempo do primeiro-ministro que afirmou nunca se enganar e raramente ter dúvidas. Este não o diz mas a arrogância é a mesma.

Glu-glu-glu

Teixeira dos Santos confirma: só em juros, Portugal podia ter uma frota de sessenta submarinos! A pergunta a colocar é: se em vez de pagarmos 30.000 milhões em juros, tivéssemos essa quantidade de submersíveis, quem nos atacaria por um calote?

Sessenta submarinos? Caramba, até o almirante Dõnitz esfregaria as mãos de contente!

Meninas, fiquem a saber

Segundo o Tribunal da Relação do Porto:

I – O crime de Violação, previsto no artigo 164.º, n.º 1, do CP, é um crime de execução vinculada, i.é., tem de ser cometido por meio de violência, ameaça grave ou acto que coloque a vítima em estado de inconsciência ou de impossibilidade de resistir.

II – O agente só comete o crime se, na concretização da execução do acto sexual, ainda que tentado, se debater com a pessoa da vítima, de forma a poder-se falar em “violência”.

III – A força física destinada a vencer a resistência da vítima pressupõe que esta manifeste de forma positiva, inequívoca e relevante a sua oposição à prática do acto.

IV – A recusa meramente verbal ou a ausência de vontade, de adesão ou de consentimento da ofendida são, por si só, insuficientes para se julgar verificado o crime de Violação.


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Declaração de voto: votar ou não votar e em quem?

Com eleições a aproximarem-se, com os partidos a manterem distâncias relativamente fixas nas sondagens, o Aventar dá voz ao (e)leitor, convidando-o a expressar-se e a influenciar, se possível, os resultados finais. Pronuncie-se, tenha uma palavra a dizer, a tribuna é sua.

Porque devemos votar ou não votar, porquê num certo partido e não noutro, porquê num certo candidato em vez de outro? Qual a sua opinião?

Faça a sua declaração aqui ou, se preferir, na caixa de comentários deste post.

Alô Câmara Corporativa: o Jerónimo de Sousa fez-me uma pergunta e eu gostaria de lhe responder

Tradução do memorando? Devia haver. É o que diz o chefe. Já podem linkar a nossa tradução do programa do próximo governo.  O homem ficou embaraçado.  Não se faz ao chefe.

Da nossa parte foi só serviço público. Incómodo? Acontece.

A rainha que tem as mãos sujas de sangue

Ele diz que casou com África…

…mas parece que foi contra a vontade da “esposa“. Divórcio à vista

Novas oportunidades – III

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                         -Não gostas de ler nem escrever? A matemática aborrece-te? A escola é uma seca? Os professores são chatos? Vai mas é dar uns pontapés na bola, descobre o Ronaldo que há em ti, ainda recebes equivalência ao 9º ano sem teres a maçada de estudar ou ires às aulas….

Novas oportunidades – II

                                                                                                             Recebido por e-mail!

Novas oportunidades – I

Más notícias para o BES (ou não)

Depois da lata de baixar o IVA do golfe (o desporto; não estamos a falar do carro) para 6% e das facilidades concedidas à Herdade da Comporta, duas benesses ao banco do ministro BES, hoje recebeu o Grupo Espírito Santo uma má notícia: «Portugal perde organização da Ryder Cup 2018 para a França».

É a vida. Mas o Estado continua a ser bom encosto: «BES pede financiamento de 1,25 mil milhões com garantia do Estado».

Não deixa de ser curioso como a aproximação de eleições acabou por recentrar o BES na agenda económica, algo bem patente com a repetida aparição pública de Manuel Pinho na última semana em diversos órgãos de comunicação social (RTP, TSF, Expresso). Coincidências? Sim, seguramente. Sem dúvida. Obviamente.

Sócrates, Passos e “ses”

Sócrates diz que quem ganhar as eleições “é que vai para o governo”. Uma verdade de La Palisse. Mas como e em que circunstâncias? É que existem demasiados ses para tantas certezas. Se o PS e o PSD se encontrarem numa situação de empate, decerto terá a responsabilidade de formar um governo, quem conseguir obter uma maioria parlamentar. Com o CDS, evidentemente. Não nos admiremos muito, se Paulo Portas obtiver para o seu Partido o melhor eleitoral desde as eleições de 1976, quando arrebanhando 15,98% dos sufrágios, o CDS conseguiu eleger 42 deputados. É que verdade seja dita: o PC e o BE auto-excluem-se de qualquer executivo ou maioria parlamentar que tencione cumprir o Diktat (vulgo Memorando) celebrado com as instâncias representadas pela Troika-Regente.

Pelo evoluir da campanha que se prevê iconoclasta, logo veremos em que atoleiro o sistema se enterrará, para grande gáudio de Belém. A guerrilha que os cavaquistas têm imposto a PPC, deve querer significar algo.

Uma outra questão, será saber o porquê de tanta ansiedade em manter o poder.  Ainda haverá algo que convenha permanecer na penumbra?

