Adeus Dublin, Olá Europa

Adeus Dublin, diz o Benfica, olá Europa, diz o Braga.

O Benfica, cansado e passivo, não foi nunca superior ao Braga e o resultado acaba por ser justo. O Braga, organizado e destemido, demonstrou atitude, paciência e maturidade para  se  mostrar à europa sem complexos de novato.

O jogo foi limpo, sem as picardias que envolvem os jogos com adversários de outro tipo, os jogadores não se armaram nem em wrestlers boçais, nem em bailarinas caprichosas, pese a lentidão dos benfiquistas.

Na final torço pelo Braga.

PS: No final do jogo, uns energúmenos que se dizem do meu clube, empenharam-se em tentar destruir um dos estádios mais bonitos da europa. Há pessoas -de todas as claques- que têm mesmo de ser proibidas de assistir a jogos de futebol.

A editora Publicações Europa-América bateu no fundo

É com extremo pesar que escrevo estas palavras. Mas alguém tem que fazer algo! Pela memória de Francisco Lyon de Castro, faço-o eu. Para os mais leigos, ele foi o fundador da maior editora portuguesa do seu tempo. Para aqueles que não saibam, a editora era a menina dos olhos de Francisco Lyon de Castro. Tudo fez para divulgar a cultura. Quem de vós não se lembra, principalmente os mais vividos como eu, de ter um livro da Europa-América? E que deleite! Esse momento decorreu no tempo em que ele se preocupava. Foi até à sua morte. Foi um vínculo marcante para a cultura portuguesa.

Foi, já há algum tempo que deixou de o ser. Já há algum tempo que é só marca de “deixar andar”. Sem revisão, sem cuidado! E como se não bastasse, preços inaceitáveis! Perdoem-me as exclamações mas é para demonstrar as emoções que fluem em mim. Os editores sabem muito bem que assim o é, e os leitores dos livros da Europa-América também o sabem. Sem revisão e caros… perdoem-me o vernáculo, mas “venha o Diabo e escolha”. [Read more…]

I See Dead People


Ricardo, desculpa lá o plágio

Zezé Camarinha destronado: Teixeira dos Santos é o garanhão

 Teixeira dos Santos: “Tenho a sensação de dever cumprido”

 A secção algarvia do Aventar já soube que Zezé Camarinha, o antigo macho lusitano, vive dias de grande tristeza: “Ê consegui comer munta estrangêra, mas o marafade do Têxêra dos Santos conseguiu fornicar um país intêre sem sair de Lisboa! Ele é que é o maior!” Entretanto, o ex-ministro das Finanças, como se pode ler no Público, deu uma explicação para o facto, usando uma linguagem digna dos melhores manuais de sexo: “Procurei sempre avançar com soluções que me parecessem adequadas.”

De que falamos quando falamos na escola pública pronta para ser privatizada

Disto:

Perante a possibilidade de uma adesão elevada à paralisação do pessoal não docente, serão os docentes a abrir os portões das escolas e a acompanhar os alunos até às salas de aulas, contou à TSF o presidente da ANDE.

«O nosso plano B passa pela possibilidade de os professores terem a chave da escola e, no dia especifico das provas de aferição, eles próprios assumirem a responsabilidade de abrir a escola, acompanhar os alunos das provas da aferição» e ainda levá-los a casa, disse Manuel Pereira. TSF

e disto:

Outro dos problemas que o sindicato espera superar até amanhã é, segundo a sindicalista, a tentativa de “coacção por parte dos conselhos executivos” das escolas. Público

Dar aos bancos é emprestar e adeus

Os bancos portugueses estão a liderar as maiores subidas no PSI 20, no dia em que foi conhecido que 12 mil milhões de euros do pacote acordado entre o Governo e a ‘troika’ serão destinados ao setor bancário. Visão

Imagem

O presidente do BPI, Fernando Ulrich, defendeu que o acordo entre o Governo e a ‘troika’ é um “final feliz”, realçando que “é muito melhor do que o PEC IV por ser mais completo, podendo ajudar ao crescimento” da economia. I

E para quem precisar de um desenho, uma leitura recomendada.

3 décadas, 3 x bancarrota, 3 x FMI

Além do rasgar de toda a mentirosa  propaganda impingida ao longo de tantos anos – duas gerações de incompetência do PS, PSD e CDS, PC e BE à parte, porque ensimesmam-se num regime de Apatheid – e já conhecido o pretenso “acordo” que nos espera e que há muito tempo o país espera, apenas há para recordar, a impiedosa resposta de um dos três Regentes, quando questionado acerca da “necessária” assinatura do Presidente da República, lapidarmente respondeu:

 – “Temos o acordo e o compromisso das principais forças políticas partidárias”.

 Ficou assim bem visível a inutilidade do regime imposto em 1910.

Os juros com o acordo da troika

juros com o acordo da troika

Por teimar em não pedir ajuda externa, Sócrates andou a enterrar-nos durante toda a legislatura. Muito obrigado.

Via Facebook:

FONTE

Conferência de imprensa da troika

A Troika falou genericamente nas medidas a aplicar a Portugal e que podem ser consultadas aqui no Aventar num belíssimo serviço público levado a cabo por alguns dos nossos colegas.

Quanto à fase de perguntas e respostas, retive uma pergunta e uma não resposta:

     Pergunta: Com que impressão ficaram dos políticos portugueses?

     Resposta (que é uma não resposta): Sobre isso falamos mais tarde.

E retive ainda uma pergunta e uma quase resposta:

     Pergunta: O que acham do TGV em Portugal?

     Quase resposta: Se olharmos para o problema (português supõe-se) nós somos muito cépticos em relação às PPP. *

*Transcrição não literal

A doença

a doença

Há quem pense que estar doente é o sal da vida: não é preciso trabalhar, por baixa não prolongada, as entradas salariais não diminuem, as queixas de não se estar bem elevam a piedade dos outros, até ao dia em que, por ser prolongada, a piedade acaba dando lugar ao cansaço e é-se enterrado em vida. Fica-se só e sem albergue, sem pessoa que acuda, separado dos outros porque a perturbação mental ou corporal, não lhes é agradável, apesar de se querer ter amigos que acompanhem e aprendam a andar a passo lento, esse que a doença permite. A vida segue o seu curso, as pessoas passeiam e fica-se em casa à espera, à espera da mão que nos resgate da solidão das solidões: de se ser um ser à parte e ser uma perturbação para os outros. [Read more…]

Coisas que me fascinam: short-selling

Observe-se que ao vender uma obrigação em short-selling, o investidor só terá lucros se houver um haircut (redução do valor pago na data de maturidade da obrigação) ou uma operação equivalente. Por exemplo, considere-se uma obrigação em que o Estado se compromete a pagar 100 euros. Se um investidor vender uma tal obrigação a 90 euros no mercado secundário e se o Estado decidir pagar apenas 60 euros, o investidor vai lucrar 30 euros (pois pode comprar a 60 o que vendeu a 90). Em contraste, se o Estado pagar a totalidade dos 100 euros, ele irá ser obrigado a assumir um prejuízo de 10 euros. Assim, os que vendem agora Obrigações do Tesouro e acções de bancos portugueses esperam comprar estes títulos muito mais baratos após uma reestruturação da dívida. E, quem sabe, alguns deles até podem ter um ganho adicional, caso tenham comprado protecção contra o incumprimento soberano: os célebres “Credit Default Swaps”.

Luís Daniel Abreu, Público 4/5/11

Cada um apresenta a múmia que mais lhe convém


«Agora diz lá boa noite aos senhores»

Fosse outro o presidente dos EUA…

Uma operação militar dos EUA, comandada directamente a partir da Casa Branca, sob ordens directas do presidente Barack Obama, logrou capturar e abater o hediondo terrorista Osama Bin Laden. Acontece que o inimigo público nº 1, o homem mais procurado planeta, terá sido abatido apesar de desarmado, segundo admite a própria Casa Branca, porque teria oferecido resistência. Assim a modos, “expliquem-me como se eu fosse muito burro”, como conseguiria alguém desarmado, resistir a uma ordem de detenção por militares de forças especiais? Será que Bin Laden era, e nós desconhecemos, um mestre de Kung-fu?

Fosse ainda George W. Bush presidente dos EUA, e teríamos nesta altura uma histeria na esquerda europeia, que se tem mostrado subserviente e acéfala desde que a Casa Branca mudou de inquilino.  [Read more…]

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