A tradução do Memorando da Troika em português existe…

…foi feita pelo Aventar -com a colaboração de alguns leitores, está aqui, muita gente sabe isso e nós agradecemos a quem ajudou a divulgá-la:

TVI 24

Correio da Manhã

Público

A Bola

Sábado

Agência Financeira

Albergue Espanhol, 5Dias.net, 31 da Armada, A Educação do Meu Umbigo, Blasfémias, Estado Sentido, Esquerda.net, Cachimbo de Magritte, Atributos e tantos outros blogues, redes sociais e agregadores de conteúdos que nos seria impossível nomear todos.

Como se vê, há muito quem saiba. E há quem não saiba (ou faça de conta) por não lhe interessar. A sonegação de informação por parte do poder é uma estratégia antiga e conhecida, cabe aos cidadãos lutar contra ela.

Novas Oportunidades: a avaliação externa impossível

Hoje PS e PSD andam a brincar às Novas Oportunidades. É assunto que já me ocupou o teclado: as fraudes sistemáticas, as mentiras de Luis Capoulas, e a razão porque o logro é endémico:

As fraudes só passam porque as equipas deixam. E as equipas deixam porque têm metas para cumprir, pairando sempre sobre a sua cabeça a ameaça de encerramento do CNO. Estamos a falar de pessoal maioritariamente contratado (agora menos a recibo verde, é certo) ou sem componente lectiva na escola onde está colocado, e do ou cumpres ou ficas desempregado.

Passo a explicar a Passos Coelho porque não vale a pena fazer auditorias externas. Primeiro porque já foram feitas, com o objectivo de não servirem para nada, mas feitas. Segundo porque embora todas as equipas tenham ordens para certificar qualquer analfabeto que se preste a um processo de certificação de competências isso não está escrito em lado nenhum: existem metas que não dizem claramente validem, fingem dizer outra coisa, tipo despachem, cumpram, inscrevam. Coisa fantástica, na ANQ as instruções superiores passam sempre para a base da hierarquia via formação: é que numa reunião não se escreve, só se diz, não ficam provas. Quando as coisas chegam às equipas são factos orais consumados.

E por último porque José Manuel Canavarro, autor do programa do PSD para a Educação, no intervalo de outros negócios privados e de uma carreira académica muito turbo, também dá uma perninha à ANQ: [Read more…]

Foi você que falou na Irlanda?

Uns estão virados para Dublin e o jogo de amanhã. Outros já foram os mais irlandeses dos políticos portugueses.

Em 2001 Paulo Portas foi a Dublin,  não havia futebol, mas muito que aprender com o governo:

Durante a reunião com o ministro das Finanças, Paulo Portas pretende abordar o método irlandês para atingir o equilíbrio orçamental, a contenção da despesa pública, as reformas estruturais e o uso e fiscalização dos fundos comunitários.

 Devia lá voltar amanhã. O jogo promete ser um bom jogo, e pode ser que encontre o tigre celta perdido no coração do neo-liberalismo europeu agora falido.

Links via Klepsýdra, onde há mais. Fotografia de jaqian.

…são dias assim.

Anda um gajo qualquer no Albergue orgulhoso por causa do Aventar e dos Celtas.

Luís Capucha, das Novas Oportunidades, enfrenta Passos Coelho, dos oportunismos habituais

Já se sabe: com a campanha eleitoral, Passos Coelho está transformado numa espécie de Zelig. De manhã, é africano, à tarde, é pescador, e, à noite, diz o que os professores gostam de ouvir e não me admiraria que viesse a dizer que é o mais docente dos candidatos.

Hoje, o presidente do PSD criticou, com argumentos justos, o embuste chamado Novas Oportunidades. Imediatamente, Luís Capucha, saltando em defesa do seu latifúndio, ligou o mp3 e fez ouvir os dois mandamentos acéfalos do costume:

     1. atacar as NO é atacar os profissionais que aí trabalham e os alunos que por ali passam;

     2. as pessoas que atacam as NO são uns elitistas que pensam que a Educação não deve chegar a todos.

Quanto à primeira ideia, a verdade é que é possível descobrir facilitismo (ou é impossível não descobrir) nas NO, sem que isso signifique criticar as pessoas: os professores são obrigados a cumprir o que lhes é imposto, mesmo que não concordem (o que também acontece fora das NO), e os alunos mais ingénuos são enganados, acabando por confundir a posse de um diploma com a aquisição de conhecimentos. Os alunos menos ingénuos limitam-se a aproveitar a ocasião, o que é humanamente compreensível.

A acusação de elitismo, por outro lado, não passa de um inábil princípio de intenções. Na verdade, criticar o facilitismo das NO é outra maneira de afirmar que os alunos merecem melhor. Facilitar-lhes a vida, na verdade, é só desrespeitá-los. A expressão “processo educativo” é, no fundo, muito feliz, se tivermos em conta o substantivo ‘processo’: aprender não é obra de um momento, é um percurso com passos que devem ser seguros.

Capucha é o verdadeiro homo socraticus: limita-se a soltar duas ou três ideias e não se afasta daí um milímetro, não vá dar-se o caso de ter de argumentar verdadeiramente.

Catenária Portuguesa

Vinte e cinco mil volts acima das nossas cabeças, Março 2011.

O imaginário das crianças: Os silêncios da cultura oral – Genealogias

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